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1033 Palavras
Acordo com uma p**a dor de cabeça. Ressaca do c*****o! Tô com a mesma roupa de ontem, do jeito que eu cheguei cai na cama. Nem liguei em tomar banho. Me levanto arrastado e vou pro banheiro. Tomo um banho pra ver se a ressaca passa, escovo os dentes e tiro a água do joelho. Desço pra procurar alguma coisa pra comer. Dona Sam já está lá, cantando ao som de Revelação. Samba mechendo nas panelas, o cheiro tá bom. Minha mãe nem parece ter a idade que tem. Preta linda da p***a. Cabelos ainda cacheados, não é porque é minha mãe não, mas a mulher é bonita mesmo viu? A chata da Sarah puxou a ela, mandona pra p***a. –Tá bem em mãe? Ela se assusta e deixa a tampa da panela cair no chão, fazendo um barulho chato, igual Sarah. –Quer matar a sua mãe menino?—leva a mão ao peito, mulheres e seus dramas.–Eu te rumar a panela na cara, aí para de assustar os outros. –Tá de TPM coroa? –Tu quer o que aqui ainda Luc?—elas me chama assim, reviro os olhos.–Sarah mandou tu ir buscar ela na casa da tia. –Ela que venha, não sou empregado dela.—dou de ombros. –Se fosse tuas putas tu ia né?—coloca a mão na cintura.–Agora tua irmã fica aí nessa. –Eu já tô indo dona Sam. –Acho bom mesmo.—volta a olhar as panelas.–Vou mandar teu pai deixar a chave da moto aqui. Aí ela não ficar pedindo a vocês. –Nessa casa vocês só mandam mesmo e a gente obedece.—faço bico. –Manda quem pode, obedece quem tem juízo.—pisca pra mim sorrindo. Aqui em casa é assim. Eu e meu pai somos os durões lá fora, quando chega aqui dentro a gente segue as regras dela. Somos verdadeiros paus mandados da minha mãe. Já aceitamos isso. Eu só desobedeço ela de vez em quando, mas sem ela saber também. Se não eu caio no p*u. Quando ela tá me espancando, ela sempre diz: "Tu me respeita que eu sou tua mãe. Quem abriu as pernas pra te colocar no mundo fui eu. E eu não tô vendo tamanho de homem aí pra eu não descer a porrada!" Ainda apanho da minha mãe. Sempre fui o mais rebelde dos dois, Sarah já é na dela. É barraqueira, mas nunca faz merda pra poder levar uma coça. Ao contrário de mim. Subo na moto e vou bucar ela. Se eu deixar a chave moscando por aí sei que ela vai fugir com a minha bebê, já tô até vendo eu tendo que ir buscar meia noite em algum lugar que ela bateu. As mina da rua sorri quando eu passo por elas. –Eaê Luquinhas.—uma branquinha diz me parando no meio do caminho. –Qual foi? –Bora ficar qualquer dia desses. –Tu tem quantos anos criança? 12?—gargalho.–Tô sentindo o cheiro de leite daqui. –Pode ter certeza que eu aguento. Aguenta p***a nenhuma, antes de eu começar a botar já tá gritando pra tirar. –Vai estudar criança vai. Volto a colocar a moto em movimento, deixando elas pra trás. Nem saiu das fraldas ainda e já quer conhecer a pegada do neguin aqui. Não vai nem aguentar andar no outro dia. Porque pense em uma coisa grande que preto tem. Puxei o coroa lá. A chata já tá lá na frente me esperando,com sua banca da p***a. Se acha a dona da p***a toda. –Pensei que tinha desviado o caminho.—já vai começar. –Mais é m*l agradecida mermo em? Ainda faço o favor de vim buscar,e fala assim.—ela revira os olhos.–Da próxima vez deixo ir a pé pra aprender. –Qualquer dia desses eu vou pegar tua moto e da uns rolé por aí. –Se quiser morrer meche no meu bebê.—aliso o tanque da moto com carinho –É sério Luc, me dá uma moto?—faz cara de cachorro.–Tu tem mais de uma e eu não tenho nenhuma. –Pede pro pai.—dou de ombros.–Agora sobe aí. –Nem entra aqui né ingrato?—Tia Betah aparece na porta, acompanhada de Pérola.–Só sua irmã mesmo que lembra da minha existência. Mas é assim mesmo. –Tô sem tempo agora tia, mas faz o rango aí que venho aqui meio dia. –Se tu não vim eu te capo muleque.—me ameaça. –Eu venho. –Vou esperar. Sarah sobe na garupa e segura em mim. Buzino antes de dá partida. Eu ganhei a moto do meu pai quando fiz 15. Já a bonitona escolheu a festa, bombou aqui no morro. Dinheiro gasto atoa, o povo comeu e bebeu de graça depois saiu falando m*l da festa e da aniversariante. Eu ainda fiquei com a moto e aproveitei a festa. Ganhei uma Meiota 360 e depois eu mesmo comprei a minha Tiger Triumph. Ela não tá nem louca se tocar em alguma das duas. Pilota igual uma louca, manda até bem quando quer. –Oh Luquinhas irmão lindo do meu coração deixa eu pilotar a sua moto?—diz bem próximo ao meu ouvido.–Eu faço o esquema com Gabi pra você. Ela é fechamento. –Se tu bater eu te quebro. –Então tu vai deixar? –Só uma volta, depois me entregar..já sei que vou me arrepender disso mais tarde. –Na Tiger? –Aí tu já quer demais,no meu bebê nem vê. Pegue a outra, tá lá na garagem. Chegamos em casa e eu deixo ela lá e saio, mas antes deixando o aviso mortal e mega importante. –Tu tá me ouvindo não é? Se tu relar em alguma p***a tu vai ver depois. E tu ainda paga o estrago. –Você já me disse isso antes.—revira os olhos. –Não custa nada avisar. Deixo ela lá e vou pra boca. Amanhã é dia da missão, e não pode dá nada errado.
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