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Paixões secretas, amores impossíveis

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Sinopse

"Sempre juntos" é o lema dos filhos das famílias Sotelli e Stewart e isso vai desde a momentos felizes quanto a momentos tristes. Quando durante a a******a da festa de aniversário da cidade, os filhos dos casais Sotelli e Stewart, se envolvem em uma confusão, onde também acabam envolvendo seus respectivos chefes e colegas de trabalho, todos acabam passando a noite na prisão, deixando eles ainda mais próximos. Mas essa união se torna ainda mais forte quando um acidente grave envolvendo as famílias acontece, forçando-os a serem o apoio um do outro, assim despertando paixões secretas, amores escondidos e impossíveis.

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01
Os casais de amigos Sotelli e Stewart tinham sido pais maravilhosos para seus filhos e dignos de todos os elogios que eram lhes direcionados pelo jeito que tinham educado cada um deles e os transformado em jovens incríveis. Agora todos adultos e seguindo seus próprios sonhos e caminhos, davam aos pais a sensação de dever cumprido, apesar deles saberem que seus filhos ainda iam precisar muito deles. Christian e Anne tinham formado uma família linda, constituída por cinco filhos lindos e maravilhosos, apesar de morrerem de saudades de Thomas, que há um ano tinha viajado para correr atrás de seus sonhos, estavam felizes com as conquistas do filho que logo estaria de volta ao leito familiar. Enquanto isso, os outros quatros seguiam suas vidas como também desejavam, com as profissões que escolheram seguir, mas sem desgrudar dos pais, por quem eram apaixonados e muito apegados. Além do casal Sotelli serem pais orgulhosos, o casal Stewart também estavam orgulhosos das duas filhas que tinham, apesar da diferença gritante entre as duas, Amelie e Lizzie eram garotas incríveis e apaixonadas pelos pais. Henry e Marina tinham feito um ótimo trabalho em educar as filhas, apesar de Lizzie ser uma jovem mais espirituosa que Amelie, que era a calmaria e romantismo em pessoa, e que esperava ansiosamente a volta do seu grande amor, mesmo ele deixando claro que não podiam ser mais que amigos-irmãos. Os anos tinham sido bastante gentis com Christian, que agora com seus quase 66 anos, continuava lindo e sedutor. Os anos dedicados a uma boa alimentação e exercícios físicos o fizeram envelhecer com uma aparência saudável e jovem, fazendo as pessoas desacreditarem que de fato ele tinha aquela idade, o mesmo acontecia com Henry, que não demonstrava ser um coroa no auge dos seus 65 anos. E o hábito saudável dos amigos tinha passado para seus filhos, que não tinham medo de acordar cedo e praticar corrida pela fazenda, assim como nos dias mais quentes, faziam natação. O mesmo havia acontecido com suas esposas, que chamavam a atenção por onde passavam e poucos acreditavam que já eram mães de filhos adultos, o lado bom de ser mãe jovem era esse, às vezes eram confundidas como irmãs de seus filhos, o que às vezes causava um pouco de ciúmes em Henry e Christian, mas nada exagerado que pudesse causar discussão entre os casais. — Bom dia, amor! — Christian deixou um selinho nos lábios de Anne, que terminava de arrumar a mesa do café da manhã. Quando entrou na cozinha completamente suado, foi acompanhado por seus quatro filhos, que também cumprimentaram a mãe. — Bom dia, meu amor e minhas vidas! Vocês demoraram hoje, estão em cima da hora. — Reclamou. — O tio Henry e o papai nos levou por um percurso mais longo hoje. — Lucca disse, puxando sua mãe para um abraço. — Eu adoro seus abraços, grandão! Mas você está todo suado, não faça isso. — Lucca riu, deixando mais um beijo na testa de Anne, demonstrando todo o seu carinho por sua mãe. — Meninas, não demorem muito, tenho que chegar mais cedo na escola hoje! — Gritou, vendo as três fazerem uma algazarra enquanto se dirigiam aos seus quartos. — Isso significa que hoje terei que tomar banho sozinho? — Christian reclamou. — Infelizmente