Bia acorda no outro dia antes de todos planejando sair bem cedo, levanta toma um banho, um café da manha reforçado, pega sua mochila e sai da casa, mas antes de entrar no pequeno bosque localizado ao lado ouve a voz de Lara:
-Ei amiga espera.- e vem correndo, a mochila pulando sobre suas costas, o típico sorriso no rosto.
Sei o ela vai fazer, não vou deixar, não posso deixar.
-O que esta fazendo aqui?
-Indo com você não persebeu, sim eu sei que é perigoso, e não eu não vou deixar minha melhor amiga sair em um resgate maluco sozinha, não importa o que meus pais digam muito menos se ela possivelmente esta apaixonada a primeira vista por um gato que quer mata-la.
- você não pode se arriscar, caramba, é meu dever meus pais, minha obrigação.
- eu sou sua melhor amiga irmã, se eles são sua responsabilidade você é meu dever. Então fazemos assim você se preocupa com a busca eu me preocupo com sua lindeza. Fechado?
- Já vi que não vou vencer então sim, mas me prometa uma coisa, vê se não morre.
-Pode deixar, mas se eu cair, sua obrigação é me trazer de volta.- Ela solta uma gargalha- vamos- saindo.
-Ei espera, eu não estou apaixona, tá legal!!- digo enquanto vou correndo atrás dela.
-sim, sim sou eu que estou. hahaha
Reviro os olhos, não tem jeito mesmo estou presa em uma busca mortal com uma criança, e não poderia estar mais feliz.
Caminhamos um bom tanto, dando risada, contando piadas, se alguém visse de fora diriam que éramos duas crianças sem preocupação, mas se olhassem mais atentamente perceberiam a tensão em nossos rostos. Passamos por um lago, enchemos os cantis e sim minha fiel companheira começou uma guerra de água, sei que meus pais me matariam se me vissem assim, mesmo me divertindo. As coisas estavam boas demais, sabia que uma hora ou outra elas ficariam feias inevitavelmente, e elas ficaram, era meio dia, faltava apenas alguns quilômetros para chegar ao vale, depois de termos almoçado, ouvi um barulho e percebi que Lara também, o clima começou a ficar tenso, olhávamos de um lado para o outro ate que ela avistou o que parecia ser pessoas caminhando em nossas direções, mais magras, olhando não de tão longe, bem mais magras, como se fossem apenas ossos.
- Aquilo é... eles são..
-sim são, agora corre
Pego na não dela e corremos, eram esqueletos, eu estava sendo perseguida por esqueletos, minha mente está dando erro, processando... processado... e falhou, quando eu tropecei e cai, ela em vez de fugir se levanta e começa a fazer força, de repente as predas que se encontravam tanto na estrada quanto as maiores do morros, levantam-se mirrando os esqueletos, rapidamente percebemos que eles não se desintegravam a menos que elas acertassem bem no centro da cabeça, eu levante tentei acessar o meu poder mas estava assustada de mais, quando preciso não consigo uma d***a com certeza, normal também. Ela me olha desesperada, considero minhas opções que são: mata ou morro, ou fujo pela mata ou pelo morro, aponto a direção da mata e me largo a correr Lara vem atrás de mim e logo me alcança, fomos mais e mais rápido, não se como mas só fomos, ate avistarmos o vale entramos sendo seguidas, começando assim um estardalhaço, se isso não nos matasse com certeza poderíamos ser consideradas malucas, corremos e nos jogamos no poço de fogo, talvez fosse só a minha cabeça mas juro que ouvi um grito tentando nos impedir, entretanto ao avaliarmos a situação se ficássemos morreríamos e se pulássemos, bom agora vamos descobrir.
quando caímos imaginei um milhão de sensações todos diferentes mas minha reação foi:
-ahhhhhhhh- ao meu lado Lara parecia ter o mesmo problema.
Chegamos no solo, na verdade nos esborrachamos no chão, mas é só um detalhe, fui correndo para ver se minha amiga estava bem, ela estava dando risada, Lara é dessas pessoas que tira o melhor de tudo vê alegria em qualquer coisa inclusive em quase quebrar o corpo inteiro. Depois de verificar que nada estava fora do lugar olhei em volta, lamento dizer que não me surpreendi com a paisagem era tudo vermelho, o que chamou minha atenção foi a chama cravada no centro que parecia alimentar todo o poço e quase morri do coração no momento em que ela falou comigo.
-Estava esperando por você.
Lara curvasse dizendo com todo o respeito:
-é uma honra para nos, milorde, estar em sua presença.
ela me olha como se quisesse que eu também me pronunciasse, acho que a decepcionei quando disse:
- eu não vou falar com uma chama.
seu olhar de raiva se dirige a mim, juntamente com um tom de voz que nunca havia visto-a usar.
-Eu disse olá para a chama, você vai dizer olá para a chama respeitosamente.
eu disse olá para a chama, que só para constar parecia estar divertindo-se com a nossa confusão, bom minha, confirmei tais suspeitas quando ele disse:
-embora goste da diversão vamos falar de negócios, apesar de eu saber que vocês viriam, ainda assim não foram convidadas, darei o que vieram buscar mas você- ele estava me olhando? sim ele estava me olhando- vai pagar por sua invasão.
Nos já estávamos lá não havia muito o que fazer, não ter achado outra saída nesse momento é um dos meus maiores arrependimentos. A chama se materializou e mandou-nos segui-lo, o seguimos, de repente ele parou, colocou a mão em minha cabeça, senti dor, dor e dor, ate começar a clarear uma imagem. As sombras, meus pais, eles os estavam torturando, o grito deles estava em meus ouvidos, quando senti uma voz dizer ´´concentre-se´´ me concentrei no lugar e vi uma cidade de sombra, os corpos parecem estar lá desde muito tempo atrás, tinha um casaram era lá que meus pais estavam, no território de seu pior inimigo, na viela das sombras. Minha mente da um puxão para traz ainda zonza, o meu oraculo disse:
-tem sua resposta, agora pague sua divida.
-ok, o que eu tenho que fazer?
ele olha de mim para Lara, dela pra mim, quando eu me viro uma Lara branca diz:
-você teque me m***r ou ele mata nos duas.
espera.... o que??? esse i*****l quer que eu mate minha melhor amiga, eu não iria fazer isso e ela sabia por que em um único olha me passou uma mensagem: PREPARECE. Em um grito toda a terra elevou-se nos jogando para fora do poço e na hora que me virei para parabenizar ela, a vi paralisada, com algo em seu peito, ela estava morta, ele a tinha matado e a culpa era minha e somente minha. Achei que iria sentir dor, medo mas tudo o que tinha em mim além do infinito vazio era raiva e ódio puro e somente ódio, nesse momento gritei.