bc

Contrato de Rendição

book_age18+
74
SEGUIR
1K
LER
bilionário
proibido
família
HE
predestinado
os opostos se atraem
seconde chance
dominante
herdeiro/herdeira
drama
bxg
sérieux
cidade
musculoso
like
intro-logo
Sinopse

CONTRATO DE RENDIÇÃOUm romance intenso, visceral e impossível de ignorarIvy aprendeu cedo que sobreviver também é uma forma de coragem. Cresceu transformando dor em ironia, abandono em força, silêncio em armadura. n***a, linda, independente e afiada como lâmina, ela jurou nunca mais entregar o coração, porque da primeira vez em que amou de verdade, perdeu tudo.Nicolas Mancini foi a exceção. Italiano, dominante, intenso, dono de um olhar que sempre exigiu rendição. Foi o único homem que atravessou as defesas de Ivy, tocou sua alma antes do corpo, foi seu primeiro amor… e também sua maior ruína. Convencido por uma mentira c***l, Nicolas a abandonou acreditando ter sido traído, sem saber que toda a história fora cuidadosamente arquitetada por ambição, inveja e poder.Anos se passam. Feridas cicatrizam m*l. O orgulho vira abrigo.Até que Nicolas volta.Volta no dia em que vê o anúncio do casamento de Ivy.Volta como um homem quebrado, perigoso, decidido a recuperar tudo o que perdeu.E volta com uma verdade devastadora: legalmente, Ivy ainda é sua esposa.O passado explode. Segredos vêm à tona. A suposta traição nunca existiu. O amigo que os separou nunca foi rival. E aqueles que manipularam o destino deles continuam dispostos a destruir o que restou.Entre contratos forjados, ameaças veladas, jogos de poder e desejos que nunca morreram, Ivy se vê encurralada entre a mulher que aprendeu a não se curvar e o amor que ainda queima sob a pele.Nicolas a quer de volta.Ela não aceita ser posse.Mas há amores que não pedem permissão.Há amores que sangram.E há amores que só sobrevivem quando tudo precisa ruir.Contrato de Rendição não é uma história de vingança.É um romance sobre orgulho, medo, desejo e a coragem brutal de amar outra vez, mesmo sabendo que o amor pode destruir.Um livro para quem gosta de paixões intensas, segredos explosivos e personagens que não se rendem… sem lutar.

