Pré-visualização gratuita 1.TRAÍDA
Meu nome é Alice, mas todos me chamam de Alicinha desde nova. Tenho 22 anos, sou um pouco alta, perto dos 1,70 m de altura, loira de cabelos que chegam aos ombros, esguia e relativamente bonita (beleza é algo bem pessoal, né?). Mas definitivamente o que faz as pessoas se lembrarem de mim é meu gênio forte e minha mania de não segurar minha língua dentro da boca. Falo o que penso e dane-se o resto.
Moro na Zona Sul do Rio de Janeiro com meu pai, minha madrasta e minha meio-irmã Ágata. Ágata e eu não nos damos bem. Ela e eu temos idades parecidas, pois enquanto ainda era casado com a minha mãe, minha madrasta e meu pai já mantinham caso e aí nasceu Ágata. Quando minha mãe sumiu no mundo (e não era para menos, né?), meu pai se casou com Cristinha e trouxe ela e Ágata para morar com a gente.
Foi um pesadelo. Ágata e a mãe dela não foram nem um pouco gentis comigo. Pelo contrário, tiraram todas as coisas da minha mãe e colocaram as quinquilharias delas. Mas isso já faz quase dez anos. Apesar de não ter me acostumado com as duas, eu as tolero e evito ao máximo aborrecimentos.
-- Oi, irmãzinha! -- Disse Ágata na porta do meu quarto.
-- Vaza, garota. Eu tenho muita coisa para estudar.
-- Hum, sei.. É que eu achei que você fosse gostar de saber que o Samuel esteve aqui hoje.
Samuel é meu namorado. E eu nunca gostei da maneira com que Ágata olhava para ele. Ágata tinha inveja de mim, apesar de não dizer com palavras. As vezes parecia que ela queria tudo que era meu.
-- Não inventa hisorias. Cai fora.
Me levantei para fehcar a porta.
-- Eu fiz um chá maravilhoso para ele. -- Disse ela rindo enquanto eu a empurrava para fora.
-- Não pode estar falando a verdade.
-- Não? Então liga pra ele e pergunta. Ah -- ela tirou algo do bolso -- A aliança de vocês dois. Ele esqueceu aqui... Duistrraido.
Era a nossa aliança de compromisso. eu a peguei com certa força do mão de Ágata. O ouro reluziu e eu vi meu nome gravado na parte interna.
-- Some daqui, sua vacaa. -- Falei.
-- Hum.. Não fica bravinha. Eu só fui gentil com seu namoradinho. "Dei.." tudo de mim.
Tomada de fúria, eu parti pra cima de Ágata, puxando o cabelo dela.
-- Agora eu vou te dar uma lição, sua insolente.
-- SOCORROOOO!
Gritava ela.
-- O que esta havendo aqui? -- Meu pai apareceu, atrás dele Cristina.
-- Papai, Alice está me xingando de todos os nomes possíveis. Eu apenas vim devolver a aliança do namorado dela, ele esqueceu esses dias aqui e eu encontrei enquanto limpava.
Eu ofegava. Ágata estava abraçada ao meu pai. Era sempre assm, não importava o que eu dissesse, Agata conseguia convencer meu pai de que eu era a grande vilã na história, e talvez eu parecesse mesmo vilã, pelo meu jeito de falar e agir.
-- Não pode ser tão rude, Alicinha. Você sempre está passando dos limites. Exijo mais respeito nessa casa.
-- Alicinha, você precisa tratar esse genio seu. -- Disse Cristina.
Eu ri.
-- Cala a boca, Cristina. E arruma esses cílios que estão caindo, você tá parecendo uma boneca de 1,99 que a gente compra no Saara. Tá pavoroso — eu disse.
E de fato o cílio dela vivia saindo.
-- Ah, alceu, vai deixar sua filha falar assim comigo?
-- Viu, pai? Alicinha não tem respeito. -- Disse Ágata, deitando a cabeça no ombro do eu pai e sorrindo de prazer com os olhos.
-- Alicinha, peça desculpas a sua madrasta.
-- Não peço -- Eu disse indo em direção ao meu armário para pegar a minha bolsa.
-- aonde você vai? -- Falou ele me segunondo.
-- Indo tomar um ar, antes que eu fique doida nesse hospício. -- falei vestindo meu relógio.
-- Eu te proíbo de sair.
