Minha vida andava na mesma. Eu me afundava no trabalho e depois me afundava em um quarto vazio. Hoje era sábado e eu não sair do quarto. Graças à Mark dividimos bem às demandas do escritório e assim eu não tinha mais projeto pendente para fazer. Ainda me encontrava deitada olhando para o nada. Não estava com disposição para me levantar. Ouço uma batida na porta.
- Haya. Trouxe seu café. Abre, vamos conversar. Suspiro e tampo minha cabeça. Haya, por favor, vamos resolver nossa situação. Eu quero você de volta. E prometo fazer diferente. Prometo consertar as coisas com você. Me dar uma chance. Às vezes preferia que ele continuasse viajando. Assim eu não precisava me sentir sufocada, não precisava lembrar da minha triste vida. Haya, uma chance, por favor, somente uma chance. Ele bate com força na porta. Viro para outro lado da cama e deixo as lágrimas rolarem.
Eu nunca fui de afundar à cabeça em um relacionamento, sempre me mantive com os pés no chão. Com Christian foi tudo diferente. Eu abrir meu coração para ele, eu me entreguei de corpo e alma para esse homem e no fim nada deu certo. Eu me apaixonei pelo seu jeito, pelo seu sorriso, pela sua bondade e pelo seus carinhos. Ele me fascinou no nosso primeiro segundo encontro, como ele gostava de dizer. Eu fui feliz com esse homem, o que aconteceu para gente se perder dessa forma?
- Eu achei que você não iria aceitar à sair comigo? Christian fala e eu sorrio.
- Desculpe ter demorado tanto para te ligar, mas eu tenho muito trabalho e agora que minha sócia viajou, eu tenho que fazer às coisas sozinha. Ele me olha.
- Eu aceito isso. Mas me diz, o que você faz?
- Sou arquiteta. Me formei tem pouco tempo e minha prima e eu acabamos de montar nosso escritório.
- Você parece nova de mais para assumir uma responsabilidade dessa. Sorrio.
- Tenho vinte um anos, mas era algo que eu sempre quis. Ele assentiu. E você, o que faz?
- Assumir os negócios da minha família. Eles tem uma rede de tecelagem em Marrocos. Vem desde meus tataravós. Então, meu irmão e eu assumimos logo após meu pai não ter mais idade para continuar nos negócios.
- Que legal. E o que te traz aos Estados unidos?
- Eu não tenho somente os negócios do meus pais. Eu acabei buscando também algo que gosto. Tenho algumas redes de restaurantes com todos os tipos de comida.
- Nossa, estou surpresa. Digo e ele me olha.
- Porque?
- Não é lógico? Você não cozinha nada e se interessou por essa área, é uma surpresa para mim. Ele dar uma gargalhada e eu não entendo o motivo, mas fico hipnotizada pelo seu sorriso.
- Vamos nos conhecer muito, e assim você verá que eu sou um cara cheio de atributos.
- Além de tudo é convencido. Digo sorrindo.
- Não sou. Ele me olha e eu fico vidrada no olhar dele.
- Chegamos. Falo e ele olha para o prédio que moro.
- Você e seus pais moram aqui?
- Não. Eu moro sozinha. Minha mãe mora bem afastada da cidade, então não daria para mim. Assim que me formei eu comprei o apto e vim morar aqui para ficar mais perto do centro de Seattle e também do meu escritório.
- No meu país você não moraria sozinha. Teria que morar com seus pais até se casar. Franzo à testa.
- E como elas estudam? Buscam sua liberdade financeira? Buscam suas profissões? Indago sem entender.
- Na minha cultura às mulheres não estudam para ter uma profissão. Elas são educadas para se casarem quando completam à maior idade. Nós homens somos responsáveis por elas. Elevo minhas sobrancelhas.
- Que triste. Digo não concordando muito com essa cultura.
- Elas não acham tristes. Foram educadas para isso. São felizes ao seus modos. Assinto dando de ombros.
- Eu preciso subir. Obrigada pelo jantar. Digo.
- Podemos nos ver de novo? Ele indagou me olhando intensamente.
