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O Truque da Cleópatra - A Perdição no Morro

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Sinopse

Cléo, também conhecida como Cleópatra. Uma mulher linda e misteriosa, com um espírito livre e coração fechado, que atua como matadora de aluguel no Brasil desde que veio da Rússia fugida da organização que a criou e treinou para isso. Se utiliza do chamado 'truque da Cleópatra' para atrair os seus alvos durante as suas missões.

Set, como a divindade egípcia, ele é conhecido pelo caos, guerra e violência que cercam a sua vida. Um homem bonito por fora e sombrio por dentro que comanda o seu morro com seriedade e pulso firme, embora tenha muitas mulheres aos seus pés, não deseja se prender a nenhuma delas.

Uma missão cruzará seus caminhos. Segredos, inimigos, conhecidos e desconhecidos, rondam o passado e o presente desses dois. Será que o 'truque da Cleópatra' realmente funciona? Será que a Cléo está preparada para ganhar um dono de morro obcecado por ela ao usar o truque fora do trabalho?

Se quiserem subjugar seus inimigos e ficarem juntos, eles precisarão transpor não só obstáculos, mas também eles próprios, numa jornada não só de guerras, mas também de amadurecimento e confiança.

Mas será que Cléo permitirá abrir-se?

Será que Set é capaz de se entregar de corpo e alma à essa perdição que surgiu em seu morro?

.

ESTE É UM LIVRO DE FICÇÃO. SEUS ACONTECIMENTOS NÃO SÃO BASEADOS EM FATOS REAIS.

CONTÉM CENAS DE SE XO, VIOLÊNCIA E PALAVRAS IMPRÓPRIAS.

A DISTRIBUIÇÃO DESTE LIVRO EM P D F É CRIME!

