raiva

2774 Palavras
CAPÍTULO 16 SCARLET Fecho os meus olhos, uma, duas vezes, tentando assimilar tudo isso. Eu preciso compreender ao mesmo tempo minha mente implora para não entender, o que estou perdendo? Aonde eu felhei? Por quê? Guio os meus passos rapidamente para fora daquela maldita sala, eu estou sonhando, por quê ele beijaria a irmã da sua esposa? Isso é coisa de loucos, eu preciso respirar, eu preciso respirar. - Scarlet? Ouço a voz do Edwart, ele está correndo, apresso os meus passos para rua, chamo um táxi rapidamente e entro. - Abra a porta Scarlet. Levo um susto por um momento ao vê-lo bater a janela, sua expressão, ele parece estar muito mais assustado que eu, eu sinto muito, sinto muito, mais não consigo olhar, aquela imagem ainda pasa pela minha cabeça repetidamente como um disco que roda incansavelmente. Eu não consigo, enxugo as lágrimas que insistem em descer, eu sinto muito. - Vá. Ordeno ao motorista que de imediato inicia a marcha para longe dele, para longe do seu mundo, longe de tudo. - Scarlet? O que houve? Penny diz atendendo a chamada de imediato. - Ele estava beijando outra mulher Penny, eu vi ele beijando outra. Soluço. - Aonde você está? Suspiro, eu preciso de ar, eu não consigo respirar, encosto minha cabeça no apoio do assento do táxi. - Scarlet??? m***a, respire fundo. Ela resmunga para mim. - Num táxi, eu estou voltando para casa. Resmungo, baixo o vidro do carro, eu preciso de mais ar. - Deixe o GPS activo, Grow virá ao seu encontro. Ela afirma. - Tudo bem. Activo o GPS no meu telefone, encerro a chamada assim que ela confirma-me que está a monitorar a minha localização, olho pela janela as pessoas caminhando animadamente, o mundo as vezes é irónico. Enquanto outros choram, outros vibram de alegria, uma pena que esse não é o meu caso. SMITH - Senhor, senhorita Carlotte pedi autorização para subir. Ouço Collie no interfone, ergo minha sobrancelha surpreso por ela desejar-me ver, o que ela quer aqui? Olho para o relógio mais uma vez, Victor informou-me que o jato particular da Scarlet já pousou e que ela está a caminho daqui, fiz questão de encerrar o meu trabalho cedo para que possamos aproveitar o resto da tarde e noite juntos. - Confirme. Visto o meu blazer enquanto fecho o meu laptop, meu trabalho por hoje está terminado, estou ansioso para saber como foi seu dia tirando as suas inúmeras compras, ela tem um fetíche terminavel por roupas, todas as mulheres tem. Ela? Ela definitivamente enloquece qualquer homem por sua demanda extravagante por compras. - Atrapalho? Viro o rosto para olhar para ela, seus traços familiares faz-me lembrar muito da minha esposa, ela é muito parecida com a minha falecida esposa. - Não, eu estou de saída. Eu informo a ela. - Aquela mulher esquisita é o motivo de estar ansioso? Ela diz praticamente conhecendo a minha resposta. - Scarlet, é o nome dela, e sim. Estou ansioso para vê-la. Eu digo para ela cansado, o que ela quer aqui? - Ela tem nome, deve ser especial. Ela diz debochando. - O que deseja? Tiro o meu telefone do meu bolso, Victor mandou-me uma mensagem avisando que ela está subindo. Por mais que eu esteja interessado em saber o porquê dela estar aqui, meu tempo com ela chegou ao fim. - Depois de tudo que aconteceu com a minha irmã e sobrinha, ver você seguindo em frente em tão pouco tempo de luto, rasga o meu peito de muito raiva e mágoa. Claro que ela veio para me acusar, é o que ela sabe fazer de melhor. - Ninguém sofreu como eu sofri, eu perdi minha esposa e filha. Quantas vezes terei que dizer isso? Eu estive no campo o tempo do acidente, eu vi minha esposa morta, seu corpo completamente desfigurado, eu vi a p***a, eu vi quando aqueles médicos fizeram de tudo para salvar minha filha, ninguém contou-me, enterrei duas pessoas na p***a do mesmo dia, enquanto as pessoas que eu chamava de família apontavam o dedo chamando-me de assassino. Eu continuo sentindo isso. A culpa por não conseguir as trazer de volta. - Eu perdi minha irmã, você a substituiu como se ela não