Melinda Narrando Sentamos no sofá lado a lado. O silêncio que se formou entre nós não era desconfortável, era pesado. Elijah me olhava com atenção, os cotovelos apoiados nos joelhos, as mãos entrelaçadas. Ele respirou fundo antes de falar, como se estivesse se preparando para ouvir algo que já sabia que iria doer. — Me conta tudo — pediu, a voz baixa. — Desde o dia da sua demissão até o dia em que você foi embora. Fechei os olhos por um segundo. Meu peito apertou. Reviver aquilo não era fácil, mas eu devia a ele a verdade. A mim também. Respirei fundo e comecei. — No dia da minha demissão, assim que eu cheguei no atelier, a Maison já mandou me chamar — falei devagar. — Nem me deixou sentar. Ela foi direta, fria. Disse que eu precisava me afastar de você. Elijah franziu a testa. —

