CAPÍTULO 84

311 Palavras

NORA Eles precisam de sangue. Muito. O único problema é que é de um tipo raro e eles não têm no estoque. Zé corre risco se não conseguimos o sangue. — Você checou com os outros hospitais? —Os olhos de Evelyn se desviam para os da filha, mais uma vez, embora eles estejam mais duros e irritados que antes. Então ela suspira e massageia a têmpora. —É claro que fiz, Isadora. Pelo o amor de Deus, tenho mais de uma década de carreira! O corredor fica em silêncio, os funcionários ignorando o clima tenso e as farpas que as duas estão trocando. Eu caio na parede, deslizando até encontrar o chão. — O que está fazendo? —Isa questiona, mas não ergo a cabeça, apenas puxo os joelhos até a altura do meu peito e fico lá. — Eu não sabia que a situação dele era tão grave. — E não sabia mesmo

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