sim, meu amor, e também seja rápido, preciso que venha comigo, hoje a sua presença é essencial na escola. — Pediu sorrindo, o que fazia Christian sempre se render aos seus pedidos. — Fechamento do mês? — Ela assentiu. — Tudo bem, em dez minutos estarei pronto. — A beijou novamente, antes de seguir para o quarto. Com a vinícola de Henry e a fábrica de lacticínios de Christian sendo as primeiras grandes empresas de Cattleya, nome que o povoado São Valentim ganhou ao se tornar uma grande cidade, eles e suas famílias se tornaram pessoas bastante conhecidas, o que não agradava muito ao Sotelli, que não gostava de ser o centro das atenções. Assim, seus filhos também eram conhecidos em toda a cidade, não apenas pelo sobrenome que carregavam e por toda a riqueza que herdariam, mas sim pela beleza e pelos exemplos de jovens bem sucedidos que haviam se tornado. Amelie substituiu Henry na vinícola e era responsável por tudo, mas claro que ainda precisava da supervisão do pai, que planejava torná-la uma grande empresária de sucesso e ela levava jeito para o cargo, era pulso firme e não baixava a cabeça para ninguém, nem para mulheres e muito menos para homens. Apesar de sua aparência delicada e ser conhecida pela sua calmaria e doçura, ela tinha talento e vocação para liderar uma grande empresa. Lizzie, sua irmã mais nova, seguindo o exemplo da irmã, recém-formada em administração, era sua assistente e há quase um ano tinha mentoria da irmã sobre tudo relacionado à vinícola. As duas eram os maiores orgulhos de Henry e Marina. — Eu não sei se conseguirei fazer o mesmo percurso que fizemos hoje, papai. Estou com uma leve dorzinha no tornozelo. — Lizzie disse, ao se juntar aos seus pais e irmã à mesa. — Eu concordo com a Lizzie, corremos quatro quilômetros a mais que o de costume, estou com as panturrilhas doloridas e se a sua dor persistir é melhor ir logo ao médico, Lizzie, pode ter lesionado. — Amelie disse. — Você e o Christian querem transformar nossos filhos em maratonistas, Henry? — Marina perguntou, encarando seu esposo. — Claro que não, só queremos que cheguem a nossa idade com a disposição e saúde que nós temos. E quanto ao seu tornozelo, princesa. Se continuar doendo diga que a levarei ao médico. — Henry disse. — Preciso que você me deixe na escola hoje, o meu carro ainda não saiu da oficina. — Marina pediu. — Vai com o meu, mamãe. Eu pego uma carona com a Amelie. — Lizzie deu de ombros. — Ou pega o meu! — Amelie riu. A esposa de Henry, tinha se juntado a Anne na escola e era secretária, auxiliando a amiga na diretoria da escola, sendo seu braço direito e esquerdo. Jenna, filha de Sarah, que trabalhou durante vários anos como babá dos filhos dos Sotelli, não se tornou uma modelo famosa como planejava quando era criança, mas sim uma professora infantil, bastante conhecida pelos seus métodos de alfabetização, amada e respeitada pelos alunos e pais das crianças. Jenna com seus 32 anos, era uma mulher linda, carinhosa, gentil e simpática, ainda não havia casado, algumas decepções amorosas a fez desistir do matrimônio, mas já tinha realizado o sonho da casa própria e morava na cidade, bem próximo à escola, mas sempre visitava seus pais na fazenda, onde continuavam morando no mesmo lugar. Sarah e Josué, agora aposentados, desfrutavam apenas da companhia um do outro e aos domingos, se juntavam aos amigos na casa de Christian e se divertiam com os filhos, que mesmo crescidos, brincavam da mesma forma como quando eram crianças. Jason também não seguiu os seus sonhos de menino e não se tornou um médico talentoso, ele seguiu o exemplo de Josué e Christian, seus maiores ídolos, e ficou no lugar do seu pai na fábrica. Estudou muito para conseguir chegar no cargo que ocupava de diretor e trabalhou arduamente para ter a confiança de Christian e se manter na empresa. Recentemente Jason tinha recebido a tarefa de treinar o filho do chefe e transformá-lo em um profissional como ele, como foi dito por Christian no primeiro dia de trabalho de Lucca, seu filho caçula. No entanto, Jason não se