A calmaria antes da tempestade

865 Palavras
     Retornei para a casa de Lara calma, com um plano traçado em minha mente, verificaria o que Maria tinha para me dizer e com ou sem a permissão dela partiria em busca de meus pais. Cheguei, entrei e estava tudo exatamente igual, como se ninguém tivesse movido um musculo, traído apenas pelo copo da água sobre a mesa antes inexistente, ando com todo a força que juntei, sento-me no chão e espero, eles sabem o que eu quero, então que falem porque se eu  abrir a boca tenho certeza que vou chorar, minha madrinha percebe e suspira, só para constar ela anda fazendo bastante isso ultimamente, olha em meus olhos e recomeça a aula de historia:     -Quando a maldição foi liberada, emergiu das trevas, não se sabe como ou da onde, espectros, formas humanas que se camuflam na escuridão, são chamados de sombras, pelo que você relatou acho que foram eles que pegaram seus pais.           -Onde eu os encontro?      -Bia as sombras são assustadoras elas não tem sentimento, são inexpressiva além de não fazerem acordos, elas vem caçando os descendentes das duas principais casas desde aquela época, aqueles que foram capturado por elas nunca mais foram vistos.     -Sempre tem uma primeira vez para tudo, se até agora eles foram invencíveis, será agora que falharam.     Ela suspirou, de novo, e disse:      -Eles tem seu domínio na chamada viela das sombras, entretanto tem bases por todo o continente, não arriscariam levar seus pais para o reino Olar.      -Por que não?       -por que é domínio do clã da agua. Existe um lugar que você pode conseguir respostas precisas.       -Aonde?        -No vale dos mortos, sendo mais claro no poço de fogo.        -O que tem aquele lugar afinal?        -Ele era o lugar de passagem pós morte do povo veela, como depois da maldição as pessoas morrem mas não seguem para lá, ele se tornou um ponto de referencia.        -Tipo um mapa?        -Esta mais para um gps, mas sim, o poço mostra seu maio desejo, como você quer recuperar seus pais ele mostrara o endereço e algumas imagens, para isso você precisa estar com a mente clara e focada no seu pedido.      - Ok, eu vou.- quando fui  levantar ela me parou.       -Agora não, esta muito perto da noite é perigoso, você sai amanha cedo, descanse.       Ela se virou e saio e eu bem... eu levei minha não único lugar que me dava algum conforto, meu bolso com a pulseira, a pego e admiro-a, seus detalhes de floco de gelo colocado em alto relevo, levo ate o coração, quando Lara diz:       -você esta bem?       - claro porque não, você sabia sobre isso?....sobre tudo isso?        -Eu é... sim eu sabia, olha me desculpa Bia mas eu não podia contar       Superei, nem percebi que ainda apertava a pulseira ate ela dizer:       -você deveria mesmo guardar isso, a pessoa que a colocou em seu braço é da casa da água, pelo entalhamento além de só agua ele também domina o gelo, uma vez ouvi falar de um deles que pode fazer isso, em todo o clã, atualmente, somente o  príncipe herdeiro possui esse dom, o que definitivamente não é bom.       Olhei para ela sem entender que o retornou como se eu fosse de outro mundo, mas explicou:       - Desde que tudo aconteceu, apesar da distancia geografia colocado entre eles, seus herdeiros vem tentando se m***r, ou seja, ele esta aqui para te eliminar e você com toda a certeza teria a mesma missão.      -Meus pais eles?       -Sua mãe sim, ela matou o pai do garoto quando ele baixou a guarda por ela estar gravida, dando uma brecha em sua defesa, ela o matou na frente de sua esposa também gravida, Bia eu sei parece coisa de monstros, mas era ele ou ela, sua mãe não tinha escolha.        Ela estava certa, falta de escolha, foi por isso que minha mãe agiu assim.         digo que vou respirar, saio da casa deito olhando para o céu, pensei que minha mente estaria ligada no 220, entretanto não tinha nada ela era limpa, acho que acabei de dar defeito, levanto caminho um pouco, pego uma rosa tiro suas pétalas jogo ao vento, simplesmente eu naquele momento foi como se o mundo tivesse sendo destruído a minha volta mas eu estava calma intocável, e agradeço imensamente esse momento de paz, pois seria o ultimo durante um bom tempo.        Volto para dentro da casa, pego uma mochila coloco um pouco de comida duas mudas de roupa, agua. Já decidi o curso que vou fazer segurei ate o vale dos mortos, depois vou contornar o coração do destruído império veela, não quer morrer, segundo assim para aonde o poço me mandar.       Deito na cama e durmo como um anjo. Olhando-a dormir e se arrumar estava um garoto loiro com olhar frio a observando como nevoa, esse desperta no chão onde dormia sabendo o que a menina escarlate faria, onde ela esta e para onde iria, com um aperto no coração ele acorda seu amigo para começar a caminhar talvez a encontrasse antes dessa chegar ao seu destino, mas primeiro ele precisava de coragem para mata-la, uma coragem que ele não sabe o motivo vinha sido drenada dele, justo dele que nunca falhou.
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