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Prólogo e Cap. 01
Prólogo Cléo narrando Hoje o que eu tô fazendo é por raiva mesmo, por tudo o que aconteceu e como aconteceu. É pra tirar tudo de dentro de mim e me deixar vazia. Por isso que envolver sentimentos tendo um trabalho como o meu é um erro, essa foi uma das primeiras e das mais importantes lições que recebi no meu treinamento e a primeira que eu esqueci quando conheci o Set. B u r r a, fui b u r r a e me deixei levar, podia ter lavado as minhas mãos para as questões dele, tocado o f o d a s s e e não ter me envolvido com nada, mas eu fui à fundo, cobrei favores e fui descobrindo cada detalhe do passado dele pra poder jogar limpo com ele, revelar tudo com todos os detalhes e provas em mãos, pois eu não sabia em quem eu podia confiar, não sabia nem se eu podia confiar nele próprio, e ele me mostrou exatamente isso, que eu não podia confiar nele, porque ele também não confiou em mim. Quando eu abri o jogo com ele com tudo ali na frente dele, toda a verdade da vida dele, ainda assim ele me virou as costas, me acusou de conspirar contra ele, me xingou das piores coisa, me acusou de querer ele morto e que tudo o que a gente viveu foi uma mentira. Um i d i o t a, se eu quisesse ele morto eu tinha matado ele na primeira noite, oportunidades não me faltaram. Eu nem queria nada sério e ele que insistiu, ele que fez cena, fez surpresas, e eu b e s t a me apaixonei em cada ato dele, e para que? Hoje eu vim pra dar pra dois, pra tirar o toque dele de vez do meu corpo. Não é de p u t a r i a que ele gosta? Não é na p u t a r i a que ele está? Então, hoje é pra reativar o modo Cleópatra com força total e esquecer essa p o r r a desse lado Cléo que se apaixonou por um i d i o t a. Set narrando Cheguei no baile, tá bombando e hoje eu vou arrastar todas no ódio também. Não tem um dia que eu não sinta a falta daquela desgraçada. E eu já cacei ela de todas as formas, não sei nem se quero me aproximar muito, só esclarecer mais alguma coisas, quero saber dela, me preocupo, o que ela anda fazendo, com quem, mas só esse pensamento já me tira do eixo. Ela não tá no apê que ela dividia com a amiga, deu chá de sumiço. A amiga dela tá aqui no morro há alguns dias, ainda não tinha trombado com ela desde que o Foice me deu o papo de que foi atrás, não julguei nem nada, entendi o lado dele, o posicionamento dele e respeitei. O bagulho foi doidera no dia, gosto nem de lembrar, mas é isso, a vida seguiu seu curso. Quando chego pra cumprimentar eles, ela tá meio de costas, enviando um áudio no w h a t s app, vejo pequenininho a foto da demônia, eu reconheceria em qualquer lugar, meu coração dispara, até então ninguém tava conseguindo contato com ela mais, até onde eu sabia. Rayssa: - Não faz nenhuma besteira, se for pra se divertir ok. - ouvi ela dizendo e meu coração disparou ainda mais pensando várias fitas sobre o que pode ser o assunto delas e não me segurei Set: - É ela? O que ela vai fazer? Rayssa: - Set.. - ela começa com cara de quem vai tentar me enrolar e eu tomo o celular da mão dela - SET! - se altera e eu me afasto lendo a conversa O número é novo, a conversa começou hoje, ela só fala que tá bem, que finalizou os trabalhos pendentes nesses dias que ela tá sumida, e eu já fico p u t o pensando nos métodos que ela possa ter usado, mas o pior vem pro final, a Rayssa chama ela pro baile, com gracinha, ela manda uma carinha revirando os olhos, bem a cara dela mesmo, mas ela diz, na cara de p a u mesmo, que tá na seca e tá precisando dar até esquecer o nome dela e que pra isso vai ir numa casa de swing, dar pra dois. Não é possível essa p o r r a não, meu coração parou, o ódio me subiu, quase quebrei o celular da Rayssa. Set: - Desgraçada! Rayssa: - Set, não é sério. Set: - Não é um c a r a l h o que eu conheço muito bem essa filha da p u t a. Rayssa: - Set, mas vocês também nem estão mais juntos. Foice: - Irmão.. Set: - Não interessa, não estamos o c a r a l h o. Eu dei o papo? Não dei p o r r a! - começo a surtar - Eu sei onde ela tá. - me viro pro Foice - Não deixa ela avisar, se ela avisar, quero ela fora do meu morro, papo só. - falo sério e ele engole em seco. Saio do camarote e do baile igual um furacão com pressa de chegar aonde eu preciso. _____________________________________ Capítulo 01 Cléo narrando Cléo: - Aiiii não, d r o g a! - resmungo acordando com o sol, não fechei as cortinas direito Acordo com o sol entrando pelo vidro da sacada da minha suíte do meu apartamento no Leblon de frente para o mar, ontem foi mais um dia de trabalho concluído com sucesso e para o restante dessa semana não temos nada na agenda, somente analise de algumas propostas. Eu não moro sozinha, divido o meu apê com a minha melhor amiga e parceira de trabalho, a Rayssa. Meu nome é Cléo, mas eu sou conhecida mesmo como Cleópatra e eu sou uma viúva n***a, ou matadora de aluguel, como preferirem. Atraio os alvos para os quais eu sou contratada utilizando a sedução e o que mais for necessário. Não n**o me divertir com alguns alvos antes de finalizar um trabalho, as vezes alguns são mais resistentes e então o truque da Cleópatra se faz necessário e eficaz. Também não pego qualquer serviço. Estou num patamar em que eu posso escolher o trabalho que eu quero, e ganho muito dinheiro por isso, então analiso muito bem o alvo e o contratante, não vou correr o risco de cair em meio a uma guerra. Eles já ouviram o meu nome, mas pouquíssimos conhecem o meu rosto e olha que eu chamo atenção. Tenho 29 anos, quase 30, não sou nenhuma menina, sou uma mulher consciente de mim mesma, tenho 1 metro e 70, não sou baixa, mas tenho uma estatura que me permite usar um salto alto e ficar ainda mais bonita, sou