- Podemos. Falo e ele sorrir e me dar um beijo no canto da boca. Fico sem graça.
- Vamos nos ver no final de semana? No meu apto?
- Não vai me sequestrar e nem nada né? Pedi com humor.
- Ainda não. Preciso ganhar seu coração primeiro. Ele leva minha mão aos lábios e beija. Esse homem não existe.
- Tudo bem, podemos nos ver no seu apto. Você me passa o endereço.
- Posso perfeitamente mandar meu motorista te buscar. Dou de ombros.
- Tudo bem. Deixamos marcado no sábado às oito da noite?
- Marcado Srta Steele. Dou tchau para ele e subo. Eu estava encantada com ele. Ele me deixa à vontade, e parecia que se sentia à vontade também comigo.
Passo à manhã toda deitada. Estou sem fome. Somente me levanto para tomar um banho e volto para cama. Ligo à tv em qualquer canal e fico ali tentando não pensar muito.
- Haya, você tem que comer. Não quero te ver doente. Por favor saia deste quarto somente para comer. Eu vou respeitar seu espaço. Prometo deixar você comer em paz, eu só não quero que você fique doente. m*l sabe ele que já estou doente à muito tempo. Haya, por favor. Ele bate na porta com força. Fecho meus olhos e respiro fundo.
Meu final de semana passou assim, comigo trancada no quarto e ele batendo querendo que eu abrisse. Eu fui cedo para o aeroporto. Iria passar uma semana em New York devido ao projeto do Shopping. Marquei cedo com o engenheiro que iria coordenar às obras. Eu só tinha que apresentar o projeto e ajudá-lo nessa semana para que nada saísse errado.
- Sra Grey, Sr Grey querendo falar com à Sra. Sawyer fala me entregando o celular. Respiro fundo. Ele e mais George vieram comigo. Christian colocou eles para que eu não pudesse sair da sua vida. Eles são os olhos dele, mas eu não me importo. Eles não me incomodam em nada. Quando eles foram colocados, ele achou que iria discutir sobre isso com ele, mas eu nem me desgastei, como disse eles não me incomodam em nada.
- O que foi? Pedi atendendo o telefone.
- Onde você vai Haya? Ele indagou nervoso.
- Para New York.
- Fazer o que?
- Trabalhar.
- Me encontro com você lá.
- Não. Eu não quero você perto de mim. Será que não ficou claro isso para você? Me deixa em paz. Me deixa respirar.
- Precisamos conversar.
- Mande seu advogado conversar com o meu. Falo e desligo. Suspiro triste. Ele consegue me deixar triste à cada momento. Consegue me fazer lembrar que ele me traiu e me trai. Limpo uma lágrima que escorre no meu rosto.
Em New York o frio se faz presente. À geleira estava por todos os lugares. Fui para o apto que tinha aqui e me instalei antes de me encontrar o engenheiro. Fui para obra do shopping e me encontrei com Leila Willians, estranhei, porque não era o engenheira que estava esperando.
- Bom dia. Fiquei de me encontrar com Roger Lincoln. Digo e ela me olha sorrindo.
- Desculpe, eu sou afilhada dele. Ele me mandou, porque teve um problema de saúde. Assinto.
- Então você vai assinar à obra? Indaguei e ela assentiu.
- Vou sim. Eu trabalho junto com meu padrinho no escritório dele, então não precisa se preocupar.
- Ok. Então vamos. Saímos em direção à obra. Acho que não vai dar para começar nada hoje né? À neve aqui está demais.
- Normalmente não dar para fazer nada mesmo, mas hoje quis te receber para te mostrar que todas máquinas já fizeram aqui. Olho o espaço e já está bem adiantado.
- Seu padrinho te mostrou o projeto? Mandei para ele por e-mail.
- Sim me mandou. Você fez um belo projeto. Um ótimo desenho.
- Obrigada! Começamos à olhar o espaço e tudo que foi feito até o momento. Peguei o projeto e mostrei para Leila. Ficamos vendo onde cada coisa iria. Logo depois almoçamos juntas. ela me contou que seu padrinho não tem filhos e acabou adotando ela. Ele à deixou como sócia da empresa dele aqui em New York.
