O alarme o arrancou do sonho. Vladimir levantou meio-desorientado, estendeu a mão até o seu criado mudo na intenção de desligar o despertador, mas no meio do gesto a sua mente compreendeu a origem do som, e uma descarga de adrenalina o acordou totalmente. Era o alarme da casa, alguém havia invadido a sua propriedade. Mas furioso que amedrontado, acendeu o abajur, pegou o celular e discou para a polícia. Enquanto completava a ligação, levantou rapidamente, pegou a calça do pijama jogada aos pés da cama, as vestiu e saiu do quarto — com nada além da sua indignação para protegê-lo. No corredor, lançou um olhar para a porta do quarto de Perpétua, pensou na possibilidade de ir até lá para verificar se a mulher estava bem. Porém, dando voz a sensatez — ou parte dela — constatou que provavelm

