A primeira coisa que se ouviu foi o rosnado do leão, mais gutural e quebrado, muito diferente do dos lobisomens, que rastejava pelo chão. A sombra veloz da fera saltou sobre as máquinas inativas e se lançou contra Alexander com um grito meio rugido, meio voz humana. O lobo o recebeu contra o peito, exatamente como Rex havia parado Álvaro uma vez, e eles caíram juntos, lutando selvagemente. Eles saíram do meu campo de visão, embora fosse muito claro que estavam rolando no chão de cimento brutalmente, trocando socos, mordidas e golpes de garra. O ar logo se encheu de pelo voando, o traço mais visível da luta deles. Ficar de pé para continuar assistindo teria sido um erro grave; os sons do confronto deles chegavam até mim, e isso já bastava para eu sentir medo. — VOCÊ JÁ ESTÁ MORTO, CACHORRO

