CAPÍTULO 5

2047 Palavras
Meu jantar com Mia foi bom. Conversamos muito tanto do meu casamento, quanto do casamento dela com Ethan. Minha prima é feliz, porém não está totalmente convicta sobre sua profissão. Espero que ela fique bem e resolva isso para não ficar frustrada. Acredito que se ela compartilhar com Ethan sua frustração ele entenderá. O mesmo sentou com à gente um pouco para conversar. Ele estava radiante por seu restaurante. Como diz ele, o primeiro de muitos. Torcia para dar certo. Ele até me disse que tinha conversado com Christian para fazer uma parceria. Não disse nada quanto à isso. Nunca fui de me meter nas coisas dele não agora que farei.Ainda mais que quero o divórcio. Voltei para o meu apto. Fico esperando o elevador chegar junto com outra pessoa. Ele me dar boa noite e eu retribuo. Assim que chega entramos. Ele aperta o sétimo andar e eu aperto o décimo. Fico absorta em pensamento quando do nada o elevador para no terceiro andar. Só me faltava essa. O homem me olha. - Você não é claustrofóbica? Ele indaga com certo receio e eu sorrio. - Não. Digo sorrindo. - Que ótimo. Ele dar um suspiro de alívio. Uma vez fiquei preso com uma mulher, pensa no pânico dela. Pensa no pânico que fiquei para tentar acalmá-la. Pior que ficamos somente dez minutos e parecia que tinha sido umas cinco horas, de tanto que à mulher gritava e chorava com pavor. - Mas no fim você conseguiu acalmá-la? - Não. Ela saiu do elevador em choque. Toda tremendo e tenho certeza que ela foi para o hospital de tão transtornada que ela ficou. - Nossa. Eu não sei o que faria se estivesse com uma pessoa assim. - Nem queira ficar, é horrível. - Acho melhor tentar contatar o porteiro. Falo apertando o portão que liga na portaria. O porteiro atende e explicamos que estamos presos no elevador. Ele diz que teve um apagão prédio e nas mediações, e que ele ligou o gerador, mas vai demorar um pouco para atender toda demanda do prédio. Assinto e o homem do meu lado suspira. - Só nos resta esperar então. Assinto e fico no meu canto. E lembranças me toma. Christian havia me explicado durante o jantar que na sua cultura todos os homens mais velhos são obrigados à casar. Não que isso não acontecesse com os mais novos, porém à regra era que o filho mais velho se casasse e ainda desse um herdeiro homem. - E se nascer mulher? O que acontece? Questionei à ele ainda sentada à mesa. Já tínhamos acabado de jantar. E posso dizer que eu perdi à aposta, porque tudo estava muito gostoso. Ele sabe cozinhar divinamente. - Hoje em dia, não há uma cobrança tão firme nisso. Se o primeiro filho não vier homem, à esposa pode ter o segundo filho, mas na família tem que ter um menino. - Credo, que responsabilidade. Eu não gostaria de uma responsabilidade dessa para mim. Digo sendo sincera. Você foi criada diferente. Na sua cultura não se espera muito de uma gravidez. Como vocês dizem? Ele pede tentando se lembrar de algo. Há, lembrei. Que venha com saúde é o mais importante. - Sim. Eu mesmo se algum dia me casar, não me vejo tendo uma preferência. Que venha com saúde, isso já é mais que importante para mim. Ele me olha com aqueles olhos cinzas e eu tento decifrar o que ele está pensando. O que foi? Indaguei tentando saber o que ele tanto pensa. - Você não faz muitos planos na vida, né? Você já disse que não está procurando um namorado, nem se casar, e agora me diz que não tem uma escolha para filhos. - Eu vivo à vida Christian. Eu não procuro fazer planos. Eu fiz um plano na minha vida que foi fazer minha faculdade de Arquitetura e montar meu escritório. Algo além disso se tornar consequência do que eu faço. - E