O tribunal de Justiça ainda não estava aberto quando cheguei. Faltava meia hora para às 8. Permaneço encostada na parede, observando as pessoas passarem por mim, atrasadas ou não para seus compromissos. Estudantes e homens engravatados. Quando criança, admirava os prédios e as pessoas engravatadas que via na rua. Acabando por imaginar a vida boa que tinham, com comida farta e viagens no fim de ano. Nada havia mudado. Continuava a achar que a vida do vizinho era melhor do que a minha. Um homem finalmente abre o prédio e posso entrar. Ele começa a destrancar portas, desligar luzes. Arrumando o que acha pelo caminho para fazer. Típico de funcionário que tem como responsabilidade abrir um comércio ou até mesmo um prédio como aquele. – Posso ajudar? – pergunta após alguns instantes,

