O momento aconteceu rápido demais para que Alice pudesse reagir com lógica. Um segundo ela estava caminhando ao lado de Olyver, sentindo a mão dele firme na sua, o coração ainda aquecido pelas palavras do médico. No outro, tudo virou confusão: vozes baixas, um pedido educado demais para que ela entrasse em outro carro, a sensação estranha de ser envolvida por braços que não eram os de Olyver. — Senhora Blayck, é só um ajuste de segurança… — disseram. Mas Alice sentiu. Sentiu o medo como um gelo escorrendo pela espinha. — Olyver! — tentou chamar, mas uma mão cobriu sua boca com cuidado, sem força excessiva, quase respeitosa demais para um sequestro. Ela foi colocada dentro de um carro diferente, os vidros escuros fechando o mundo lá fora. O coração disparou, não apenas por ela — mas p