intimidou diante daquela responsabilidade, ele cresceu junto com os filhos Sotelli e trabalhar com Lucca era pra ele uma grande felicidade pela amizade que tinham. Porém, como nem tudo são flores, existia uma Sotelli que adorava roubar a sua paciência e o deixava sempre furioso e essa Sotelli era uma das gêmeas, a mais danada de todos os cinco filhos de Anne e Christian. Cristal, que também trabalhava na fábrica, era uma profissional responsável e exercia o seu trabalho com maestria, mas o seu hobby favorito era infernizar a vida de Jason. — Senti falta de você hoje na nossa corrida matinal, o que houve? Perdeu a hora? — Lucca perguntou, ao entrar na sala de Jason. — Não, só não estava com cabeça para encontrar a sua irmã. Ela ontem roubou toda a minha paciência. — Lucca riu. — A Cristal adora tirar as pessoas do sério, mas parece que com você as coisas são mais pessoais? O que existe entre vocês dois para brigarem tanto? — A Cristal é uma peste, acredito que ela nasceu para me deixar louco ou o pecado que eu cometi na minha vida passada foi muito grave e ela foi enviada para me fazer pagar por ele. — Bufou irritado e Lucca riu. — Eu acho que no meio dessa implicância toda, tem um sentimento mais forte, doido para ser liberado. — Lucca disse. — Do que está falando? — Estou dizendo que no fundo, essa briga de vocês é só um meio de dizer que se gostam e quando isso acontecer, não vão conseguir controlar o amor que sentem um pelo outro. — Respondeu. — Você bebeu? Isso não faz nenhum sentido. — Eu não bebo e não vou falar mais nada, apenas aguardarei os próximos capítulos dessa novela. — Jason negou. — E a sua novela com a Amelie? Como anda esse enredo? — Estacionado. Inexistente. Sem chances de andamento. — Disse, mudando sua expressão, ficando triste. — Ela ainda continua esperando pelo Thomas? — Sim! Ele chega em duas semanas, ela só fala nele. O Thomas é o meu irmão, mas eu não aguento mais ouvir o nome dele. Por que eu tinha que me apaixonar pela garota que é apaixonada pelo meu irmão? — O amor é assim, meu amigo. Uma verdadeira loucura sem explicação. Mas você acha que ele vai ficar com ela quando voltar? — Sinceramente? Eu acho que não. Algo me diz que a Amelie vai sofrer muito com a volta do Thomas. — E se isso realmente acontecer, espero que você saiba aproveitar esse momento. — A porta da sala de Jason foi aberta imediatamente. — Olá rapazes! A fofoca é sobre o que? — Cristal entrou na sala de Jason, sem bater. — Você não sabe bater antes de entrar, não? Eu tenho certeza que essa não foi a educação que o tio Christian e a tia Anne te deram. — Jason reclamou e a jovem apenas revirou os olhos. — Eu vou fazer uma ronda pela empresa, boa sorte com o seu carma diário e você, sua maluquinha, pega leve com o Jason, não tira a paciência dele, o dia acabou de começar. — Carinhosamente, Lucca deixou um beijo no topo da cabeça da irmã e saiu da sala do amigo. — O que você quer? — Jason perguntou friamente, mantendo-se sentado. Cristal sorriu. Sua cara era de quem estava prestes a aprontar, então ela se aproximou dele. — Eu vim trazer a lista de materiais que está sem estoque no laboratório de análises. Mas o que eu queria mesmo era provar dessa sua boca reclamona. — Jason engoliu seco com sua aproximação. — Vai ficar querendo! Já fez o que veio fazer, então agora me deixe trabalhar. — Droga, Jason! Por que tanta resistência assim? Eu não sou boa o suficiente para você? — Se afastou um pouco dele. Jason se levantou e a encarou. — Você é problema, Cristal. E eu não quero problemas para a minha vida. — Respondeu seco. Ela era suficiente para ele, no entanto ele sentia-se insuficiente para ela . — Eu quero ver até onde você vai conseguir resistir ao sentimento que tem aí dentro. — Apontou na direção do coração dele, em seguida saiu, batendo a porta. — Do jeito que você me tenta, não irei muito longe. — Disse, passando as mãos entre os cabelos, tentando se acalmar. Se apaixonar pela filha do chefe não estava nos planos de Jason, mas como o destino é imprevisível e cheio de