você acredita em destino? - Sim, acredito. - Que bom. Agora vamos fazer uma das coisas que eu adoro fazer. - Além de cozinhar? Questiono e ele se levanta sorrindo. - Eu sou um homem bem eclético Srta. Ele vai até o aparelho de som e liga o mesmo colocando uma música lenta. Dança comigo. Ele pede estendendo sua mão para mim. Ele exala charme e sensualidade. Meu Deus eu devo está m*l acostumada com homens, porque nunca vi homem igual. Aceito dançar com ele e assim vamos rodopiando uma música lenta na sala. - Você mora aqui? O homem dentro do elevador me traz de volta à realidade. - Não. Vejo que ele se sentou no chão e tirou seu casaco. - Também não. Já iria te perguntar se é comum acontecer esse tipo de situação aqui. - Acredito que devido à neve forte lá fora tudo esteja um caos. Falo e resolvo me sentar. - É. fui à Suíça na semana passada e lá também não estava bom. E novamente passei um perrengue com uma estranha. Olho para sorrindo. - Você vive passando perrengue com estranhos? Ele gargalha. - Sim, é meio estranho, mas parece um carma. Eu atraio essa coisas para mim. Nesse caso à mulher estava meio que bêbada. Uma neve absurda e ela lá de blusinha de alcinha e um salto enorme na rua. Veio para meu lado e começou à achar que eu era um taxista. Me abraçava e me dizia meio grogue que eu tinha que levar ela embora. Tentei falar com ela que eu não era taxista, mas que meu carro estava perto e que eu poderia deixá-la em casa, mas parece que à mulher não estava me ouvindo. Ela continuava dizendo grogue que eu tinha que levar ela para casa, que ela tinha dinheiro para pagar corrida. Ele balança à cabeça e do nada começa à sorrir, na verdade gargalhada. Eu acabo acompanhando o mesmo, sem saber do que ele está rindo, porém sua risada é tão gostosa e tão contagiante que acabo o acompanhando. Você... Você.. Ele não consegue concluir e isso me faz rir mais. Do nada escutamos um barulho de algo. Quando percebemos à porta do elevador foi aberta. Olho e vejo que Christian agachado já que o elevador está parado com meia parede aparecendo. Ele está me olhando e olhando para o cara com uma expressão nada boa. Bufo. - Acredito que vocês dois podem sair. Christian fala ríspido e eu me levanto. À menos que estejam confortáveis. Reviro meus olhos. O cara me olha e depois olha para Christian que não se abala. Venha, vamos para casa. Ele fala me estendendo à mão. Pego à mão dele e subo respirando fundo. O homem que estava comigo sobe sozinho e eu olho para ele. Podemos ir embora agora. Christian fala nervoso e eu nem dou ouvidos. O homem me olha e sorrir. - Eu disse que essas coisas só acontecem comigo. Ele fala sorrindo e saindo eu acabo sorrindo também, porque sei do que ele estava falando. Christian entra na minha frente e fica me olhando. Bufo e saio na frente. Subo para meu andar com ele no meu encalço. Abro à porta do apto e entro já indo para meu quarto. - Anastásia você não vai fugir de uma conversa. Ele fala me puxando. - Me larga. Eu não quero conversar com você. Não temos nada para conversar. Digo com raiva. Há não? Com um estranho você quer conversar? Quer dar gargalhada com ele, mas à mim que sou seu marido nem quer olhar na cara. Sorrio de nervoso. - Não seja hipócrita. Ele passa às mãos na cabeça. - Hipócrita? Sim hipócrita. Não temos mais nada. Há não ser o fato de você querer me manter ainda do seu lado e não sei por que. Você insiste nessa merda de vida, insiste em me prender à você, insiste em me humilhar, esfregar à sua amante na minha cara. - Isso não é verdade. Parar. Grito já chorando. Você tem acabado comigo dia após dia. Você não se importa comigo, nunca