Pré-visualização gratuita cap 01voce tem que mudar
Trovão
Coço a cabeça e olho para o homem em minha frente.
Pedra: Se tu quer comandar essa p***a, tem que se esforçar, pô! Tu quer o que? Acha que a vida do crime é fácil? É não, Vinícius. Se liga, tu tem que se esforçar pra c*****o. Tu tá ligado que me esforcei pra c*****o pra tá aqui! - concordo com a cabeça, ficando calado - Só quer ficar ostentando com carro, moto, cordão de ouro e mulher?
Trovão: Foi m*l, não falto na próxima. - falo após um tempo e vejo ele pegar um cigarro e colocar na boca. Ele tava putão por eu ter faltado a quinta reunião do mês. Errado não tá.
Eu às vezes sou f**a, não minto não. Mas às vezes eu me esqueço, pô. Eu sei que mermo assim eu tô errado, eu tenho que ter responsabilidade com os bagulho relacionados ao morro.
Pedra: Qual foi a da vez que tu tava botando gaia na tua mulher? puxa uma cadeira e senta, colocando uma perna em cima do joelho.
Trovão: Nenhuma, qual foi? - n**o com a cabeça e ele me olha com a sobrancelha franzida, enquanto solta a fumaça do seu cigarro para o lado - Yara da rua seis. falo, agora sem olhar para a sua cara.
Pedra: Moleque, a mina só tem quinze anos, pô. Tá tirando cabaço dos outros? - olho pra ele.
Trovão: Eu não, a mina já é arrombada, aquela ali né santinha não, mó pilantra. - ele ri da minha cara e leva o cigarro até a boca, soltando a fumaça logo em seguida - Novinha ainda, com ela só foi dessa vez, vai ter mais nunca. - ele n**a com a cabeça.
Pedra: Tua mulher descobrir dá certinho, aquela lá é malucona, nem sei como tu aguenta! - troca sua posição na cadeira e pega o celular. Fico calado e olho para a porta que é aberta logo em seguida. Vejo melissa e Aylla entraram pela porta e olharem para nós dois com um sorriso em seus rostos.
melissa é a mulher do meu pai e Aylla minha irmã. Aylla é adotada, meu coroa adotou ela quando ela tinha quatro anos, hoje em dia a doida tem dezessete anos. E minha irmã de verdade, pode não ser de sangue, mas é do meu coração. Amo essa pirralha, todo mundo aqui em casa, tem essa não. Ela dá um trabalho do c*****o, às vezes minha vontade é meter bala nela.
Ela considera melissa como mãe, porque quando o coroa assumiu ela, Aylla tinha apenas seis anos. Depois que a minha mãe morreu, ele demorou mó cota pra assumir alguém. Talvez por receio ou por amar tanto ela. As mulher daqui são muito interesseiras, difícil achar alguém que te queira por amor e não por interesse. Mas ela teve sorte, ou melhor, ele teve sorte. Ela não é que nem as outras, ele já aprontou pra c*****o com ela, mas mesmo assim ela não desistiu. Hoje pelo o que eu saiba, ele respeita ela, não faz nada de errado.
Ela deve ter uns trinta e cinco anos, por essa faixa de idade. Sempre deu o apoio pra todo mundo, até pra mim. Tenho uma consideração muito grande por ela, principalmente por agora estar esperando meu irmão.
Ela tá grávida de uns quatro meses. É um menino, eu sinto, tá ligado? Sei como é esse bagulho não, só tenho certeza que é um pivetinho.
Coroa tá velho mas ainda faz os pivete.
melissa: Tavam falando sobre o que, meus amores? - coloca a bolsa na mesa e joga o cabelo todo para o alto, prendendo em um coque frouxo. ela olha pra ele
Pedra: Sobre os chifres que Vinícius bota na mulher dele. explica - ELE, e coloca a mão em sua cintura –-Que ele bota, não eu. entendeu? ELE. - n**o com a cabeça, olhando aquela cena. Coroa é um p*u mandando mesmo.
Aylla vai indo na direção dele e deposita um beijo na cabeça do mesmo.
Trovão: Já quer teu dinheiro, pai. - ela me olha e dá o dedo do meio – Vou enfiar esse dedo no teu cu. jogo o travesseiro nela, que desvia e sorrir.
Aylla: Nossa, que medinho. - leva a mão até a boca e me manda um beijo no ar.
Pedra: Parou a palhaçada dos dois! Mó criança, tudo velho já e parecendo criança. – melissa chega do lado dele e cruza os braços.
melissa: Vocês não tavam falando sobre as mulheres que Vinícius fica? - ele concorda Então dá conselho pro seu filho, Ricardo. ele bufa e joga a cabeça para trás.