fosse nada, eu estou aqui, sem uma irmã para conversar. - Foi um acidente. Fecho os meus olhos, estou farto disso, toda vez que ela aparece é para jogar na cara que matei seu irmã. - Infelizmente eu tenho que ir. Caminho para levar minha pasta de trabalha, quando viro sinto seus lábios nos meus, choque, seu perfume é o mesmo que ela usava, era o seu favorito, lembro-me claramente ela dizendo que gosta de jasmim. - Senhorita Brook, sua água. Scarlet, afasto-me dela rapidamente, viro o rosto, Scarlet está de pé na estrada da minha sala, eu não saberei como explicar isso, mas eu preciso explicar. - Scarlet. Sigo seus passos, ela entrou no elevador, rapidamente, uso outro que fica noutro lado do corredor. - Victor, não deixe ela ir. Eu digo pelo telefone informando a ele. As portas do elevador abrem-se, saio correndo atrás dela. - Scarlet abra a porta. Bato a janela do vidro do táxi desesperado, ela precisa ouvir-me, isso não é o que ela está pensando. - Senhor, tudo bem? Caminho em passos largos de volta a minha sala, maldição. - Você está sentindo? Dor, desespero, traição, nós confiamos em você, era responsável por ela, fracassou, merece ficar sozinho pelo resto da m***a da sua vida por ter matado minha irmã. Foi proposital? Foi por isso que ela veio? Destruir a única coisa boa que eu tenho, Scarlet é a minha salvação. - Senhor. Victor toca o meu braço impedindo-me de bater nela, levo minha pasta de trabalho, sem muito a dizer, caminho para fora do prédio. Minha cabeça martela para que eu vá atrás dela mesmo sabendo que é mau momento para isso, sei claramente que ela não gosta de ser sufocada, o que eu fasso? Sei o que fazer, ela saiu chorando assustada com a cena que viu, estou muito preocupada que ela esteja na rua nessas condições, não lhe magoei propositalmente, eu prometi protejé-la e nunca magoá-la, mas não cumpri a minha promessa. Eu a magoei, eu nunca quis que isso acontecesse, nós estávamos felizes. Maldito destino por pregar-me essa peça h******l em minha vida, essa é a pior coisa que poderia ter acontecido entre nós, ela foi traída no passado sua ferida está aberta, suas lembranças voltando e incomodando-a, nunca quis magoar-te Scarlet, desculpa-me por isso. - Senhor? Lenvanto minha cabeça completamente derrotado, Victor, dirige o carro em direcção a casa, eu preciso de um pouco de espaço para pensar antes de ir atrás dela. - Penny no telefone. Ela sabe de tudo, imagino que Scarlet tenha ligado para ela, isso significa que está segura, ela provavelmente está a caminho de casa neste momento. Rapidamente, levo o telefone da mão do Victor. - Smith. - Oi, como você está? Surpreendo-me por ela perguntar como estou depois de tudo que aconteceu. - Preocupado com a Scarlet. - Ela está a caminho de casa, não se preocupe com isso, gostaria que explicasse-me o que realmente aconteceu, Scarlet, ligou-me chorando dizendo que você estava beijando outra mulher. Victor, faz um sinal com os seus dedos dizendo para sair do carro, pelo espelho vidro do carro, percebo que chegamos. - Sim, ela viu-me beijando a irmã da minha falecida esposa. Ela solta um suspiro profundo, enquanto isso eu entro no elevador em direcção ao meu apartamento. - Insano, é bem provável que ela esteja muito confusa. - Foi totalmente proposital da parte da Carlotta, é uma história muito longa e complicada. - Estou ouvindo. Acomodo-me no sofá enquanto faço um relato detalhado sobre a Carlotta, não estou acostumando a ser bem tratado nestes momentos, depois do acidente fechei-me completamente, poucas pessoas as quais converso e tenho a total confiança é a m***a do meu advogado, Victor e o Collie. Eles foram os únicos que não me julgaram depois de tudo que aconteceu. - Vou ser sincera com você, neste momento não é bom que apareça aqui, dá-lhe algum tempo para reflitir e acalmar seus nervos, eu conheço-a, alguns dias ela estará apta para conversar. - E o que eu faço nesses dias? - Trabalhar. Trabalhar? Eu não estou apto para trabalhar, preciso conversar com ela hoje, agora. - Não