surpresas, ele era completamente apaixonado por Cristal e tentava esconder de todos os seus sentimentos, mas era uma tarefa quase impossível, já que todos desconfiavam do que ele sentia pela filha de Christian. Enquanto Cristal tentava de todas as formas chamar a atenção de Jason, Esmeralda tentava ser invisível ao seu mentor na clínica, mesmo sabendo que isso era impossível. Sebastian Guzmán era o seu maior desafio, um homem sério, grosso e frio, ele parecia estar sempre de m*l-humor e descontava tudo nela, deixando-a responsável por tarefas bobas, que a deixava sempre bastante estressada, tudo que ela queria era poder atender os pacientes e participar de cirurgias, afinal, era para isso que ela tinha se formado. — Por que você está andando pelos corredores da clínica como se tivesse cometido um crime? — Esmeralda saltou em um pulo assustada por ser pega de surpresa. — Dominic, seu filhote de urso, você me assustou. — Reclamou, dando um leve tapa no ombro dele. — Está tentando fugir de novo do doutor Guzmán? — Perguntou rindo da jovem. — Já estou cansada de contar pílulas, separá-las por cores ou ter que catalogar todas elas. A minha formação é cirurgião oftalmologista e não farmacêutica. — Bufou irritada. — Será que você sobrevive a essa residência? — Perguntou. — Eu não sei, se continuar assim, acredito que não. — Disse. — O doutor Guzmán se acha o sabichão, mas não passa de um chato, egoísta, egocêntrico, frio, calculista, irritante, grosso, prepotente e um mandão dono da verdade. — Você esqueceu o exigente também! — A voz que soou atrás da jovem fez a mesma sentir seu corpo gelar por completo e se pudesse sumir em um piscar de olhos, ela faria. Aos poucos, elas girou seu corpo, encontrando o gigante monumento, com seus 1,88 cm de altura e seus olhos negros, que pareciam observar até a sua alma. — Doutor Guzmán? — Sua voz saiu trêmula e em sussurro. — Senhorita Sotelli, pelo que vejo, anda com bastante tempo livre, por favor me acompanhe e você, enfermeiro Walker, volte para seus pacientes, com certeza deve ter algum precisando de seus cuidados. — Dominic assentiu e seguiu na direção contrária deles. Esmeralda sabia que falar de Sebastian daquela forma lhe traria algumas complicações e que pela ética trabalhista e também pela educação que tinha recebido, aquilo não era nada certo, no entanto, o médico roubava toda a sua paciência e estava pronta para receber suas advertências. — O que você fez não foi nada ético, senhorita, Sotelli. Imagine que ao invés de mim, o diretor da clínica a ouvisse falando m*l de um colega de trabalho, podia dizer adeus a sua residência e até mesmo a sua carreira, ficaria manchada para sempre. Aliás, o que diria se fosse totalmente ao contrário e ouvisse eu falando m*l de você pelos corredores? — Perguntou. — Nada, o senhor não precisa da minha ausência para falar m*l de mim, sempre me diz coisas desagradáveis, então não precisa falar m*l de mim para os outros e se fizer isso, pouco me importa, desde o primeiro dia de residência aqui na clínica, o senhor já tinha uma opinião formada sobre mim, mesmo sem me conhecer, ouvi-lo falar m*l da minha pessoa para outras pessoas não iria me surpreender de forma alguma. Então já pode me dar as minhas advertências, eu sei que elas já estão prontinhas em sua mente, aliás, eu acredito que esse seja o seu dever de casa: planejar o que vai fazer comigo no dia seguinte. — Sebastian Cruzou os braços e a observou falando. — Você é muito m*l educada, sabia? — Continuou encarando o homem. — Não, senhor Guzmán. Eu não sou m*l educada, meus pais me deram uma educação excelente, só que eles me ensinaram a não abaixar a cabeça perante nenhuma pessoa, eles me ensinaram que ninguém está superior a mim, assim como não sou superior a ninguém, e mesmo que esteja aqui como o meu chefe, eu não vou deixar que me diminua por ter um cargo maior que o meu. O senhor também passou por esse processo e talvez esteja descontando o que passou em mim. — Respondeu. — Você é audaciosa, senhorita Sotelli, mas isso nem sempre é bom, pode