18:

1153 Palavras
–Seu i****a por que você bateu nele de novo?—sou acordado com Sarah jogando alguma coisa pesada em cima de mim. –Aí c*****o!—pulo da cama. A maluca jogou a mochila num peso da p***a em cima de mim. Da próxima vez vou lembrar de trancar a merda da porta. –Tá maluca?—grito com ela também. –Se eu tô maluca?—grita mais alto ainda.–Tu ainda nem me viu maluco troglodita do inferno. –Tu vai vim no meu quarto, me xingar é?—sento na cama,coçando o olho.–Da pra sair e me dê privacidade? –Eu te perguntei porque você bateu nele?—suspira fechando os olhos.–Ele apareceu todo machucado seu i****a. Aí que ódio de você Lucca. –Percebeu que eu também tô?—aponto pro meu olho inchado e um forte perto da sobrancelha.–Não foi só ele que apanhou não. –Que ele arrebentasse com a tua cara lavada. –Eu bati no menor porque eu quis. Me deu vontade.—dou de ombros.–Te disse que ele podia se machucar. E foi o que aconteceu. –Você e o meu pai são assim.—começa a chorar na minha frente. –Tá chorando maluca?—começo a ri. –Vocês dois são assim. Só prestam pra afastar as pessoas de mim.—me dá um monte de soco, não revido nenhum.–Eu gostava dele, ele era legal. Só que agora ele nem quer ver a minha cara por sua culpa. Por que vocês dois são assim? –O que tá acontecendo aqui?—minha mãe surge na porta do quarto, com o semblante preocupado. –Pergunta pro bastardo do seu filho. Sai do quarto igual um foguete. Minha mãe me olha com a cara nada boa. –Tu fez o que pra sua irmã? –Eu não fiz nada com ela.—levanto os braços.–Só dei uma surra no vacilão lá. –Tu fez isso porque? –Ele só quer comer ela mãe.—suspiro.–Não vou deixar que magoem a minha irmã. Eu posso evitar, como já evitei. Ele não vai se aproximar dela de novo. –Tu não tem jeito mesmo não é? Agora desce e vai pedir desculpas a ela. –Mãe... –Vou cuspir no chão.—me olha super brava.–Já passou Lucca?! Me levanto derrotado e vou pra sala. Ela tá lá, andando de um lado pro outro. –Se andar mais faz um buraco.—ela olha pra mim,logo desviando. Ela não diz nada. Continua andando de um lado pro outro. Só de olhar eu já fico tonto. –O que aconteceu dessa vez?—meu pai pergunta. –Seu filho bateu no Lipe de novo.—começa a fazer a vítima pro meu pai.–O Lipe disse que não quer mais nunca ver a minha cara pai. –Ele só queria o seu bem Sarah. –Tá brincando comigo não é?—grita me dando um susto.–Queria o meu bem?Afastando as pessoas que eu gosto? Isso não é geito de demonstrar que se preocupa com alguém. Vocês parecem ditador. –Ele só vai querer te comer sua i****a!—explodo.–Depois sair contando pros amigos como foi t*****r contigo, se não te deixar com um guri na barriga. –Como você sabe disso?—me pergunta, mas depois solta uma risada.–Ah eu já sei o motivo. Por que você é assim. Pega as meninas e depois sai falando m*l delas. Acha que todo mundo é nojento igual a você? Cospe as palavras na minha cara. –Tu acha que ele vai querer te assumir?—grito de novo.–Não se iluda. Aqui está longe de ser um conto de fadas. –Você é muito i****a mesmo.—se senta no sofá. –Eu sou i****a maninha?—sou sarcástico.–Não fui eu que acreditei em um pedido bonito de namoro e depois peguei a minha namorada na cama fodendo com meu amigo, enquanto zomabava da minha cara. Acho que peguei pesado agora. Meus pais me olham de olhos arregalados e Sarah levanta com tudo e me dá um tapa na cara. Esse c*****o ardeu, mas por respeito a ela não vou revidar. –A cada dia você é mais nojento.—seu rosto está cheio de lágrimas. Toquei na ferida. –Fazer o que? A vida me fez assim.—sorrio de lado.–Ele vai te comer, aí depois tu pega fama de p**a e começa a ser a rodada do morro. Os boatos começam a ir longe. –Cala a sua boca seu muleque!—meu pai grita irritado.–Isso é coisa pra você tá falando pra sua irmã? –É apenas a verdade pai. –Eu odeio você!—ela grita pra mim.–Não dirige mais a palavra a mim, finge que nem vai tá me vendo dentro dessa casa. Sai correndo pela porta. Minha mãe tenta a puxar pra que ela fique mas ela se debate se soltando. –Sarah você está nervosa, fica em casa. –Você ouviu o que ele disse mãe? Ele disse que eu vou ter fama de puta.—aponta pra mim.—Eu nem fico com ninguém, por conta desse i****a. –Ele só está de cabeça quente agora. –Sabe de uma coisa Lucca? Se eu pegar fama de p**a não vai ser problema de nenhum de vocês, eu sou solteira. Pego e dou pra quem eu quiser. Igual as que você come. –Daqui uns dias vocês vão começar a criar netos. Dou risada e subo as escadas. A cocaína ainda tá fazendo efeito. Minha vista fica turva, mas logo voltando ao normal. Seguro no corrimão eu continuo subindo. Vou direto pro meu quarto e cheiro mais. Me jogando no tapete do meu quarto, com os pinos jogados embaixo da cama. Eu me sinto leve. Sem ligar para os problemas. Sarah é estressada. Não entende a mente que os muleque da nossa idade tem. Ele é igual a mim. Só quer comer e jogar fora. Descartar depois do uso. Ela só acha que gosta dele, mas vai passar logo logo. Vai ser melhor assim. Sem se machucar por causa de um cara que não vale nada. Que é exatamente igual a mim. Ela é a única irmã que eu tenho e eu nunca vou deixar que ela comece a namorar. Meu pai também não ia deixar isso acontecer, sei que ele pensa igual a mim. Ele também já foi assim. E mesmo estando com a minha mãe,não mudou. Só depois que viu que podia perder nós três, tomou vergonha na cara e virou homem de verdade. Mas que pena que eu não sou ele que assumiu alguém e quis ter filhos pra sair quebrando as coisas da casa.
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