– Vem cá – diz Marco. Inspiro profundamente, colocando a cadeira um pouco mais distante da vida. – Não vou morder você não. Senta aqui – diz indicando o lugar ao lado. Coloco a cadeira novamente no lugar que estava, praticamente me encolho na cadeira. – Como que nós vai ficar? Olho para ele surpresa. – Como assim? – Quero ficar contigo. Olho Marco de cima a baixo, tentando entender o que ele queria dizer, apesar de ter duas opções em minha mente. – E aí, me diz o quê? Não funcionava muito bem sob pressão. Isto comigo nunca dava certo. E precisava pensar. – Eu não sei. – Tu sabe sim. – Não sei não – repito. Ele vira de lado, afagando meu braço. – Quero repetir o beijo de ontem. Consigo sustentar seu olhar, apesar de não saber onde por minha cara. Até que ele se

