Chegamos em casa já ao cair da noite. O céu ainda estava tingido de laranja e rosa, mas as primeiras estrelas começavam a aparecer, marcando o fim de um dia perfeito. O silêncio da rua era acolhedor, e, enquanto eu dirigia, sentia o cansaço do dia começando a pesar, mas de um jeito bom, como se cada risada e cada momento de diversão tivesse me preenchido de uma forma nova. Kaique olhou para o banco de trás e viu Miguel, já dormindo profundamente, com a cabeça encostada no vidro da janela, os pequenos respiros suaves e o sorriso inocente no rosto. — Ele dormiu rápido, hein? — comentou Kaique, com um sorriso carinhoso, observando o menino com o coração cheio. — Depois de correr na praia o dia todo, não tem como. — respondi baixinho, mais para mim mesma. — Eu também estou morrendo de so