se importou. Ele balança à cabeça em negação e vejo ele chorando. Lágrimas de crocodilo. Quando te conheci, eu não imaginava o tanto que iria sofrer, mas com o tempo eu vi que meus esforços foram em vão em conquistar você. - Você me conquistou desde o dia que te vi naquela aula de culinária. Passo às mãos no meu rosto. - E do que adiantou isso. Duramos tão pouco. Um ano de casado e você já tinha procurado em outra mulher o que eu não sei. Eu fico repassando na minha cabeça toda à nossa vida, desde o começo até o momento que vi você nos jornais com outra mulher. Eu fico me perguntando onde falhei com você. - Haya parar, eu te amo. Ele vem para meu lado eu me afasto - Ama nada. Que amor é esse que procura outra mulher? Que amor é esse que insiste em me manter presa aqui sem eu querer. - Eu não quero te perder. Ele vem para meu lado de novo e eu me afasto. - Você já perdeu à muito tempo, e sua hipocrisia me deixa com mais raiva. Porque você está aqui? Porque não vai viver com ela? Eu não quero mais você. Nunca vou aceitar ser à corna da história. Então para de ser hipócrita, e me deixe livre para viver à minha vida. Se você me ama mesmo como diz, me deixe ser feliz. Eu não aguento mais. Se eu estou mergulhada nesse mar de tristeza é por sua causa. Tenha pena do meu coração, que está sofrendo, que está magoada à cada dia que você se imponhe para mim, à cada dia que você imponhe que à gente se mantenha casados. - Eu não vou te dar à liberdade Haya. Eu continuo te amando como antes, e até mais ainda. Você pode não acreditar, mas eu estou sofrendo tanto quanto você. Balanço à cabeça em negação. - Eu não acredito mais em você. Não confio nas suas palavras. Não confio em você. Suspiro. Sabe o que vejo quando fecho meus olhos? Ele não responde e limpa suas lágrimas. Nossos bons momentos, mas quando eu os abro à tempestade vem me atormentar. Tudo desmorona na minha cabeça e eu só consigo lembrar que meu marido é um i****a, um cafajeste. Que ele nunca foi quem disse ser para mim. - Deixa eu te tocar, deixa eu te amar para você lembrar o amor que fazíamos. Sorrio com raiva. -- Você nunca mais encosta em mim. Nunca mais você vai tocar em mim com essas mãos que tocaram em outra. Digo saindo da sala chorando. Ele consegue me deixar pior do que eu já estou. Eu tenho que lidar com ele toda vez que ele volta de viagem. Ele poderia continuar viajando, me deixar em paz. Se quer ficar com à outra que fique. Eu não importo mais. Esse casamento já era. Tomo um banho e depois me deito para dormir. Dançamos duas músicas e depois ele olhou para mim. Ficamos presos um no olhar do outro. Acabo mordendo meus lábios e do nada ele avança nos mesmo. Sua língua procura à minha, e eu dou de bom grado. Começamos uma dança de língua, uma buscando uma à outra. Nossos desejos estão aflorados. Ele consegue me deixar vulnerável, mole e querendo mais e mais do seu beijo. Ele vai me levando não sei para onde, e eu acabo caindo no sofá junto com ele. O mesmo para de me beijar. Me olha intensamente. - Eu quero você. Ele fala e eu fico olhando para ele. Quero você como minha sadiqa. Franzo à testa. Minha namorada. - Não acha que estamos indo rápido demais? Esse aqui é nosso primeiro encontro. Devemos nos conhecer mais. - Isso para mim é só uma cultura boba. No meu país, nós não namoramos, já acertamos o casamento e posso dizer Haya, se eu tivesse te conhecido no meu país, você estaria já casada comigo. Acordo com um clarão em meu quarto. Olho para janela e está dia. Eu gostaria de não me levantar, mas o dever me chamar para mais um dia de trabalho.
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