faça isso. Ouço sua voz no outro lado da linha, d***a, ela praticamente leu meus pensamentos. - Eu vou tentar. - Eu tenho que ir. Encerra a chamada, caminho lentamente para o quarto, em cima da cama encontro uma caixa com um bilhete em cima. “ Seja livre, feliz, bondoso, especialmente seja você mesmo como este delicioso vinho, desfrute-o com delicadeza”. Vejo 5 garrafas de vinho branco no interior na caixa, a edição deste vinho é extremamente limitada, apenas uma garrafas dessas vale mais de 5 mill dólares por garrafa. - O senhor, regressou cedo. Irene carrega em suas mãos meus ternos, não me lembro que eles estejam sujos. - A senhorita Brook, comprou-lhe vários ternos, como não cabe tudo aqui, eu vou guardar no quarto no andar de cima. - Ternos? - Sim senhor, muitos deles, todos eles feitas sob medidas como o senhor gosta. Entro no meu closet, abro portas de correr dos armários, pedi a Irene que desse um pouco de espaço a Scarlet para colocar suas roupas, assim ela não precisa carregar uma mala todas as vezes que viesse aqui ao meu apartamento. Ergo minha sobrancelha surpreso pela quantidade de roupas que ela comprou. Ela não só comprou ternos, como também comprou gravatas, relógios, e sapatos novos, não me recordo dela ter mencionado sobre isso. - Victor? - Sim senhor. - Quando ela comprou tudo isso? Pergunto-lhe, ele sabe mais do que ele mesmo diz. - Desculpa-me senhor, eu não sei dizer o certo, ela enviou em nome de uma alfaiataria. Essas roupas ela comprou antes de termos algo, ela pensava em me, preocupava-se comigo, eu eestraguei tudo em poucos segundos, ela está totalmente coberta de razão em não desejar me ver. Em passos lentos, caminho de volta para o meu quarto, Scarlet, o farei nos próximos dias sem você? O travesseiro tem seu cheiro delicioso, as memórias divertidas que passamos nas últimas semanas passam na minha mente como um filme. Ela tem um jeito louco e doce de ser, essa combinação perigosa deixa-a mais encantadora que o normal, ela é especial, nunca cansativa, sabe como aproveitar seus dias apesar das suas compras excessivas de assessórios, nessa parte ela é como todas as mulheres. - Senhor, seu jantar está na mesa. Diz Irene entrando no meu quarto. - Pode ligar para Scarlet? Eu quero saber como ela está. Sossurro tentando convencendo-me que isso é a coisa certa a fazer, eu não posso ficar aqui parando enquanto ela pensa o pior de mim. Rapidamente, levanto-me da cama, pego a minha carteira e as chaves do carro, não, eu vou chamar um helicóptero. - Senhor? Eu não vou deixar você fazer isso. Ouço a voz do Victor atrás de mim, eu vou fazer isso, quero ver ele impendindo-me. - Não faça isso senhor. Abro a porta do meu carro. - Eu não vou deixar ela pensar o pior de mim. - Seja paciênte senhor, Penny vai conversar com ela. - Ela é tudo o que tenho, não vou lhe deixar ir. Suspiro, d***a, desde quando eu sou assim? - O senhor, conhece ela, no estado em que ela encontra-se, a conversa não será muito satifastória. Não, ele tem razão, ela é muito esquentada para desejar-me ouvir neste momento, o que eu faço a p***a da minha dor? - O que eu faço? Questiono voltando para o meu apartamento, ele parece muito grande, a solidão será novamente a minha companhia. - Durma, amanhã teremos novas informações dela, quem sabe ela estará mais calma para conversar com o senhor. Dormir? Ele é muito louco, eu não vou conseguir dormir sem ter notícias delas. - Senhor, preciso da autorização para ter acesso aos videos de segurança da sua sala. - Os videos do momento em que tudo aconteceu. Sossurro, ele é um genio, com os videos na mão ela vai acreditar em mim. Provas, ela não confia nas pessoas, por isso as provas são cruciais nestes momentos. - Sim Victor, pegue tudo que precisar. - Sim senhor. Caminho lentamente para a sala do ginásio, preciso diminuir adrenalina, ansiedade, eu preciso sobrecarregadar o meu corpo até ao máximo, assim, eu parro de pensar nela, mesmo que seja por um segundo. Desperto com o som do meu telefone, rapidamente alcanço