Pedra: Tem melhor coisa que uma mulher do teu lado não, tá ligado não? Aquela que vai tá nos teus piores e melhores momentos, que não vai te largar, que tu vai falar que ama e ela vai retribuir, se ligou? Tu vai olhar pra ela e ver que não precisa de mais ninguém, só dela. - bufo e tiro meu olhar deles. Papo reto, tem que ser muito p*u mandando mermo.
melissa: Como meu marido é romântico. - chega perto dele e dá um beijo na bochecha dele - Mas pode botar vários chifres na cabeça dela, ninguém gosta dela não. Aylla ri.
Aylla: Concordo, mãe. - senta do meu lado e tenta me dar um abraço, mas eu me esquivo.
Trovão: Sai, bora! Vaza! - seguro nos pulsos dela - Bora, Aylla, tô brincando não. - ela ri e sai de perto de mim.
Ela sabe que eu não gosto dessas p*****a de abraço, beijo, carinho. Nunca gostei, sou muito fechado pra esses bagulho. Prefiro ficar quieto na minha, de boa.
melissa: Quando vocês vão crescer? - meu pai agarra a cintura dela e começa a beijá-la. Nojeira do c*****o.
Trovão: p*u mandado. - ele me olha - Tô falando de tu não, coroa. Tô falando do boneco que melissa comprou. - olho pra aquele boneco em cima da mesa.
Pedra: Bom mermo, se liga não, minha arma tá cheia de bala pra destravar na tua cara. solto um sorrisinho e n**o com a cabeça. Eu não sou muito de sorrir, sempre tô de cara fechada e na minha postura. Só com os próximos que eu me solto mais, minha família e umas pessoas próximas. Se der muita liberdade, neguinho monta em cima de tu, e no final, tu se fode.
Eu me fechei pro mundo desde que minha coroa morreu. Em casa eu sou uma coisa e na rua eu sou completamente outra pessoa. Pra mim o que importa é minha família e Deus. O resto são só almas dentro de corpos de pessoas que só fazem errar.
Pedra: Tem que ver a organização do baile de sábado. - olho pra ele e fico calado Vou deixar nas tuas mãos, quero um bom trabalho. pego meu celular.
Trovão: Tudo que eu faço é bom, se preocupa não.
Pedra: Cinco mil descontado do que tu recebe. botei maior olhão nele. Qual foi? Cinco mil não é pouco não– Tá achando o que? Se os outros erram e o dinheiro é descontado, o teu também vai ser. Justo é justo, sempre te ensinei isso.
Trovão: p***a, pa. cinco mil? - reclamo, puto.
Pedra: Cinco mil. – confirma e eu bufo, estressado - Se reclamar aumento pra seis. Meu Comando ainda não virou bagunça não, tem ordem e regras, tu descumpriu elas e se fudeu. pega outro cigarro do bolso. Esse daí é pior que eu, do jeito que tá velho, daqui uns dias morre com problema de pulmão.
Trovão: Mó s*******m. cruzo os braços, tava puto de verdade. Tô errado, assumo, mas eu odeio perder dinheiro.
Pedra: Para de reclamar e sobe pra boca, contabilidade é tua. - ascende o cigarro.
Porra, c*****o, te fuder. Tudo sou eu nessa p***a! Eu reclamo, mas é isso que eu escolhi pra minha vida, então eu tenho que reclamar calado.
Dou um beijo na barriga de melissa e saio de casa, pego minha moto e sigo direção pra boca, indo na força do ódio, papo reto.
Gosto de ter a vida fácil, e nela não trabalhar. Mas também não quero ser vagabundo. Escolhi a vida do crime porque queria dinheiro fácil. Mas até o dinheiro fácil é difícil. Vagabundo pensa que a vida do crime é mil maravilhas. Mas tu só vai sonhando, só sonha. Nunca fui preso, graças aos bons, mas quase fui. Não vou negar que foi uma sensação fudida, foi naquele mermo dia que eu tava quase desistindo dessa vida. Só que aí vem na cabeça "se tu não for bandido, tu vai ser o que?", "tu tem mais alguma p***a em mente pra fazer?" e a resposta é não.
Única coisa que eu sei fazer é tráficar, não é r**m, eu até curto, me viro pra fazer, é maneiro, mas não tem futuro. Já caí de boca nessa p***a, agora só saio preso ou morto, e isso quem escolhe é Deus.
Câmbio: Fala tu, meu sobrinho. - escuto ele falar assim que entro na boca. Ele joga um pino em mim e olho para ele.
Trovão: Se liga, isso voa na tua testa. - levanto minha camisa e mostro minha pistola, que estava na minha cintura.
Câmbio: Tenta a sorte, meu chefe. - jogo o saquinho de ceda nele - Tu não fez isso não, cuzão. - acabo rindo.
Câmbio é irmão do meu pai e braço direito do coroa, e te falar mermo, mano é esforçado pra c*****o. Sempre fez o trabalho dele e nunca teve esses bagulho de só por ser irmão dele, não trabalhar. Sempre fez o dele e ganhou o dele na dele.
Caterine já encheu meu saco me ligando, falando que fazia dois dias que eu não pisava lá, disse que eu tava com mulher e os c*****o. Maluca!