CAPÍTULO 17
SCARLET
Abro os olhos uma, dois três vezes as pupilas, d***a eu dormi por quanto tempo? O ceu ainda está escuro, parece que o tempo parou enquanto eu dormia.
Levanto-me da cama, meu corpo está uma m***a, tenho a certeza que dormi mais que o normal, lentamente, caminho para o banheiro, rapidamente deixo água escorrer pelo meu corpo.
Eu consigo lembrar-me de tudo ele beijando aquela mulher, i****a, depois de uma banho rápido desço para beber e comer alguma coisa minha garganta está seca.
- Oi.
Levanto o olhar para encontrar os dela, ela está voltando do trabalho isso significa apenas uma coisa.
- Deu-me a d***a dos comprimidos para dormir?
Meu corpo continua dolorido, não havia necessidade de chegar a tonto extremo p***a eu estou muito bem para ser tratada como a p***a de uma criança chorons.
- Não se lembra? Estava ansiosa, perambulando pela casa como um zumbi furioso.
Reviros olhos enquanto como meu yougurt favorito, eu continuo sem entender nada p***a nenhuma, como ele ousa beijar a p***a da sua cunhada v***a?
Esaa foi a coisa mais estranha que poderia ter acontecido, se por acaso fosse aquela maluca da sua ex ficante, eu teria batido os dois, jogado pela janela e continuar a bater até que eles ficassem irreconhecíveis.
- Quer conversar sobre isso?
Aceno a cabeça confirmando, eu preciso entendar, uma peça nessa história não faz muito sentido analisando calmamente, no domingo ele estava muito estranho, em nenhum momento deu indícios que os dois tiveram alguma coisa.
- Penny, estou confusa.
Expiro fundo, como? Por que? Ainda não consigo entender o que estou a perder nessa história, a partir do momento em que os dois encontram-se ele ficou muito abalado, inicialmente pensei que fosse o dilema da morte da sua esposa, por isso respeitei seu silêncio em torno desse assunto.
- Na minha opinião deves ouví-lo, assim ele exclarecerá suas dúvidas.
Balanço a cabeça impendindo que as imagens do flagra que dei no Boo com outra mulher, ele nunca foi sincero comigo, foram mentiras atrás de mais mentiras, não quero passar por isso novamente.
- Ele vai mentir na minha cara Penny.
Raspo minha colher com os meus dente com força, talvez tenha sido melhor assim, não era para ser
- Ao menos deve ouvir essas mentiras, nunca deixe um relacionamento na metade, tenha a dignidade de terminar, assim cada um segue em frente.
Terminar?
Fecho os meus olhos nervosamente, dedos da minha mão balançam inquietos, m***a eu não cheguei a cogitar nisso.
- Não tome decisões precipitadas Scarlet, compreendo totalmente que esteja magoada, portando, você merece saber a verdade.
Levanto-me do sofá rapidamente, entro na cozinha procurando por uma barra de chocolate.
- Ele está de viagem, volta em dois dias, aproveite esse tempo para tomar uma decisão que ache melhor para si.
Ela beija o topo da minha cabeça, de seguida sobe os degraus das escadas, dois dias, mordo um pedaço enorme de chocolate, eu tenho dois dias para pensar sobre isso.
SCARLET
Em passos lentos, caminho para porta da sala daquela louca que chamo de psicóloga, eu odeio vir aqui, ela irrita-me de maneiras diferentes, meu sangue bombeia rapidamente quando estou perto dela.
Paro em frente da sua sala, eu não vou sair desse instituto sem a confirmação que passei desta sala, malditas regras.
- Scarlet, entre por favor.
Reviro os olhos, como ela tinha o conhecimento que eu estava em frente a sua porta? Indecisa, entro na sua sala, sem cerimónias, deito-me no sofá, fecho os olhos e expiro fundo.
- Como tem passado seus dias na última semana?
- Eu transei para caramba, beijei muito, fiz compras, viajei, andei de moto, passei a noite num iate, e quebrei a cara.
