CAPÍTULO 113

1281 Palavras

NORA O cheiro estéril do hospital me envolve assim que entro no corredor. Meu coração acelera, não só pela preocupação com minha mãe, mas por saber que ele também está aqui. José Luiz. Meu Zé. O homem que não posso ter... pelo menos não à luz do dia. Caminho apressada, tentando não pensar em como meu mundo virou de cabeça em tão pouco tempo. O quarto onde minha mãe descansa está silencioso. Ela dorme, respirando calmamente, e isso me alivia. Meus dedos percorrem sua mão, fria, mas estável. Sempre fui mimada, protegida, mas nunca desfiz do seu esforço, mesmo quando ela me deixou sozinha e partiu para outro país. Eu entendi na época e entendo agora, até porque isso nos levou até Zé. Sempre considerei nossa relação boa, mas não sei como lidar com ela agora. Deixo um beijo em sua testa, prom

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