acordei com um raio de sol batendo em meu rosto, como se estivesse em casa de novo, mas logo sinto a minha cabeça doendo e tudo me volta a memoria, Lara, os mortos, o choro, a ansiedade faz menção de atacar mas eu não deixo, não posso deixar, respiro fundo sentindo o ar úmido da mata, percebo algo diferente não sinto mais a pressão de meu poder, ele havia desaparecido, uma gota de esperança começa a surgir, talvez, somente talvez, ele estivesse queimado ate esgotar.
-não, você não tem tanta sorte assim.
quando olho para traz vejo Endrew com o que parecia serem frutas, minha barriga ronca me avisando que estou com fome.
-você quer, já que além do fogo ter consumido uma alta energia sua , ainda faz tempo que você não se alimenta direito.
suspiro, sentando-me para comer pois afinal como ele disse eu não tinha muitas opções.
-Então você sai alimentando quem você deveria m***r?- pensado bem acho que foi um assunto pertinente para começar uma conversa.
Ele me olha como se eu fosse doida, tenho que me acostumar com as pessoas me olhando assim.
-Não, não faço isso por me importar com você, apenas quero que cumpra sua missão para que eu possa vingar minha família, você acreditaria se eu dissesse que uma v***a o destruiu.
Saio correndo, como Lara disse minha mãe fez o que tinha que fazer, não posso ficar perto dele estou traindo meus pais, não tive culpa, não podia. tropeço caio e ouço uma voz dando risada
-tão patético, a herdeira da casa do fogo que se emociona fácil e não consegue correr nem dez metros, tão fracos.
-você quer calar a boca, não só herdeira de nada sou apenas uma pessoa que nasceu na família errada e morreria por essa, você vem me chamar de fraca talvez para os seus padrões eu seja só que nos últimos dias eu descobri que sou uma super bomba com luzes, faço parte de um povo antigo, meus pais estão sequestrado e possivelmente torturados, só para contar no território da agua, minha melhor amiga irmã foi assassinada na minha frente, então me desculpe por ser tão fraco.
-como ela era?
-quem?
-sua amiga, as vezes quando se fala ajuda, posso não ser seu amigo e nem prometer me emocional ou passar a mão em suas costa, mas lhe prometo o que for falado aqui fica aqui:
nem sei porque falei, mas confiei nele.
-Ela era incrível sempre sorrindo, alegre, tudo era motivo de piada, quando ela entrava em um lugar sua alegria contagiava, ela iluminava os locais, me dava calma, sempre me apoiava, ela era a irmã que nunca tive e sempre desejei.
uma lagrima solitária escore de meus olhos. ele me abraça meio sem jeito, ai eu sinto algo que nunca havia experimentado antes, quero toca-lo, sentir sua pele, me arrepio toda e parece que ele também fica desconfortável pois se afasta, ele me olha desvia o desviando logo depois, ele fala:
-sabe que lugar é esse?
-uma floresta.?
-sim, mas não uma floresta qualquer, a chamamos de floresta catalizadora, ela inibe nossos poderes. Achei que precisasse de um lugar para esfriar a cabeça.
-Obrigado- observando ele resolvi perguntar sobre algo que vinha rondando a minha mente- eu ativei o poder alfa, não foi?
-sim você ativou, esse foi outro motivo pelo qual eu te trouxe aqui, você não controlou o poder beta e agora com o alfa, bom, digamos que as coisas vão ficar complicadas.
- e como posso me controlar se nem mesmo tenho acesso a magia.
-suas emoções controle-as e terá domínio sobre você mesma.
-fácil é falar, não sei como fazer isso.
-com treinamento físico.
- esta de brincadeira, né!
-não, eu não estou. vamos fazer dormimos hoje e amanha bem cedo começamos o treinamento.
como meus olhos estavam implorando os fechei. ai começou o pesadelo, meus pais gritavam, Lara gritava a espada me chamando de traidora, meus pais me vendo o Endrew e me chamando de traidora, Lara me avisando sobre o juramento de morte entre as famílias.
acordo e vejo que ele ainda esta dormindo. parece um anjo vou passar a mão em seu rosto, m*l encosto em sua pelo sinto ele se mexer, saio dali, começo a escalar uma arvore, fazia isso quando era pequena gostava de altura da sensação de liberdade que isso me proporcionava. fico lá por um tempo, ate que ouço alguém me chamar.
-desce dai.
- porque não sobe você aqui.
-não tenho fetiche por morrer, desce aqui logo vamos começar logo.
faço o que ele manda, depois sou conduzida pela floresta ate me deparar com uma paisagem maravilhosa, uma cachoeira, entretanto meu sorriso desaparece ao perceber o que ele quer que eu faça.
-não, esquece, não vou fazer isso.
-vai e vai começar agora ou sai daqui perde o controle de novo colocando mais sangue em suas mãos.
ele podia ter pegado mais leve. com uma enorme carranca digo a mim mesma em um sussurro ´´bem vinda ao inferno´´