lhe trazer sérios problemas. Você sempre vai encontrar alguém que irá bater de frente com você e talvez não encontre alguém tão tolerante como eu. — Disse. — Eu saberei enfrentar todos que vier de cabeça erguida. — Respondeu. — Ótimo, então pode começar organizando todos esses prontuários por ordem alfabética, eles devem estar prontos até o fim da tarde. — Abriu um armário cheio de pastas e todas estavam bagunçadas. — Claro, doutor Guzmán! Ficarão prontos antes disso. — Respondeu, indo em direção ao armário. Em seguida, Sebastian saiu de seu consultório, deixando-a sozinha. — É uma bela peça, Charlotte, mas ainda tem que melhorar o seu traço, continua um pouco grosso e está usando muita força para desenhar. Lembre-se, a leveza nas mãos é o segredo. Mas continue com o projeto, será um belo vestido. — Ela sorriu. — Obrigada, senhor Boutin. — Agradeceu. — Já lhe disse para me chamar apenas de Pierre. — Lembrou. — Desculpe, mas é hábito, eu não sei se conseguirei chamar o senhor pelo seu nome. — Hábito de chamar as pessoas mais velhas assim? — Brincou. — Não só isso, mas o senhor é meu chefe e meu superior, acredito que isso seja algo que pede que eu o trate com mais respeito. — Ele sorriu. — Nem temos tanta diferença de idade assim e acho que além de seu chefe eu seja um amigo, então, não leve as etiquetas tão a sério. Mas lhe darei um tempo para se acostumar, podemos começar assim, aqui no ateliê você me chama como sempre chamou e fora daqui me chame apenas de Pierre, tudo bem? — Ela assentiu sorrindo. — Aliás, sem essa de superior, eu nunca gostei disso, gosto de deixar claro para meus funcionários que somos iguais, sem essa de superior. Certo? — Charlotte sorriu e assentiu, o jeito dele lembrou o seu pai. — Ótimo, agora qual é a minha agenda para hoje. — Perguntou. — Bom, o senhor só tem uma cliente hoje, às 10:30 horas. — Respondeu. — Só uma cliente? A semana estava tão cheia, quase não tínhamos tempo para almoçarmos e hoje apenas uma cliente. — Sim, a semana foi bastante corrido, mas isso tem uma explicação. A festa da cidade começa hoje e teremos dois dias de festa, por isso a procura foi tão grande. — Explicou. — Festa da cidade? Então aquele alvoroço todo era por causa de uma festa e não por causa do meu talento como design? — Reclamou, como se tivesse magoado. — Claro que não, o seu talento é o motivo de todas as mulheres de Cattleya o procurarem, elas queriam estar bem vestidas e com modelos exclusivos. — Ele sorriu largo. — Você é a assistente que eu pedi a Deus, sabia? — Só disse o que eu penso sobre o senhor e sobre o seu trabalho. — Você é muito gentil, Charlotte. Sendo assim acho que teremos algum tempo para que eu te ensine algumas coisas sobre os traços dos croqui que parece ser seu maior desafio e depois, para comemorar o sucesso do ateliê podemos almoçar juntos, o que acha? — Mas almoçamos sempre juntos. — Sim, mas almoçamos aqui mesmo, estou falando de irmos almoçar em um bom restaurante e depois eu lhe dou a tarde de folga, acredito que como uma cidadã de Cattleya, você participe das festividades. — Pierre era gentil e um chefe adorável. — Sim, o meu pai é um dos maiores produtores da cidade e temos que participar sempre, somos patrocinadores das atrações que participam da festa também. — Revelou. — Isso está me parecendo bastante interessante, acho que irei dar uma olhada no que acontece nesta festividade local. — O senhor não vai se arrepender. — Falou animada. Cattleya estava completando seus 20 anos e todos os anos era comemorado o aniversário da cidade com uma festa dedicada a agricultura e cultura daquela região, que seguiu com os costumes do povoado que deu origem a cidade e as famílias Sotelli e Stewart eram nomes bastante conhecidos, não apenas por suas doações, mas também por estarem sempre envolvidos nas programações e seus filhos eram conhecidos por terem crescidos fazendo parte da festa. E logo todos estariam reunidos para a a******a das festividades em mais um ano de Cattleya.

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