NORA Sou uma infinidade de coisas, contudo, definitivamente, não a menininha imatura que ele está descrevendo. Por isso e apenas por essa razão, arremesso o primeiro objeto que encontro em seu rosto, torcendo para que machuque sua pele bronzeada e deixe minha marca lá. — Vai continuar agindo como uma criança ou podemos conversar!? — Grita, se esquivando, cobrindo o rosto para se defender, mas me dando um deslumbre das pupilas enraivecidas. Estremeço, dando um passo para trás, batendo as costas na porta do banheiro. — Não quero conversar com você, José Luiz. —Finjo imparcialidade, desviando do seu olhar intenso. Ele rosna, avançando na minha direção como um touro brabo e sem freio. Tento dar mais um passo pra trás, mas é em vão. Não há escapatória. — Zé...— O chamo pelo apelido carinho