branca, cabelos vermelhos, num tom não tão aberto, lisos ondulados até a metade das costas, olhos verdes, um braço fechado de tatuagens, do ombro ao pulso, no outro braço tenho uma tatuagem na parte de fora, de flores e folhas e mais algumas tatuagens espalhadas pelo corpo, eu gosto bastante. Não me faço de humilde não, tenho um corpão sim, perna, p e i t o, b u n d a, tudo o que chama atenção, a famosa cavalona, como os homens aqui no Brasil gostam de se referirem a mulher com corpão. Sou adepta da academia, então não é tão difícil manter tudo em ordem, ao contrário de dona Rayssa que vai arrastada, mas a bichinha é magra de r u i m porque come viu. Gosto da minha sobrancelha bem delineada e de usar batom tão vermelho escuro quanto o meu cabelo. Minhas roupas normalmente são pretas, estou sempre de calça escura, jeans, ou brim, e de coturno com salto tratorado, esses sempre com um adaga dentro dependendo de como vai se desenrolar o trabalho, às vezes uso vestido, mas sempre segue o padrão de peças escuras. Nasci na Rússia e lá que fui criada e treinada para o meu ofício, só que eu tenho um sério problema eu seguir ordens, prefiro trabalhar por contra própria, sem contar outras coisas que passei por lá que nem sempre gosto de lembrar. O treinamento, a iniciação, nada é fácil, a organização lá mais parece uma seita, é loucura e na primeira oportunidade eu me mandei, mudei tudo o que pude, não quero ser facilmente encontrada, mas tem dado certo nos últimos dez anos. Mantenho um olho na Russia, mesmo estando há todos esses anos no Brasil, é que com certeza ninguém acima de mim ficou feliz de perder duas de seus brilhantes armas humanas, pois além de mim, eles perderam também a Rayssa que eu trouxe comigo. A Ray é tipo a minha irmãzinha, ela é alguns anos mais nova que eu, e eu a tirei de lá antes que ela passasse por mais uma atrocidade que tem na iniciação, eu não me salvei e não salvei ela de tudo, mas alguma coisa eu consegui, então por essa e outras que sim, eu sou persona non grata na Rússia. Antes de me levantar eu me pego pensando nesses meus quase 30 anos sendo, bem dizer, sozinha. Quando a gente vai se tornar uma viúva n***a, a gente é entregue para o treinamento bem novas, não tenho nem lembranças dos meus pais direito, não sei nem se nasci somente com esse objetivo, ou se fui vendida, ou tomada, não fiquei para investigar, não teria forças para lutar sozinha na Russia contra a organização, então vir para o Brasil foi a melhor opção. Eu aproveito tudo o que aprendi, me aperfeiçoei e sou livre, coisa que eu mais prezo no mundo, liberdade. Cléo: - Entra p*****a! - grito assim que ouço batidas na porta, claro, só podendo ser a Rayssa Rayssa: - Bom dia minha gostosa. - ela se joga na minha cama, me abraça pelo pescoço e beija o meu rosto Ela sempre acorda animada, ela é toda animada, eu sempre zoou ela dizendo que ela parece uma líder de torcida. Enquanto a Rayssa é animada, risonha, eu sou já sou mais contida, porém sou muito brincalhona e sedutora, ser a Cleópatra está entranhado em mim, eu uso esses recursos no trabalho, mas também sou assim no meu dia a dia, então estou sempre no meu modus operandi, na verdade eu não sei onde a Cléo começa e a Cleópatra termina, são duas faces de uma mesma moeda. Cléo: - Qual a boa de hoje? Cadê os contatos pra diversão? Rayssa: - Tu não cansa Cléo? Credo! - ela me olha de lado Cléo: - Ué, as vezes eu gosto de t r a n s a r por diversão também e não só por trabalho. - dou risada e ela n e g a com a cabeça Rayssa é uma excelente sniper, mas a v a c a já matou um cara com um tiro na cabeça, estando num prédio no outro lado da rua, enquanto eu sentava no alvo. Foi difícil arrastar esse e ela nem me deixou aproveitar. * lembrança on * Rayssa: - Vamos Cléo, eu tô com fome. - ela fala baixinho, eu estou usando ponto eletrônico no ouvido, o aparelho é moderno e praticamente imperceptível mas mesmo assim o meu cabelo está todo jogado desse lado da cabeça Cléo: - Só mais um pouquinho. - falo sentando até que gostosinho, ele leva jeito, mas é traíra e as suas horas estão contadas Xx: - O que gata? - ele pergunta ofegante Cléo: - Xiiiiiiu! - falo fazendo biquinho segurando no seu pescoço buscando chegar no ápice do meu desejo Rayssa: - P o r r a Cléo, f o d a s s e, eu vou atirar! Xingo mentalmente acelerando, sentando com mais pressão, mas ela não me dá tempo e uma bala atravessa o crânio do cara entrando por um ouvido e saindo pelo outro, ele morre de olhos abertos, a expressão de e x c i t a ç ã o no seu rosto, pelo menos morreu feliz, eu acho, dou de ombros, quem não ficou muito feliz foi eu. Cléo: - P o r r a Rayssa! - reclamo bolada saindo de cima do corpo, outra equipe que vai limpar isso, no caso equipe do contratante, na maioria das vezes eles querem o corpo, melhor pra mim, me poupa muito trabalho * lembrança off * Rayssa: - Vamos à praia? A gente leva o ipad e trabalha de lá, temos apenas alguns arquivos pra olhar. Bora, caipirinha, camarão, água de coco, brisa fresca.. - fala sonhadora, ama uma praia, nunca vi Cléo: - Barulho pra c a r a l h o, um sol pra cada um, arrastão.. - eu completo citando a parte negativa, sempre assim, ela me olha atravessado Rayssa: - Você sabe que a gente vai né? - isso também é sempre assim, eu sempre cedo aos caprichos de dona Rayssa Cléo: - Sei mimada, eu sei. - reviro os olhos enquanto ela sorri largo Eu puxo o meu lençol e saio da cama indo para o banheiro, faço a minha higiene, tomo um banho, depois no closet eu me besunto de protetor solar e coloco um biquíni fio dental branco, que mais um pouco se funde com o tom da minha pele, preciso de um sol mesmo. Eu pego o essencial e saímos.

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