Franzo o cenho não interessada em puxar assunto.
- Explique-me lentamente.
Ela diz.
- Desculpa-me, não quero mais falar, então, eu fico aqui quieta e você ai quieta até o tempo da consulta terminar.
Acomodo-me confortavelmente para dormir, nós não vamos conversar p***a nenhuma.
- Scarlet? d***a menina.
Ouço o som do seus sapatos, em seguida abre a porta e sai da sala, melhor assim.
Não sei quantos minutos passaram, viro o rosto para olhar para o relógio, faltam apenas 5 minutos para consulta terminar.
- Nós precisamos conversar sobre o incidente do seu actual namorado.
Penny, boca grande, eu vou costurar aquela lata com as minhas proprias mãos.
- Para concluir que estava certa nesse tempo todo? Sim, quebrei a p***a da minha cara o mais rápido do que o imaginável.
Eu digo a ela.
- Olha, pare de ficar na defesiva para conversamos o que está sentido.
Levanto o olhar brevemente, conversar?
- Conversar sobre? Em primeiro lugar eu não gosto de estar aqui, conversando sobre a minha i********e com uma estranha que m*l assina a p***a da autorização para que possa me auto medicar sem a necessidade do batalhão dos enfermeiros.
- Scarlet, compreenda....
- Eu não confio em você, nunca entende-me, passa a p***a da consulta escrevendo como eu fosse uma louca de 4 cabeças, sempre criticando-me, eu não estou mais suportando tudo isso.
Pego minha bolsa rapidamente, o nosso tempo acabou, não tenho mais motivos para continuar aqui.
- Scarlet, vamos conversar.
- O nosso tempo terminou.
Saio da sua sala o mais rápido que posso, maldição, maldição.
- Scarlet.
Deparo-me com o meu ex, o meu dia não poderia estar ainda mais pior.
- O que você quer p***a?
Continuo caminhando em direção a minha casa que não fica muito longe do instituto.
- Ver você.
Boo diz seguindo-me.
- Viu, agora pode ir embora.
Paro em frente a minha casa, tudo bem, o que este i****a quer agora?
- Estou ouvindo.
Cruso os braço, porém meu telefone começa a tocar, Sérgio, o que ele quer agora.
- Sim.
- Boa tarde senhorita, mandei-lhe um email sobre os seus compromissos para próxima semana, adianto-lhe que os compromissos preenchem toda semana.
Encerro a chamada irritada, malditos investidores.
- Por favor, saia para jantar comigo.
Franzo cenho ainda mais irritada.
- Fuma maconha? Está louco? Eu não preciso de um i****a, burro, e******o como você na minha vida.
- Pelo amor de Deus, pare de falar palavrão.
Ele diz passando a mão nos seus cabelos
- Eu não desejo falar, jantar, ter algum tipo de contacto consigo, satisfeito?
Abro a porta da minha casa, antes que entre no interior da minha casa ele diz.
- Ele vai cansar de você como eu cansei, ninguém suporta uma filhinha mimada como você, agora, sem ninguém do seu lado, sentirá a dor de não ser amada.
Ele abre um sorriso siníco, vira seu corpo caminhando lentamente em direcção ao seu carro, guio os meus pés rapidamente seguindo-o, antes que ele abra a porta do seu carro, toco no seu ombro fazendo ele virar assustado.
Uso o joelho para acertar seu estômago, com um punho acerto seu rosto fazendo ele bater seu corpo contra o carro.
- Espero que tenha entendido o recado, nunca mais apareça na minha casa, eu vou esmagar você como um rato de esgoto que és.
- Scarlet, tudo bem?
Vejo Penny analisar o estado que aquele i****a encontra-se, gemendo de dor deitado no chão.
- Grow, tire esse lixo da minha casa, se desejar jogue ele numa cova onde ninguém nunca possa o encontrar.
Entro em casa, muito irritada, eu preciso da p***a de um banho, depois umas horas de descanso.
- O que ele disse para você?
