NORA A volta para o hotel leva menos tempo do que imaginei e quando cruzo a porta do meu quarto, dou de cara com as minhas malas alinhadas rente a cama. — O que é isso? — Questiono, porque mesmo no escuro, sou capaz de sentir seu cheiro. — Zé? — Estamos voltando para casa. — As palavras são sussurradas e no canto da parede, próximo à janela, posso ver a cortina de fumaça e o seu perfil de lado. Ele está provavelmente observando a movimentação que aumentou desde que saí, a música consegue se infiltrar pelo cômodo mesmo com o vidro fechado. — Estamos? Quando? — A postura dos seus ombros somado com o fato de que ele ainda não questionou a minha saída me preocupa, mas, ainda assim, arrisco um passo na sua direção. — Em 30 minutos, o meu piloto já está nos esperando. Paro. — O quê? Por q

