Pré-visualização gratuita Amor bandido
Eu já fui muitas coisas.
Filha rejeitada.
Refém.
Objeto de obsessão.
Símbolo de um amor doente.
Passei três anos vivendo com o homem que me destruiu, me moldou, me confundiu — e, de alguma forma torta, me fez sentir. Luan era caos. Era dor. Era um abismo que me puxava e, mesmo assim, eu mergulhava.
Mas o que ninguém vê é que o verdadeiro inferno começou antes. Quando minha mãe me expulsou. Quando minha voz foi silenciada. Quando percebi que ninguém viria me salvar.
Fui violentada, traída por quem eu mais confiava, sequestrada por quem eu chamava de amiga, e esmagada por verdades que tiraram o pouco que restava da minha identidade. Nem meu pai... era meu pai.
Agora, tudo o que me sobra são os estilhaços. Um corpo marcado, um coração em ruínas... e a esperança frágil de que ainda exista algo depois da dor.
Quero descobrir quem sou.
Quero tentar amar sem me perder.
Mas e se eu só souber amar do jeito que machuca?
Essa não é uma história sobre amor.
É sobre sobrevivência.
É sobre recomeçar — mesmo sem saber como.
Helena já conheceu o inferno — e sobreviveu a ele.
Expulsa de casa pela própria mãe, marcada por abusos e traumas que a roubaram da própria juventude, ela foi obrigada a viver sob o mesmo teto que Luan, o homem que destruiu sua alma e a transformou em refém de um sentimento doentio. Entre ameaças, carícias confusas e noites insones, ela criou laços com seu algoz... laços que pareciam amor, mas doíam como prisão.
Durante três anos, sua vida foi um labirinto de medo, silêncio e Síndrome de Estocolmo. Mas nada a prepararia para as revelações que vieram depois: seu pai nunca foi seu pai, uma gravidez inesperada a pegou de surpresa e sua melhor amiga — até então seu único porto seguro — revelou-se obcecada pelo mesmo homem e a sequestrou, levando embora sua última chance de paz.
Agora, com um coração estraçalhado e um corpo marcado por cicatrizes invisíveis, Helena tenta algo novo: descobrir quem é sem dor, sem correntes, sem Luan. Tentar entender o que é o amor... sem medo.
Mas será que alguém que só conheceu o amor machucando consegue, enfim, encontrar um que cure?