o telefone, nome na tela Cecília, suspiro fundo decepcionado, clico a tela deixando-o em silêncio. Abro meu closet, supreendendo-me com as roupas novas, queria que você estivesse aqui, ajudando-me a vestir com seu sorriso encantador, seu mau humor reclamando do dia ter iniciado muito cedo. Sim, eu sinto saudades disso também nela. - Senhor, bom dia. - Bom dia Irene, por favor, apenas um copo de suco. - Senhor, precisa comer. Ela diz colocando num pranto de comida a minha frente, ela preparou um banquete de frutas, abro o ecrã do meu telefone, é o Collie avisando que a Cecília está na empresa reclamando por que não tem autorização para subir. - Obrigado pelo café. Dou um gole rápido na minha bebida, enquanto espero Penny atender minha chamada. - Senhor Smith, bom dia. - Bom dia Senhorita penny, alguma notícia? Caminho lentamente até o elevador, espero que a Scarlet, esteja mais calma e apta para conversar comigo, mesmo que seja por breves minutos. - Não, infelizmente. Dei-lhe um sedativo antes de sair para o trabalho, espero que na minha volta ela esteja acordada e disponível para conversar. - Disponível? Questiono passando minha mão direita na minha testa, isso é a coisa mais louca que poderia ouvir deste momento, acomodo-me lentamente no assento do carro, de imediato uso o cinto de segurança. - Scarlet, não é uma mulher espontânea, será um processo falar sobre como ela está sentindo-se. Balanço minha cabeça para Victor o cumprimentando, Scarlet é uma mulher reservada, apesar de ser uma menina sorridente, eu sei que seu coração está muito quebrado. - Tudo bem, estarei fora do estado por dois dias, provavelmente esse tempo será suficiente. - Espero que si..., tenho uma emergência. Ouço várias vozes do outro lado da chamada, termino a chamada rapidamente, ela mesma disse que tem uma emergência de trabalho. - Senhor? Levanto o rosto para olhar no retrovisor. - Bom dia, conseguiu os videos? Eu pergunto ao Victor. - Concluindo as edições, deixando apenas as partes necessárias. Ele diz informando-me. - Perfeito, obrigado pela ajuda da noite anterior. Eu digo agradecendo., eu teria feito muita bestera na noite de ontem, e ajuda dele foi de grande necessidade. - Disponha senhor. Scarlet, expiro fundo enquanto abro o ecrã meu telefone para verificar a minha agenda diária, reunião fora do estado, m***a esqueci-me totalmente disso. - Edwart Smith, como ousa banir minha entrada da sua empresa. Cecília, d***a esqueci-me completamente de resolver isso. - Minha namorada não gosta de você, apenas estou envitando conflitos com ela. Guio-a para uma cafeiteria ao lado, se a Scarlet encontrar-me com ela eu não sei como as coisas poderiam terminar. - Está com medo dela? Ela pergunta no tom de deboche. - Não, eu apenas não quero conflitos. Informo a ela. - Edwart, isso é um absurdo, nós temos algo. Ela diz fazendo-se de vítima. - Cuidado, eu avisei-lhe que não pretedia nada sério consigo. Eu digo a ela, novamente olho para tela do celular, meu transporte chegou. - Sinto muito, eu preciso trabalhar. Eu digo. - Procure um dia adequando para conversamos. - Meu secretário, entrará em contacto nos próximos dias. Saio da cafeitaria o mais rápido que consigo. - Senhor, bom dia seu transporte está pronto. Sérgio diz para mim. - Nosso, você vai comigo, Keal? Pergunto por ele, maldito advogado some nas horas importantes. - Atrasado senhor. Ele informa-me. - Cheguei, cheguei. Keal diz brevemente. - Vamos antes que eu mande você para rua. Uso o meu dedo anelar para acessar o topo do prédio onde o nosso transporte está nos esperando. - O que você tem? Ou melhor o que aquela louca da sua namorada fez para você? Ele pergunta-me preocupado. - Ela precisa ouvir você chamando-a de louca. Sorrio imaginando ela soltando muitos palavrões insultando-o com aquele jeito louco de deixar as pessoas desconfortáveis. - Ela não faria isso. Solto uma gargalhata alta, ele é um i****a. - Seu i****a, ela não faria isso. Ela faria sim.
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR