Emma, o emprego é meu!

2505 Palavras
— E aí, deu certo, senhorita Grace? - olha-me com expectativa. — Deu sim, senhora Constância, eu já começo amanhã mesmo. - respondo otimista. — Que bom, parabéns, fico feliz em saber que a vaga é sua. - parabeniza- me — Finalmente depois de quase 20 moças, ele conseguiu preencher a vaga. .." Depois de quase 20 moças, caramba, ele bem exigente. — Pelo visto o seu currículo deve ser muito bom mesmo. — Obrigada senhora. - agradeço sorrindo. — Bom, então, até amanhã?! — Até. Saiu da mansão toda feliz e sorridente, indo direto para a estação de trem. — Tô tão ansiosa para começar nesse novo emprego. - suspiro fundo — Só de conseguir pagar as dívidas, já será uma preocupação a menos em minha cabeça. Chego em minha casa quase meia hora depois. O Anthony, é claro que ainda não chegou da rua, mas isso não tira a minha alegria, a minha felicidade e o sorriso do meu rosto. — Ele estando aqui ou não, pouco me importa. Tiro meus sapatos preto de salto médio, meu blazer azul marinho e os coloco no armário que fica logo na entrada da casa, perto da sala, ficando apenas com a saia que faz conjunto do blazer e a blusa branca que usei para compor o look para a entrevista. — Agora que estou muito mais confortável, nada como uma bela taça de vinho, não é?! Vou para a cozinha, coloco minha bolsa em cima da bancada da pia, abro a geladeira e pego a garrafa de vinho branco, que por sinal, já está aberta e pela metade. Em seguida vou até o armário, pego uma taça e coloco em cima da pequena ilha que fica bem no centro da minha humilde cozinha. — Eh, acho que a única coisa que falta agora é alguém para comemorar essa vitória comigo. Eu nem preciso pensar, afinal só existe uma pessoa que eu realmente quero compartilhar as boa notícia. Vou até a minha bolsa, abro e pego o meu celular. A primeira coisa que faço é olhar a hora. — Bem, já são 11:45, então, com certeza ela está em horário de almoço. Eu sou o tipo de pessoa que não gosta de ligar fora do horário, para não arrumar problema para a pessoa no trabalho dela. — A Emma vai vibrar quando souber que o emprego é meu. Sento na banqueta da pequena ilha, entro nas minhas últimas ligações feitas e clico em cima do número dela. Enquanto espero ela atender, encho metade da minha taça de vinho, o que são apenas três toques. — Oi, Grace. E aí, como foi lá na entrevista? - pergunta curiosa e ansiosa pela minha resposta. — Ah, bem. - respondo fazendo suspense. Tento segurar ao máximo a minha empolgação. — Só, 'bem'? Como assim? - indaga aflita. Mesmo com uma vontade enorme de dizer a ela que o emprego é meu, eu resolvo continuar com o suspense. — Ah, foi bem, o que mais você quer que eu diga? — Ué, sei lá, que o emprego é seu? Suspiro fundo e finalmente resolvo dizer para ela. — Então tá, o emprego é meu. Eu m*l termino de falar e ela grita extasiada do outro lado da linha. — Aaa... Não acredito amiga, parabéns, eu sabia que você ia conseguir esse trabalho. — Obrigada. - agradeço e bebo um gole do vinho. — Nossa Grace, tô muito feliz por você, de verdade. - diz com total sinceridade. — Eu sei. - suspiro. Ficamos em silêncio por alguns segundos. — Bom, mas e aí, me conta, como é o seu novo CEO? Porque o anterior além de ser um pé no saco, era feio para chuchu. Há.. há.. há.. - começo a rir do modo como ela diz. — Aí, só você mesmo, Emma. Há.. há.. há.. - não consigo parar de rir. — Oxi, e é mentira? — O duro que não. - afirmo. Há.. há.. há.. Enquanto ainda estou na gargalhada, ouço ela fazer o mesmo do outro lado da linha. Há.. há.. há.. — Tá bom, vai Grace, chega de enrolação e me diz logo como ele é. Bebo mais um gole de vinho e em seguida suspiro profundamente. — Pera aí, você suspirou? - indaga cabreira — O que você está escondendo de mim? — Eu? - desconverso — Nada. — Não, você está escondendo algo sim. - diz convicta — Pera aí, que chego aí em dez minutos e você terá que me conta pessoalmente. — Mas e o seu ... Tu.. tu.. tu.. Sou deixada no vácuo sem concluir o que eu ia dizer. — Cara, desse jeito ela vai acabar perdendo esse emprego. Pego a garrafa em minha mão e viro- a, colocando mais vinho na taça. — Só ela mesmo viu. Começo a rir enquanto bebo e me lembro do senhor Price todo nu, parado em minha frente. .." Que espetáculo de homem é aquele! - molho meus lábios com a ponta da língua e em seguida mordo o lábio inferior — Deve ter uma pegada na cama.. que meu Deus.. snif.. Só mais duas taça de