Capítulo 70. A Entrega

1757 Palavras

Ivy A casa estava mergulhada em penumbra, e a luz das velas tremulava como se respondesse ao calor que começou a subir do meu próprio corpo assim que reconheci o cheiro do meu prato favorito. Não era o aroma em si que me atingia — era o gesto. Era a memória. Era ele. Nicolas não precisava estar ali para eu sentir sua presença. Bastava existir ar entre nós. Quando subi para trocar de roupa, minhas mãos tremiam tanto que m*l consegui fechar o zíper do vestido. Preto, justo, pele que respira demais. Pele que quer ser tocada. Pele que ele sempre soube decifrar sem esforço. Desci. E o som da cadeira arrastando foi quase um gemido do ambiente inteiro. Ele me encarava como se eu fosse um pecado que ele reconhecia de longe. Aquele olhar… quente, firme, lento… percorreu meu corpo com a i***

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