Perda do controle

525 Palavras
    Se me pedir hoje, eu ainda lembro um pouco do que aconteceu, o ódio estava me consumindo, minha pele esquentou o fogo saio de mim eu não consegui controlar, cada passo eu queima algo, me pus a correr, uma tocha humana, lembro de ouvir gritos, explosões, as pessoas me olhando como se eu fosse um mostro, mas naquele momento eu fui, eu era, odiava isso, odiava o fato de todos me odiarem, tudo era tão intenso que se tornava difícil compreender, meu coração doía, cada parte de mim desejava desaparecer para sempre e ao mesmo tempo consertar o que estava fazendo, o tempo passava, os segundos pareciam eternidades, porque mesmo sendo involuntário eu machucava as pessoas, e me odiava por isso, nesses momentos o fogo aumentava, para me controlar foi mandado batalhões, mas não adiantava as balas não me alcançavam, eu os odiava por serem tão ineficientes, nesses dias tudo que senti era ódio, já que tudo se transformava em motivo de raiva. Em um momento, achei que já estava tudo perdido quando senti o frio, o gelo, não, era agua mas gelada muito gelada, meu corpo se arrepiou, eu o vi, Endrew seus olhos eram indecifráveis, com seu poder ele me jogou para um lugar árido, próximo a uma floresta, meu poder respondeu automaticamente para me proteger, porque ele não fez isso quando Lara estava por perto?  meu poder queria mata-lo atirou chamas de energias Endrew devolveu agua e ficou poder poder e poder, quando de repente seu poder me domina não sei porque meu poder amansa, percebo que ele não estava lutando sozinho tinha um cara com ele, caio quando bato no chão, ele coloca-se sobre mim com uma faca, ela pressionada em meu pescoço.        - Me mata- era tudo o que eu queria, queria sumir apagar a minha culpa.        -ME MATEE, ANDAA, FAZ ISSO  LOGO- quando achei que baixaria a faca e cortaria meu pescoço, ouvi seu amigo o repreender.         -Endrew.- nesse instante percebi que ele não me matou e sim me abraçou, não sabia o quanto eu precisava de um abraço ate senti-lo, ali nos braços de um estranho eu desabei:        -Eu a matei, matei todas eles, meus pais, Lara, cada um deles.        Eu chorei, chorei pelas vidas que tirei, chorei porque não era capaz de conter a dor em meu peito e chorei mais ainda por ser tão fraca e não conseguir segurar, se Lara tivesse aqui ela iria rir da mim cara e dizer  que eu parecia uma morsa inchava. As vezes ouvia ele sussurrar em meu ouvido que tudo ficaria bem, vi quando seu amigo saiu, dizendo para encontra-lo não sei aonde, em seus braços o tempo não andou, a dor fez aquele  momento parecer um lupe infinito, pensando bem hoje, nem me lembro quando adormeci, só sei que cai no sono implorando para um estranho, ou quase isso um perdão, eu sabia, inalcançável para mim, tanto de mim quanto daqueles a quem machuquei, porque estavam mortes e recentemente eu sabia que não havia conserto para a morte. Assim dormi aquele dia, aquela noite desejando acordar no outro dia e tudo não estivesse  passasse de um terrível pesadelo. 
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