chap-preview
Pré-visualização gratuita
CAPÍTULO 1 — A NOTÍCIA QUE O DESENTERRA
Ivy A notícia chegou como tudo que realmente machuca: sem aviso, sem cerimônia, sem preparo. Eu estava com a xícara de café ainda quente entre os dedos quando minha tela piscou. Um alerta, um link, uma manchete i****a, escrita por alguém que nunca me viu, mas que conseguiu tocar na parte mais frágil de mim como se soubesse exatamente onde pressionar. Era sobre meu suposto casamento. Uma fofoca com foto, data, especulações. E o nome de Lucas ali, exposto, jogado como se fosse verdade. Como se eu estivesse prestes a me casar com o meu melhor amigo. Como se eu tivesse superado o passado. Como se nada tivesse existido antes. Meu estômago virou. Não só pela mentira, mas porque aquela notícia fez o mundo girar e parar no mesmo segundo. Era como se alguém tivesse arrancado a tampa de um baú que eu passei anos tentando manter trancado, selado, enterrado. E de repente, tudo voltou. O cheiro. A voz. O toque. O abandono. O gosto metálico da rejeição. O peso da mentira que destruiu o que eu era. O som daquela porta se fechando atrás de mim. A pele queimando onde a mão dele tinha estado. O silêncio que veio depois. Eu coloquei a xícara na mesa com mais força do que deveria, e o café espirrou no meu pulso. Queimou. Eu não reclamei. Às vezes, a dor física é mais fácil de administrar do que a outra. Tentei respirar, mas meu corpo não entendeu o comando. Senti aquela velha sensação de estar encolhida por dentro, como se todos os ossos quisessem caber num espaço menor. O mesmo que senti no dia em que tudo acabou. Quando ele acreditou em outra pessoa. Na palavra de outra mulher. Quando ele me olhou com aquele desprezo silencioso que dói mais do que qualquer grito. Havia anos que eu não pensava nele de verdade. Pelo menos não de propósito. A mente aprende truques para sobreviver ao que a alma tenta esquecer. Eu aprendi a acordar sem esperar a voz dele. A caminhar sem sentir o braço dele segurando o meu. A passar perfume sem pensar se ele gostaria. A ir para a cama sem esperar que a porta fosse aberta por alguém que nunca mais voltou. Eu aprendi a virar outra mulher. Uma que não depende. Uma que não implora. Uma que levanta sozinha, mesmo quando o mundo tenta empurrar. Mas aquela notícia… aquela maldita notícia… fez tudo desmoronar com uma crueldade quase bonita. Como se o universo tivesse decidido esfregar na minha cara a parte da história que eu tentei apagar. Respirei fundo, sentindo o cheiro da canela que sempre coloco no café. Um hábito que nasceu com ele me abraçando por trás na cozinha, dizendo que aquele cheiro era a minha marca. Eu odiava lembrar disso. Odiava mais ainda admitir que a lembrança ainda era boa. É humilhante quando o coração insiste em amar o que deveria repulsar. Peguei o celular. Liguei o vídeo que anexaram à notícia. Era Lucas, sorrindo para alguém atrás da câmera em um evento beneficente de onde eu nem lembrava que tinha saído fotos. Ele segurava meu braço. Um gesto natural, íntimo, fraterno. Mas nas mãos de quem manipula narrativas, tudo vira motivo. E o motivo virou casamento. Meu peito apertou. Não por Lucas. Ele sempre esteve do meu lado. Sempre. Nos piores dias. Nos meus choros escondidos. Nas minhas derrotas que ninguém sabia. Ele cuidou de mim como quem cuida de um vidro estilhaçado, recolhendo pedaços que eu mesma não tinha coragem de tocar. Ele nunca pediu nada em troca. Nunca mentiu. Nunca me fez questionar se eu merecia amor. Mas ver nosso nome juntos numa notícia… ver meu rosto ali… ver meu presente sendo usado para desenterrar meu passado… isso fez algo dentro de mim estremecer. Como uma ferida velha que volta a sangrar quando você acha que já cicatrizou. Eu larguei o celular e passei a mão nos olhos. Eles ardiam. Não chorei. Eu raramente choro. As lágrimas aprenderam a respeitar minha força. Levantei e fui até a janela. O sol entrava pela cortina com uma arrogância irritante, iluminando a sala como se fosse um dia comum. Como se nada tivesse acontecido. Como se meu mundo não tivesse acabado alguns anos atrás, e como se não estivesse balançando de novo naquela manhã. Fiquei olhando a rua. As pessoas passando. Carros atravessando. Cachorros puxando donos. A vida seguindo seu ritmo medíocre, sem se importar com o meu colapso particular. E, enquanto observava, algo dentro de mim começou a ferver. Não de dor. De indignação. Por que aquela notícia me afetava tanto? Eu sabia a resposta. Eu só não queria dizer em voz alta. Porque ele ainda existe em mim. Porque, mesmo depois de ter me destruído, uma parte patética de mim ainda reage ao nome dele como se fosse uma oração antiga que o corpo decorou. Eu me odeio por isso. Abri a geladeira e peguei uma garrafa de água, tentando engolir a sensação de que algo estava prestes a acontecer. Um pressentimento que veio como uma brisa fria subindo pela minha nuca. O tipo de sensação que só aparece quando o passado está perto demais do presente. Meu celular vibrou. Uma mensagem. Da Júlia. “Mana, você viu isso?” Respondi: “Vi. Não estou bem.” Ela mandou áudio na hora. Não dei play. Eu não queria ouvir pena. Não queria ouvir conselhos. Eu só queria silêncio. E a sensação de que ainda tinha controle sobre alguma coisa. Andei até o espelho do corredor. Me encarei. Me observei como se fosse outra pessoa. Meu cabelo preso num coque alto. Minha pele brilhando no sol. Meus olhos duros, defensivos. Eu me tornei uma mulher que não abaixa mais a cabeça. Mas, olhando para mim mesma, percebi que ainda havia traços daquela menina que acreditou num amor que prometeu ser eterno. O eterno tem um gosto estranho quando acaba. Passei a mão no pescoço. A pele arrepiou com a lembrança de como ele me beijava ali. Fechei os olhos, irritada comigo mesma. Era absurdo como o corpo guarda memórias que a mente tenta queimar. A notícia dizia que meu casamento seria anunciado oficialmente nos próximos dias. Uma mentira que alguém criou com interesse. E eu sabia. Eu senti. Não era sobre mim. Nunca é. É sobre ele. Nicolas Mancini. O nome que marcou minha vida com tinta permanente. O homem que acreditou mais na palavra de uma mulher interesseira do que na minha. O homem que virou as costas para o amor que jurou proteger. O homem que me deixou sozinha no pior momento. O homem que talvez nem imaginasse que eu sobrevivi. Mas sobrevivi. E floresci. Ou, pelo menos, era isso que eu dizia pra mim mesma para não sentir falta dele. Apertei os dedos no batente da porta. Uma pontada de dor subiu pelo braço. Eu não liguei. Eu precisava de algo físico para me lembrar que eu estava aqui. Presente. Firme. Mas, no fundo, eu sabia. Se essa notícia chegou até mim… Chegou até ele. E se tem algo que Nicolas não sabe fazer é ignorar o que diz respeito a mim. Ele é movido por controle, por posse, por orgulho ferido. Ele nunca soube perder. E, para ele, eu nunca fui apenas amor. Eu fui território. Meu coração disparou com uma certeza que eu não queria ter. Ele vai voltar. E, quando voltar, tudo que eu construí pode balançar de novo. Talvez seja medo. Talvez seja raiva. Talvez seja o eco de uma cicatriz que nunca fechou. Mas a verdade é simples e c***l. Eu não estou pronta para reencontrá-lo. E, ainda assim… uma parte de mim quer. Foi essa parte, tão pequena quanto perigosa, que me fez respirar fundo, fechar o celular, fechar a janela e dizer baixinho, apenas para mim mesma: — Que merda… Porque eu sabia. A notícia não era sobre mim. A notícia era um aviso. Ele está vindo.

editor-pick
Dreame-Escolha do editor

bc

O Lobo Quebrado

read
128.1K
bc

De natal um vizinho

read
14.0K
bc

A Vingança da Esposa Desprezada

read
4.7K
bc

Amor Proibido

read
5.4K
bc

Primeira da Classe

read
14.1K
bc

Meu jogador

read
3.3K
bc

Menina Má: Proibida Para Mim

read
1.7K

Digitalize para baixar o aplicativo

download_iosApp Store
google icon
Google Play
Facebook