CAPÍTULO 03

1105 Palavras
Gisele sentiu-se m*l com a intromissão do pai com o fato de Ricardo aparecer no sábado, e decidiu questionar: “Pai por que tratou o pedreiro daquele jeito?” “Porque ele é o pedreiro Gisele, nem ao menos engenheiro ou mestre de obras ele é, não sei como ele veio parar em sua casa, não entendi porque tanto entusiasmo, ele é o motivo do seu sumiço? Não se envolva com ele, vocês são de classes diferentes, não se iludam, ele nunca dará o tipo de vida que está acostumada.” Gisele não respondeu o pai, mas engoliu a seco aquela verdade, desde nova teve tudo do melhor, desde roupas, melhores escolas até os passeios nos melhores parques dentro e fora do país. Ela se arrumou ia com os dois comprar o presente de aniversário da mãe, que seria comemorado na mansão dos pais. Ela entrou no carro pensativa, "era hora de avançar ou terminar aquele relacionamento?" pensava ela, de fato Ricardo não tinha condições de lhe dar uma vida luxuosa, mas tinha dado com sua simplicidade uma atenção superior a todos que já tivera, quando estava com ele sentia-se viva e sexy, não se preocupava com etiquetas nem conversas chatas, nunca tinham saído juntos mas em seu cantinho na casa dela eram felizes. Ela não sabia o que fazer. Era tarde, todos da família de Gisele estavam na área para festas da mansão, Ricardo mesmo sem querer usava uma roupa emprestada pelo primo dela, eles se conheceram na academia, e criaram uma ligação muito forte. Ricardo ficou surpreso já na entrada, era lindo o lugar e imenso, ficou um pouco assustado quando viu que estava tendo uma festa igual as que via na televisão, não sabia bem como se portar, ou onde parar, sentia-se constrangido, queria falar com Sebastião e ir embora o mais rápido possível. Logo rumores sobre a beleza e sensualidade de um homem tomavam as conversas das mulheres, Gisele saiu com a curiosa prima para ver quem era o tal homem e quase engasgou ao ver que era Ricardo, estava mais lindo do que de costume com a roupa social e todas as mulheres se atiravam para ele. “É um gato mesmo!” Gisele não respondeu a prima, pois por dentro um ciúme a corroía, ele fora apresentado a todos como amigo da academia do primo o que soava mais leve de que um pobre pedreiro perdido no meio do povo. Ela aproximou-se deles, os cumprimentou e ofereceu uma bebida para ambos, Ricardo recusou o pedido, estava admirado com a beleza dela naquele longo vestido bege, ela parecia uma estrela de novela, a maquiagem e os cabelos perfeitamente arrumados confirmavam a aparência, era realmente uma linda mulher, linda de mais para ele. Não demorou muito o pai de Gisele chamou Ricardo para mostrar o serviço que desejava fazer, andando por todo o lugar com ele. Assim que terminado ele pediu para que ele ficasse e desfrutasse da festa. Mas não tinha nada a ser desfrutado, ele olhava horrorizado a imensa quantidade de comidas e bebidas numa enorme mesa, apenas para exibição, pois os garçons serviam a todo instante, "o dinheiro gasto ali" pensava ele, "serviria uma quadra de um bairro pobre inteira". Ele experimentava as iguarias, gostava de umas, engolia outras de forma forçada, na pista de dança ele observava as luzes e sua solidão, ninguém se divertia, falavam apenas de negócios e de formas para ganhar mais dinheiro. Ricardo teve sua atenção roubada por Gisele, que o puxou pelo braço pedindo para acompanha-la, ela o levou na área da piscina, que naquele dia quente estava vazia, nem as crianças da família se divertiam. “Ainda bem que me tirou de lá” exclamou ele aliviado “como é que você aguenta isso aqui?” Gisele estava meio bêbada e não queria conversar, ela grudou e seu pescoço e passou a beija-lo, empurrando-o até o muro. “Vai com calma” disse ele preocupado “se teu pai nos... Ela calou a boca dele com outro beijo e foi abrindo o zíper da calça tirando o pênis dele para fora o masturbando, ele tentou levantar o vestido dela, mas era longo de mais, então a segurou pela cintura, a carregou até o banheiro e a despiu beijando suas costas, passando a mão calejada na pele macia da coxa dela, rasgando a calcinha dela, a virou de frente e a encaixou na sua cintura penetrando seu pênis, a encostou na parede e olhando fundo nos seus olhos passou a meter com força: “Você quer seu pedreiro quer?” ele continuava com força “olha em meus olhos sua safada mimada” você quer realizar sua fantasia de ser comida por seu pedreiro? Então toma.” Ele sentia o liquido quente molhar seu pênis de tal forma que não quis segurar e encheu Gisele com seu prazer. Depois a colocou no chão. “Que foi isso?” perguntou ela impressionada com a atitude diferente dele “Nossa! Foi incrível.” Ricardo não falou nada, ajudou-a fechar o vestido, pediu para que ela saísse na frente, e assim que a perdeu de vista foi embora. Ele estava confuso precisava pensar. Teve que voltar para o outro lado da cidade de condução, pois viera de carona, por onde passava era conhecido, ouvia seus amigos gritarem dos bares comentários sobre a roupa que usava, ele apenas acenava com um sorriso forçado, pois não estava bem, conforme caminhava crianças vinham em sua direção, era conhecido por ações sociais e muito querido e respeitado no bairro onde cresceu, a todo instante alguém o cumprimentava. Ele parou numa pizzaria, fez o pedido e ficou pensando no que aquele povo faria com toda a comida que sobraria, imaginou quantas marmita poderiam ser distribuídas pelo bairro, pegou a carteira para pagar, não podia fazer aquele mimo para a família, pois estava com pouco dinheiro, mas ainda assim o faria. Junto com a carteira veio o caderninho que ele anotou tudo o que precisaria para a obra de Sebastião, o leu com atenção, aquilo geraria um bom dinheiro, ele precisaria de alguns ajudantes, mas isso conseguia fácil; porém no fundo do coração algo dizia para recusar aquele serviço. Ele pagou por seu pedido, colocou um sorriso no rosto e entrou com as pizzas, chamando todos para a sala. As crianças gritavam parecia que uma festa havia começado, até o irmão adolescente resolveu ajudar, a mãe ficava feliz com a alegria de todos, mas muito triste por saber que o dinheiro gasto ali iria fazer falta. Todos elogiavam a roupa que Ricardo usava e faziam várias perguntas, a alegria era completa.
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