Acordei com uma enorme dor de cabeça, o corpo mole, como se eu estivesse com uma forte gripe, mas sei que não foi isso que causou meu atual estado, apesar de não saber ao certo o que aconteceu já que tudo parece um enorme borrão.
-olha parece que a bela adormecida acordou!
Forma-se um pequeno sorriso em meus lábios e digo:
- E nem precisei do beijo de um príncipe.
-Do beijo não mas sim da pulseira- Lara diz e aponta para o meu braço vejo uma pulseira e pergunto intrigada:
- Ele esta aqui?
Me olhando como se eu fosse loca ela responde:
- Quando meus pais viram o sinal e chegaram para te buscar não tinha ninguém lá, achamos que a pessoa disparou e saiu, eu achei que você não saberia quem foi já que estava desmaiada.
Ela tem razão eu não vi a pessoa mas sabia a quem aquele item pertencia, o que eu não entendia era porque ela se referiu exatamente a pulseira se jamais tinha visto ela ou seu dono.
- Se lembra do garoto que eu te falei, aquele do vale dos mortos.
Ela me olha com medo e fala:
-Não diga para a minha mãe isso, entendeu?
-Mas por que?
-Explico depois- soletra rapidamente- quer um copo da água?
-sim, nem sabia com quanta sede estava até ver o copo.
Lara soltou uma risada e disse:
-também com esse fogo todo deve estar bem desidratada.- gargalho e lanço uma das almofadas nela que sai pedindo para mim me trocar e ir ate a sala.
Visto a roupa, arrumo o cabelo, ao chegar estão todos na sala, a dona Marta e o seu Douglas são os pais da bia e meus padrinhos, sento-me, a madrinha me olha suspira e diz:
- O mais importante primeiro, tire essa pulseira- ela se dirige até a cabeceira e pega outa- veste essa.
- Como assim? Eu quase morri e a senhora diz que a prioridade é a d***a de uma pulseira.
-Seguinte, se alguém do clã te ver com a pulseira do gelo você esta condenada a morte sem hesitação, então sim, como acabei de salvar a sua vida e não quero ser condenada como traidora sugiro que você faça exatamente o que eu estou mandando.
Tiro a pulseira, minhas mãos entram em chamas, olho para elas como se fossem de outro planeta, quando vejo a pulseira ser substituída, vermelha em vez de azul, sem detalhes, mas parecia estar viva, vejo fogo ser subjugado e pergunto:
-O que é isso?
-Hora da historia.- ela suspira troca um olhar cumplice com sua família e diz:
-Bia você é uma esquecida.
- Espera o que? da ultima vez que chequei todos se lembravam de mim, então o que é isso?
-Os detalhes, essa é a parte difícil, vamos lá a muitos anos atrás havia apenas três impérios no continente Rowina e Amã localizavam-se em lados opostos do território. O centro era o império veela, prospero, poderoso, abundante e rico, habitado por um povo misterioso para muitos, os elementares.
-Calma ai, os elementares são só lendas.
-Não, não são, eles existiram seu povo era numeroso e poderoso um exercito forte, quase imbatível, se perguntar aos historiadores eles não saberiam como ou por esse povo se extinguiu, mas eu vou te falar, eles eram administrado por dinastias muitos poderosas que cobriam os quatro elementos. As casas do fogo, agua, terra e vento. Os casamentos daquele que assumiria o poder só poderia ser feito com uma das quatro casas, o irônico é que nunca na historia houve um casamento entre fogo e agua, quanto mais o tempo passava mais delicada se tornava essa politica, ate que foi decidido fazer um acordo entre as duas casas, o problema era a falta de confiança entre elas essas acharam necessário fazer um juramento de sangue, ou seja tal dia, hora, seus filhos se casariam a quebra desse acordo resultaria no derramamento do sangue dos quatro anciões chefes das família, juntamente com a maldição do sangue. Chegou o tão esperado dia, o povo pulava de alegria pois aquele ato representaria a verdadeira união da nação. entretanto esse foi o começo do fim pois os noivos não apareceram o sangue dos mestres jorrou juntamente com uma onda de energia que destruiu a capital dos veelas, todos os soldados e povo simplesmente desapareceram transformando-se em sombras exceto as quatro famílias e os camponeses, sem magia, dos dois clãs, a maldição havia sido lançada a terra dividida em dois reinos opostos e condenados a serem para sempre igual, o coração do império se tornou inabitável ninguém que entrou lá sobreviveu. Os reinos foras sendo aos poucos colonizados pelos por caçadores , fugitivos, enfim. os descendentes das famílias ainda vivem em meio aos mortais, passando-se por eles e como parte da maldição sem ter o direito a seus poderes, a não ser que passem por uma grande emoção desbloqueando-os , nas sombras aquele que conhecem nossa historia nos chamam de OS ESQUECIDOS.
-está me dizendo que por causa de um i****a que fez uma promessa de sangue em nome de outra pessoa o povo inteiro foi morto.
- morto não, dizimado sim.
olhos para eles e uma pequena luz acende em minha cabeça
- Vocês são dessas famílias.
- Sim minha cara, assim como você.
ela levanta a mão, ouço um barulho e vejo a terra aparecer respondendo aos seus comando.
_Bia querida ainda não acabamos.
naquele segundo resolvi guardar para mim mesma meus comentários e deixa-los falarem até o fim ou parte dele.
- Quando libera seus poderes eles apresentam três classificações, e não, isso não faz parte da maldição existe desde muito antes dela, beta; alfa; e ômega, você liberou o beta por causa do medo, o alfa e liberado pela raiva e ódio.
como ela parou de falar eu perguntei:
- Mas e o ômega?
-Ninguém sabe.
-Como assim?
-Desde os tempos antigo e em toda a historia só ouve um registro de poder ômega, foi do nosso criador, nem mesmo o seu verdadeiro nome é conhecido muito menos seus segredos. Acredite já foi feito de tudo, matado, ajudado pessoas, elevado o ódio a um nível absurdo, mas nada nunca funcionou. Essa é a chave para o verdadeiro poder que todos anseiam, mas ninguém foi digno para tal conhecimento.
- Ah, madrinha quase me esqueci, qual é a das espadas que explodem me chamando de traidora de sangue?
-as espadas foram colocadas pelas duas casas um no território do outro, como uma forma de marco inquebrável, depois da maldição elas ganharam consciência e cada vez que um descendentes se aproxima, elas os lembram do pequeno ato.
ótimo espadas com consciência, o mundo é tão grande e elas preferem ficar enchendo o saco, idiotas, foi o que pensei, eu precisava de ar para digerir as informações, quando fui abrir a boca minha madrinha soltou:
- seus pais estão vivos.
Eu sai, vi ela segurando a Lara mas não me importei, eu corri, percebi que o poder que despertei me tornou mais perceptível as coisas ao meu redor, senti o vento em meus cabelos, o cheiro de humidade, o bater de assas dos pássaros, cada esmagar de folha e para falar a verde eu amei.
Cheguei na beira do riacho e pensei:
* uma esquecida-confere
*amaldiçoada por um maldito juramento de sangue -confere
* inimigo mortal - confere
*poder maneiro- confere
*pais vivos - confere
agora tudo que faltava era salva-los e eu iria a qualquer custo. Voltei determinada para casa de minha amiga disposta a saber tudo sobre o meus pais, o resto seria restos que eu enfrentaria com eles ao lado deles. Uma utopia pela qual eu me ceguei, não que eu percebesse isso naquele momento.