Investida

1305 Palavras
Alguns dias depois... Mendrika e Ulisses estavam no alto do shopping olhando a região com binóculos, e já era possível ver de longe uma fumaça gigantesca se aproximando do shopping, e isso deixa Ulisses um pouco aflito. - Preciso de você focado, Ulisses. - falou Mendrika. - Eu estou focado. - Estou falando com relação a Quinn. Ele não respondeu nada, e ficou olhando para a fumaça ao longe. - Sentimentos pessoais não vão nos ajudar em nada aqui, garoto. - Eu não tenho sentimentos por ela. Mendrika sorri de canto de boca e fala. - Eu não disse que não é pra ter, mas você deve saber a hora de agir com a razão e com o coração. - Eu entendo isso. - No momento Quinn é uma ameaça, não porquê ela quer, mas porque aquelas coisas estão vindo pra cá agora mesmo atrás dela. - Ela não tem culpa disso. - Eu sei, você sabe, ela sabe, todo mundo sabe. Por essa razão, nós não chutamos a Quinn pra fora dos portões e entregamos ela à própria sorte. Etamos aqui pra tentar encontrar um meio termo saudável e que resulte com todos nós vivos e fora desse lugar. - Sinto que vem um porém agora. - Porém, se isso não for possível... Mendrika põe a mão sobre o ombro de Ulisses e fala: - Não podemos peder mais gente, não sabemos o quanto Antananativo já foi comprometida, mas visivelmente não sobrou muito pra contar a história. Cada pessoa aqui dentro vale muito, muito mesmo, e se tivermos que escolher entre elas e a Quinn, você vai precisar agir com a razão e não com o coração. Ulisses abaixa a cabeça e fala: - Tá ensinando o padre a rezar a missa, policial. Mendrika bufa e antes que ele pudesse falar alguma coisa, Ulisses falou: - Minutos antes de eu te encontrar, os federais estouraram a cabeça do meu melhor amigo bem em cima de mim. Eu tive que tomar banho e ver os miolos dele escorrendo pelo ralo. Ele olha para Ulisses e vê as lágrima escorrendo do rosto do rapaz. - Sei muito bem que nenhum de nós pediu pra estar nessa situação de m***a, Medrika. Vai ser praticamente impossível sairmos daqui sem nenhuma cicatriz, sacrifícios podem virar uma rotina se nós não fizermos as coisas direito. Eu sei disso tudo, estou ciente, vou agir de acordo, mas não precisa ficar me dizendo isso toda vez que eu parecer um pouco instrospectivo porque estou vendo pessoas que eu conheço virando monstros e tentando comer minhas tripas! Ulisses bufa, enxugando as lágrimas, e Mendrika fica olhando pra ele, e então toca ele no ombro novamente e diz: - Tá bom. Você tem razão. - Obrigado. - Lamento pelo seu amigo. todos nós estamos passando por muita coisa nesses últimos dias, mas isso não significa que a sua dor precisa ser necessariamente a menor de todas. Ulisses olha para o horizonte, bastante pensativo, e comenta: - Quando acha que eles vão chegar aqui? - Logo, não falta muito agora. Eles ficam olhando e Mendrika diz: - Quando isso acontecer, precisamos estar muito longe daqui. - E se essas coisas perseguirem a gente até depois de sairmos daqui? - Elas vão, não tenho qualquer dúvida sobre isso. - Vamos matá-las então? - Podemos tentar, mas não sei se vamos ter sucesso. - E se tivermos? - Então vamos torcer pra que o governo não nos mate logo depois. Ulisses suspirou e Mendrika guardou o binóculos e falou: - Vou ver como está a passagem. Por que não vai falar com a Quinn? - Achei que tinha acabado de me sugerir pra não fazer isso. - Não, eu disse que sentimentos pessoais não podem intereferir na nossa missão aqui e que você deve saber a hora e usar a razão e o coração. No momento, seu poder de escolha ainda é