Luana Acordei assustada, suando frio devido ao pesadelo que tive. Um pesadelo que persegue meus sonhos a cinco anos. Tento controlar a respiração na tentativa de não perder o controle, ao contrário do que todos pensam, odeio não ter controle das minhas ações. Pego o celular e vejo a hora, cinco da manhã. Me levanto e sigo para a cozinha, atrás de um copo com água. A aproximação do aniversário daquele dia fatídico mexe muito comigo, fazendo com que os antidepressivos não sejam as suficientes para me ajudar no meu controle. Escuto passos vindos do corredor e fico parada, esperando por Kate ou Wayne. Reconheço o segundo em meio a escuridão da casa, escuto o tilintar de chaves e a porta da frente sendo aberta e trancada em seguida. Não demoro a ouvir o som do carro dando partida e pronto.

