Finn. Meu carro parecia ser um espaço pequeno demais para que eu o dividisse com Susan. Não falava fisicamente, por que ainda havia uma pequena distância que nos separava, mas o ar estava carregado me impedindo de respirar direito. Minha cabeça doía ainda tentando processar tudo o que tinha acontecido. Todos os pensamentos digladiavam em minha mente exausta, lutando para me vencer pelo cansaço mas nada conseguia me fazer sair do terrível estado de estupor em que me encontrava. A sensação era como se desde que saímos do hotel eu estivesse em transe, dirigindo com movimentos robóticos e apenas tentando respirar na esperança de que saísse vivo quando aquela noite finalmente acabasse. Parei o carro depois de uma viagem preenchida pelo silêncio e desci antes que Susan pudesse dizer alguma

