NORA Eu dormi todo o voo. Pelo menos, é isso que Zé disse quando pousamos em solo brasileiro e seus dedos acordaram-me com carícias, toques suaves que não contrastaram com a sua expressão carrancuda e áspera, mas que não recusei. — Vai me dizer o verdadeiro motivo de voltarmos? — Questiono, assim que a porta do carro se fecha e temos um segundo antes que Tobiah e o motorista nos alcancem. — Estava na programação. — Não é verdade, tínhamos mais um dia, no mínimo. Algo deve ter acontecido. — Além do seu sumiço, quer dizer? Antes que eu tenha a chance de abrir a boca, Tobiah abre a porta do passageiro seguido do motorista e ambos ocupam os bancos da frente, como não existe nenhum bloqueio para garantir a nossa privacidade, opto por manter a boca fechada. Eu não sei quanto tempo pa