livre. Mendrika sorriu de canto de boca e Ulisses ficou pensativo. Alguns minutos depois... Quinn estava sentada na praça de alimentação, com um hamburguer em um prato, mas ela só ficava olhando para o cercado dos zumbis, sem nem ter tocado na comida. - É melhor se alimentar, esse tipo de coisa vai virar artigo de luxo daqui um tempo. Ela olhou pro lado e encontrou Ulisses parado ali perto dela. - Oi, eh... desculpa, eu não vi você aí. - Tudo bem, eu cheguei agora. Ele senta em um outro banco da mesma mesa que ela, e ele percebe como Quinn estava abatida e pergunta: - Você está bem? - Estou. - Não precisa esconder isso de mim, Quinn. Não consigo nem imaginar como é estar no seu lugar nesse momento. Quinn suspira e fala: - Não quero que as pessoas daqui morram por minha causa, então, só me resta fazer oque o Mendrika e os outros estão querendo. Ele percebe a angústia dela e fala: - Vai dar certo, eu acredito. - E se não der? - Vamos fazer de tudo pra que dê. Você só precisa atrair eles e do resto nós cuidamos. Ela olha pro lado e diz: - Faltam só algumas horas, a passagem já está pronta? - As pessoas vão começar a passar logo, logo. - Isso é muito bom. Ulisses segura a mão dela e diz: - Eu vou estar lá com você, Quinn. - É perigoso demais, Ulisses. - Mas é a sua melhor chance de sair de lá viva, eu vou estar te cobrindo o tempo todo. - Você tem certeza disso? - Por você vale a pena. Ela sorri e ele também, e então Quinn se aproxima de Ulisses e o beija, mas logo se afasta um pouco assustada e fala: - D-Desculpe, eu não devia ter feito isso. - Tudo bem, nunca se sabe quando vai ser a última vez. Ele sorri e se aproxima para outro beijo, e então Quinn aceita e o beija também. Algumas horas mais tarde... Ulisses estava armado e no terraço junto com Quinn, já estava de noite e não tinha quase nenhuma iluminação pela cidade, mas o grunido dos zumbis era audível por toda parte, e o rádio de Ulisses toca: - Tudo pronto aí? - perguntou Hank. - Tudo pronto. Hank estava junto com os outros guardas, escoltando as pessoas para o túnel dos esgostos, e ele diz: - Assim que dermos o sinal, a garota precisa acender o sinalizador e se manter no local por pelo menos cinco minutos, entenderam? Ulisses olha para Quinn e ela acena que sim com a cabeça e ele responde: - Afirmativo. Dominic estava entre as pessoas que estavam sendo direcionadas para o túnel, mas ele consegue escapulir da vista dos guardas e se esconde em um corredor escuro. - Não posso deixar Ulisses e Quinn sozinhos! Do lado de fora, a hora de zumbis estava se aglomerando cada vez mais, já começaram até a bater nas barricadas, começando a entortar. Mendrika estava olhando a situação a partir da janela de uns andares superiores, e ele fala no comunicador: - Agora, Ulisses. Ele olha para Quinn, que suspira, e quando ele acena com a cabeça, ela também acena e então acende o sinalizador e ergue o braço com ele, e aquela luz vermelha virou o único e maior ponto brilhante naquela cidade escura, e os zumbis começaram a ser atraídos para aquela direção, começando a bater violentamente nas barricadas e começando a derrubar uma por uma. - Entraram. - notificou Mendrika. Ulisses estava com um cronômetro no celular contando o tempo, e Quinn ficou olhando pra ele aflita. - Calma, vai ficar tudo bem. Até que eles começam a ouvir grunidos diferentes vindo lá debaixo, e ele chega na beirada pra ver e avista milhares de zumbis especiais se aproximando, e ele fala em um comunicador: - Começou, preparem suas armas!
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