Penny entra no meu quarto com uma maleta profissional, mede minha pressão arterial
Tonturas, sinto todo meu corpo enfraquecer, uso uma mão para colocar na parede e usar de apoio.
- Deite na cama, comeu alguma coisa hoje?
- Sim, acho que é excesso de stress, calma, vou melhorar.
Fecho os olhos enquanto ela tira minhas roupas, vai ao banheiro ao sair volta com um copo de água e um comprimido.
- Eu vou preparar um copo de chocolate quente, respire fundo.
- Penny?
Chamo-a, as palavras daquele i****a não saem da minha cabeça, tenho pleno conhecimento que não tenho uma família, antes era apenas eu e o meu pai, sem ele aqui comigo sinto-me completamente sozinha.
- Sim.
Ela vira seu rosto, senta-se ao meu lado na cama.
- Eu não quero morrer sozinha.
Sossurro, eu não quero morrer sem ter a oportunidade de formar uma família, eu quero ser como outros, normal, seguir todo o processo da natureza humana.
- Você não está sozinha, tem a me, seus vizinhos chatos, o pessoal do hospital, nós faremos de tudo para curar-se dessa doença.
- Uma hora você precisará formar uma família, eu sinto muitas saudades do meu pai.
Resmungo limpando as lagrimas do meu rosto, eu não pensei que isso fosse tão difícil, muito mais difícil.
- Porque não procura sua mãe? Talv....
Nunca, eu odeio aquela mulher, nunca a procurarei.
- Não. Nunca, eu a odeio mais que qualquer outra coisa.
- Scarlet, o que realmente aconteceu? Seu pai também não falava disso.
- Ela nos abandonou.
Levanto-me da cama indo ao banheiro, não preciso falar sobre ela, ela é uma m***a de mulher.
- Tudo bem, vou preparar seu chocolate quente.
Olho minha imagem no espelho, ela magou meu pai, destruiu seu precioso coração ao nos abandonar na pior fase da nossa vida, ela foi uma m***a de mãe.
Depois de tomar banho, volto para cama, enquanto Penny conta-me como foi seu final de semana com Victor, bebo meu chocolate. O importante é que ela esteja feliz, muito feliz, gosto de vê-la assim contagiante, seus olhos brilham quando revela seus próximos passos.
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Desperto da cama assustada, minha intuição diz-me que alguém está no meu quarto, rapidamente ligo o abajur que está ao lado da minha cama, abro a gaveta procurando pela arma que meu pai deu-me de presente dos meus 18 anos, ele sempre dizia que ela funciona nos casos de invasão domicíliar.
Carrego-a o mais rapido que consigo, viro o meu rosto deparando-me com Edwart sentando na poltrona em frente a janela.
- Você possui uma arma?
Sorri não surpreso disso.
- Como entrou no meu quarto?
- Pela porta, se eu tivessse a ideia de entrar pela janela você teria atirado em mim.
Debocha, i****a.
Descarrego minha arma voltado a guardá-la onde estava.
- Fico satisfeito que tenha dado uma surra no i****a do seu ex.
- Talvez eu deva dar-lhe uma surra por ser i****a, entrando no meu quarto sem a minha autorização, por fim, ter beijado a vaca da sua cunhada.
Suspiro fundo relembrando das palavras da Penny, ele tem o direito de explicar-se antes que eu tome uma decisão, não esperava que ele fosse aparecer de madrugada na minha casa como a p***a de um ladrão.
Levanto o meu corpo ficando na posição sentada.
- Sim, eu mereço isso.
Ele levanta-se da poltrona, em passos lentos aproximasse na minha cama, entrega-me um tablet.
- Durante o percurso da viagem decorrei tudo que devia dizer-lhe, aqui, ao seu lado minha mente fica uma m***a Scarlet, eu não sei como lhe explicar o que aconteceu por que eu não sei.
Abro o ecrã do tablet, um video, levanto minha cabeça para olhá-lo, não quero rever aquela cena toda.
- Esse video vai exclarecer tudo.