-- Ah é, pai? Então proíba sua esposinha de receber encanadores vestindo apenas uma babydoll aos sábados de manhã enquanto você joga beach tenis. Todos os sabado de manhã o nosso apartamento parece locação para filme porn0 barato. Chega a dar nojo.
-- Garota mall educada! -- disse Cristina.
Eu balancei a cabeça. Deixei essa bomba e saí ainda ouvindo meu pai pedindo satisfações a minha madrasta sobre o que u havia acabado de dizer.
Chamei um Uber e fui para a casa do meu namorado. Samuel era meu porto seguro. Ele morava na Tijuca. Era policial Civil. Ele já tinha trinta anos. Eu o amava muito e com certeza ele me daria uma boa resposta sobre o porquê da nossa aliança de compromisso estar sob os cuidados de Ágata. Ele havia mesmo estado no apartamento sem mim? Samuel sabia como eu nao confiava na minha irmã.
Mas eu sabia que todo barulho na minha cabeça sumiria assim que eu estivesse abraçada a Samuel depois de fazermos amor.
-- Oi? Você aqui??? É, veio sem avisar.
Samuel vestia apenas uma toalha e deixou a porta entreaberta, como se não me quisesse deixar entrar.
-- Eu não tô legal. Achei que você fosse gostar de e me ver.-- falei.
-- É... Bem, eu não esperava. estava no banho.
-- Tá, e daí? Deixa eu entrar, Samu.
-- Não é uma boa hora. -- Sorria amarelo.
-- Que? Não vai me deixar entrar?
Eu o olhei com desconfiança, mas minhas pernas tremeram mesmo quando eu ouvi uma voz feminina vinda la de dentro.
-- Amor, é a pizza??? Vem, eu tô molhadinha pra você.
Acho que fiquei mais de dez segundos olhando para Samuel. Ele era lindo, alto, forte, com musculos e essas coisas. Quando eu realmente me deixei crer que um homem como ele me levaria a sério? Claro, ágata tinha razão. Ele me traia.
-- Eu já entendi tudo, Samuel. Entendi tudo.
Ajeitei a minha bolsa no ombro e sai pelas escadas.
-- Alicinha, espera, escuta, eu posso explicar.
Eu nem sei quando comecei a chorar, mas meu mundo desabou. A única pessoa com quem eu podia contar, me passou para trás. Estava sozinha, sem pai, mãe e sem o meu namorado agora. Eu não sabia o que fazer.
-- Me deixa em paz, Samuel.
-- Escuta, a nossa relaçãoo nao ia bem, eu fui fraco, fui moleque. Me perdoa. Era só uma aventura, eu amo você.
Parei no meio do lance de esacdas. Samuel me seguiu de toalha.
-- Ah, é?
Voltei alguns degraus, cheguei bem perto dele. Eu queria ter uma facaa pra cravar no pescoço dele e vê-lo sangrar feito um porco imundo que ele era. Mas eu não podia.
-- Sim, meu bem. eu amo você.
O olhei no fundo, dos olhos, Samuel sempre se achou esperto, mas nunca achei que ele fosse ser daquele jeito comigo, um traidor. Aproximei a minha boca da dele e insinuei que iria beijá-lo.
Um outro morador abriu a porta corta-fogo e nesse momento eu puxei a toalha dele, deixando Samuel peladoo.
-- Seu pervertidoo, me larga. -- Eu disse Gritando.
-- que isso, larga a moça! -- Disse a senhora -- um taradooo, alguém chame a polícia. -- Gritou a senhorinha.
-- Alicinha, o que você fez? Tá doida???-- disse ele tentando tapar as partes intimaas -- Ela é minha namorada, ela é doida. Não é verdade, senhora. Eu não sou nenhum taradoo não.
-- Não, não sou nada dele. Eu vim visitar uma amiga e ele me surpreendeu no meio do corredor. eu to com medo -- eu disse.
-- Eu vou chamar a polícia.
A senhorinha pegou o telefone.
Samuel puxou meu braço e então eu o conheci de verdade.
-- Você me paga, sua piranh4.
Eu soltei meu braço com força.
-- Hum, tá. Depois que você prestar depoimento a policia, seu cretinoo de uma figa. Adeusinho, seu brocha. Eu sei que usava azulzinho. Até nunca mais.
Saí apressada pela saída de incêndio.