Capítulo 92. Quando o Silêncio Machuca

1263 Palavras

Lucas Acordei com o cheiro dele ainda preso no travesseiro. Um perfume quente, amadeirado, misturado ao suor da noite, à marca do corpo dele no meu. O lençol ainda guardava o calor, e meu quadril latejava num lembrete vivo do que ele fez comigo, do jeito que me segurou, do som do meu nome escapando dos dentes dele. Só que o quarto estava vazio. A porta, entreaberta. E o cheiro dele… já era memória. Passei a mão no colchão, na marca onde ele dormiu por alguns minutos com a cabeça no meu peito. Ainda estava amassado. Ainda tinha o afundado do peso dele. Uma espécie de tatuagem silenciosa. O peito apertou. Não era a primeira vez que alguém ia embora antes de eu acordar. Mas Symon não era “alguém”. Ele era tudo que eu tentava não admitir. Sentei na cama, passei as mãos pelo rosto e o

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