Diz, provas, ele fez questão de provar que ele não foi o culpado do beijo? Clico no play do video, apesar do video estar sem audio, é nítido que a conversa que eles estavam a ter não foi agradável.
Desde o inicio Edwart estava incomodado, irritado por tê-la por perto, seu sorriso elevou-se pelo seu rosto quando Edwart saiu correndo a minha trás.
- Foi proposital.
Atiro seu tablet na cama, ela fez essa m***a de propósito, por quê?
- Ela culpa-me pela morte delas.
Delas? Não me recordo dele mencionado mais de uma pessoa que ele perdeu.
- Delas?
Ele caminha para janela do meu quarto que dá acesso a árvore que leva para casa de árvore.
- Eu perdi minha esposa e filha no mesmo dia, todos culparam-me pela mortes delas, os laços familiares foram desfeitos, apenas restando dor, raiva, ódio.
Ele viro seu rosto para olhar-me.
- Eu perdi tudo naquele dia, tudo, eu não tenho ninguém, foi assim por meses, até encontrar você e preencher todo vazio que sentia com esse jeito espontâneo de ser. Seu sorrrio ilumina a p***a dos meus dias, eu gosto de você, da sua companhia, da sua loucura.
- Eu não sei o que dizer.
Passo meus dedos nos meus cabelos, não esperava por isso.
- Perdoa-me por favor.
Ele acomoda-se no canto da cama, arrasto o meu corpo para perto dele, levanto minha mão para tocar seu rosto, eu senti saudades disso, dele, mergulho minha boca na dele suavemente, meu corpo inteiro arrepia-se.
Sim, admito p***a que eu estava com suadades dele, arfo na sua boca excitada, ele pega minha camisa com a intensão de tirá-la.
- Eu não posso.
Sussurro, ele beija meu ombro suavemente.
- Está é a casa do meu pai...
Ele coloca um dedo no meio da minha boca calando-me, seus olhos conectam com os meus, meu pai nunca ia permitir isso na sua casa, eu quero guardar todas as suas memórias, regras intactas.
- Compreendo.
- Ele deixava a porta do meu quarto aberta.
Resmungo sorrindo, Edwart, levanta-se da cama e caminha para ir abrir a porta do meu quarto. Ele tira seu blazer depois o colete ficando apenas de camisa e calças.
- Obrigado pelas roupas, foi um total exagero.
Beija o topo da minha cabeça, enrolo-me como uma bola no seu peito.
- Dinheiro serve para essas coisas, falando nisso, estou 5 milhões mais rica agora.
Seu peito sobe e desce soltando uma gargalhada.
- Você não vai esquecer disso nem?
- Não, agora eu tenho a prova para mostrar ao juiz caso recuse de dar-me pacificamente.
Eu digo mostrando-lhe o tablet.
- Você é terrível senhorita Brook.
Ele diz sorrindo.
- O que? Respeite-me que hoje estou sentindo-me milionária.
Ele bilisca meu braço suavemente enquanto sorri.
- Para seu i****a.
Eu digo a ele.
- Ricos não sentem dor.
- Quem disse isso? p***a eu vou esmagar esse i****a com o punho do hulk.
- Hullk não tem punho senhorita.
- Precisa assistir seus filmes, ele é o homem mais forte, grande, verde, musculoso e h******l, bom lindo mesmos são thor, capitão america, arqueiro, supermen entra na lista, eles são a p***a de um Deus deliciosos.
- Nós estavámos a falar sobre o punho do hulk, aonde esses nomes citados entram na conversa senhorita Brook?
- Eles fazem parte da Marvel, tirando Supermen.
- Isso foi estranho, chamou-lhes de Deuses.
- Eu até poderia dar uns pegas neles, pena que é ficção.
Sorrio, ele está irritadinho.
- Eu estou aqui sabia.
Faz bico de seguida sorrri.
- Durma.
Sussurra, beija meu ombro novamente, fecho os meus olhos, meu corpo inteiro está tranquilo, tudo o que precisava está aqui comigo.