Quando ele perguntou por que — muito chocado e sem entender de onde vinha uma mudança tão radical —, eu expliquei com as palavras mais simples do mundo: era hora de tudo seguir o seu curso, e o melhor que a protagonista podia fazer pelo namorado fantasma dela era deixá-lo descansar em paz. Tentar prendê-lo à casa, ou ressuscitá-lo no corpo do melhor amigo dele que estava em coma e prestes a morrer, só manteria as coisas estagnadas… não só para ela, mas para o rapaz morto. Pareceu-me que aquela era a melhor forma de resolver tudo — mesmo que não fosse o final perfeito e ideal para aquela história de amor sobrenatural que havia me custado tanto desenvolver. Eric não recebeu a ideia com bons olhos — mas eu não me importei. Eu tinha que deixá-lo ir. Não havia outra forma de seguir em frent