À tarde fui para o apto. Já não tinha nada para fazer. Cheguei e abrir à porta dando de cara com Christian. Ele não me escuta. Não me entende. Quer somente se impor à todo tempo para mim. Respiro fundo e vou para meu quarto sem falar nada.
- Volta Haya. Ele fala me alcançando e me puxando pelo braço.
- O que você quer? Eu já disse para me deixar em paz. Falo me soltando dele. Eu não entendo. Não te entendo. Você arrumou outra, faça à vida dela um inferno e não à minha. Eu não aguento mais isso. Falo chorando.
- Eu também não aguento mais isso. Eu já disse que quero consertar as coisas com você.
- E eu já disse que não quero que você conserte nada comigo. Quero somente que você me devolva à minha vida. Eu quero voltar à sorrir, voltar à viver, coisa que ligada à você isso nunca mais vai acontecer.
- Me perdoa. Por favor. Vamos nos dar uma chance. Eu já disse que prometo fazer diferente.
- O que você promete fazer diferente Grey? Me fale. Porque eu não vejo o que você pode fazer diferente. Eu não vejo como você consertaria seu erro comigo. Você por acaso tem uma máquina do tempo que permite você voltar atrás e consertar seus erros comigo? Vejo à cara dele de tristeza. Foi o que pensei, então me deixa em paz. Vai viver sua vida com sua amante e me deixe viver novamente. Eu estou de pedido de coração. Não quero mais nada de você Christian. Não quero mais nada de você, só quero poder viver de novo. Quero poder sorrir.
- Eu não vou desistir da gente. Não vou desistir do nosso casamento.
- Você já desistiu faz tempo. Grito com raiva. Você estragou tudo de bom que à gente tinha. Você estragou nosso casamento, estragou à minha vida. Então parar de achar que teremos jeito, porque não temos.
- Uma chance.
- Para eu te dar essa chance eu tenho que ter confiança em você, coisa que não tenho mais. Nosso casamento acabou à meses, e à culpa disso é sua. Então se conforme e me deixe livre para ser feliz.
- Com outro homem? Jamais. Sorrio de nervoso.
- Você tem o direito de viver para baixo e para cima com outra mulher e eu não posso considerar um divórcio e pensar em ter uma vida com alguém.
- IInaa Ahbk. Ele fala e eu balanço à cabeça em negação.
- Não. Você não me ama. Se me amasse não teria me enganado da pior forma. Se você estava insatisfeito comigo, deveria ter dito. Eu teria feito tudo para consertar as coisas entre à gente, apesar de voltar cada cena na minha mente e ver onde errei e ainda não conseguir achar o erro.
- Você nunca fez nada para que eu pudesse cometer algo contra você Haya. Eu já disse que à culpa é minha, e por isso estou aqui te pedindo uma chance de consertar as coisas com você.
- Chega dessa conversa inútil. Você vai continuar batendo na mesma tecla e eu vou continuar com o mesmo pensamento. Eu quero o divórcio. E se você tem um pingo de consideração comigo, que eu acho impossível, dada às circunstâncias, mas eu não sei mais para o que apelar para você me dar à minha vida de volta.
- Sua vida é do meu lado. Eu não vou abrir mão disso nunca. Você é minha Haya.
- Você chama à outra de Haya também?
- Eu só tenho uma Haya na minha vida, e é você. Assim como você não aguenta mais viver dessa forma, eu também não. Porém eu não vou sair desse casamento sem tentar consertar o nosso casamento. Eu não vou deixar você livre para outro, sendo que você é tudo que eu quero e sempre quis para mim.
- Palavras jogadas ao vento. Tudo palavras jogadas ao vento. Você simplesmente fala e não vive nem uma palavra do que você prega. Eu não aceito ser à outra. Eu não aceito que meu marido tenha uma outra mulher, independente se você é daqui ou do inferno. Eu não me casei para ter meu marido dividido para outra mulher. Então pare de tentar minimizar o que você fez, porque eu não vou aceitar isso nunca, nem de você e nem de homem nenhum. Falo com raiva e saio da sala.