Capítulo 5

564 Palavras
Júlia narrando Minha boca seca na hora, e quando ele se aproxima é como se meu coração fosse saltar pela boca, eu sabia que mais cedo ou mais tarde iria ver ele, mas não esperava ser logo na minha chegada, e muito menos que isso iria mexer comigo depois de tanto tempo. Terrorista: Iae seu pilantra- fala fazendo toque com o ws e em seguida olha pra mim WS: Iae cuzão, não ia pra boca só mais tarde hoje?- eu fico de cabeça baixa esperando até eles terminarem de conversar. Terrorista: muita treta em casa então meti o pé pra boca e me falaram que você tava aqui na barreira; oi pra você ruivinha. Droga, como ele podia me causar essa sensação de borboleta no estômago mesmo depois desse tempo, eu me sentia como na adolescência quando eu o via pelo morro. Com muito custo respiro fundo e o respondo com indiferença na voz, ele não pode saber que ainda causa esse efeito em mim. Júlia: Oi terrorista- digo sorrindo sem mostrar os dentes. Terrorista: então resolveu voltar pro morro, o que devemos a honra? Pensei que tinha ido fazer sua vida fora do morro já que simplesmente foi embora.- ele fala com um olhar que não consigo decifrar, o ws só faz nos escutar e rir com o canto da boca. Júlia: Realmente, fui atrás do melhor pra mim, aliás não havia nada aqui que me prendesse além dos meus pais, e assim como eu eles acreditavam que era o melhor pra mim. E agora voltei, afinal de contas ainda tenho minha casa aqui, então não tinha o porque continuar em São Paulo se sempre gostei daqui.- Falo bem seca. Terrorista: tá certa, sendo assim seja bem vinda! Ws: Bora ruivinha te deixo lá na sua casa. Júlia: Vamos, preciso descansar, estou só o pó, será que tem alguém que poderia levar essas malas pra mim? - falo olhando pra minhas malas, sendo impossível levá-las na moto. Terrorista: deixa aí, Jaja algum valor bate lá pra te entregar.- fala me olhando da cabaça aos pés. Estou indo sentido a moto só ws atrás dele, e quando vou passar pelo terrorista ele segura no meu braço me fazendo parar, seu toque fez passar uma eletricidade por meu corpo todo. Terrorista: Se liga na sua caminhada minha ruivinha.- ele solta meu braço e me dá um sorriso. Apenas o olho e saio andando, como assim minha ruivinha, se ele pensa que ainda tem algum tipo de domínio sobre mim ele está muito enganado. Continuo andando até o ws e subindo na sua garupa, logo em seguida estou na porta da minha antiga casa e nossa, como eu senti falta desse lugar, agradeci ao ws pela carona e ele me disse que daqui a pouco algum vapor vem entregar minhas malas. Quando eu passo pela porta me vem uma nostalgia, todos os momentos que vivi aqui com meus pais e me bate uma saudade, mas logo afasto esses pensamentos tristes e vou começar a dar uma ajeitada aqui, a casa em si não está suja já que sempre mandava dinheiro pra uma moça aqui do morro vim limpar pra mim. Depois de um tempo batem na porta, com certeza é o vapor com minhas malas, corro pra abrir e quando abro a porta dou de cara com a única pessoa que não esperava trazer minhas coisas.
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