vinho e ouço a Emma entrando na porta da frente. Já sendo de casa ela sabe que não precisa bater ou chamar. Ela pode entrar direto. — Vai Grace, desembucha. Entra na cozinha, joga a sua bolsa do lado da minha e senta em outra banqueta da pequena ilha, de frente a mim. — Ok, Emma, eu vou te contar tudinho, detalhadamente, mas antes deixa eu te servir uma taça de vinho. - enrolo para deixa- lá ainda mais ansiosa. — Tá, mais não enrola hein. Levanto, vou até o armário, pego outra taça e volto para o mesmo lugar que estava. — Prontinho. - pego a garrafa de vinho e sirvo para ela — Viu como foi rápido? — Eh, foi sim,.. - concorda — .. mas agora, anda vai, desembucha. — Tá bom! - riu e mordo o canto do lábio inferior. — E oh,.. - chama a minha atenção antes de eu começar a falar — .. todos os detalhes hein. — Ok. Bebo mais um gole de vinho, suspiro fundo e começo a contar desde o início para ela. — Bom, primeiro que eu cheguei atrasada, achei até que ele não iria querer me receber, mas graças a Deus ele não se importou com os 00:45 minutos adicionados.. — É, um ponto positivo para ele. — Eh, é sim. - concordo levando a taça novamente a boca e bebendo outro gole de vinho — Só que esses minutos adicionados, por conta do meu atrasado, teve uma consequência. — Como assim, uma consequência? - olhou-me confusa. — Não foi uma entrevista convencional. - digo sentindo uma tensão surgir em mim — Foi algo bem inusitado para mim. — Inusitado? - olhou-me sem entender — Como assim, me explica. Estalo todos os dedos da mão antes de começar a falar. — Ele me fez ir até a Hidromassagem, da enorme mansão dele, onde eu o encontrei totalmente nu. A primeira reação dela é arregalar os olhos e levar as mãos a boca. — Não, não creio que ele teve a coragem de fazer isso?! - diz incrédula. — Bom, acredite você ou não, ele teve sim. - afirmo — E vou te dizer hein.. snif.. é um espetáculo de homem. Perfeito. — Sério? Balanço a cabeça positivamente. — Por acaso você já ouviu falar do 'Bilionário Thomas Mueller Price', um dos homens mais cobiçado e desejado de Los Angeles?! Só de dizer o nome dele a ela, ela já me olha de boca aberta. — Nãooo.. sério mesmo? - indaga incrédula — Seu novo CEO será nada mais, nada menos, que o gostosão do 'Thomas Mueller Price'? — Sim, ele mesmo. - digo de boca cheia. — Não, não pode, nós temos que trocar de emprego agora mesmo. - diz num tom brincalhão. Há.. há.. há.. - ri tanto que sai lágrimas de meus olhos. — Tô falando sério, Grace, nós temos que troca. - diz eufórica — Eu preciso confirmar se ele é tudo aquilo que eu vi nas revistas. — Bem, aí depende, o que você viu na revista? — Ah, um homem com um corpaço e muito bem dotado, se é que você me entende. - diz num tom de malicia. — Ahm.. - faço segundos de suspense — É.. pra sua alegria e tristeza, ele é tudo isso e mais um pouco. — Jura? Balanço a cabeça positivamente. — Meu, porque que eu nunca tenho uma sorte igual a sua? - diz num tom de desânimo e lamentação — Você deve ter nascido com o b***a virado para lua viu, só pode. Há.. há.. há.. - começo a rir sem parar. Ela pega a taça e bebe o vinho de uma só vez, e em seguida nos olhamos por alguns segundos. .." Será que tenho mesmo, tanta sorte como ela diz? Será que o que aconteceu naquela entrevista foi por acaso, por causa do meu atraso, ou foi proposital da parte det? — O que foi, Grace? - olha- me atentamente —O que está passando aí, nessa sua cabecinha? — Se sou sortuda mesmo como você disse. Se foi o fato de eu ter chegado atrasada para a entrevista, que me levou a vê- ló totalmente nu naquela hidro, tipo uma coincidência, sabe? Ela balança a cabeça positivamente. — Ou se ele fez aquilo de propósito, como uma forma de me punir pelo meu atraso. — Ah, Grace, o que posso te dizer? - da de ombros — Se bem que uma punição dessas, eu ia querer receber todos os dias!. — Né?! - concordo rindo — Até eu. — Bom, mais e aí, ficou faltando um detalhe para você me dizer?! — Que detalhe? - a questiono. — Oxi, se estava duro ou não. Porque para você dizer que ele é bem dotado, você não tirou o olho de lá. — Eh.. - desvio o olhar e suspiro ao lembrar do senhor Price todo peladinho. — Emma? - grita meu nome chamando a minha atenção. — Ahm, o que? — Eu preciso saber se ele estava e******o ou não. Nossa eu já imaginei aquele homem tantas vezes pelado que nem consigo contar. A Emma sempre tem um jeitinho de me convencer a dizer o que ela quer saber. — Ok, eu vou dizer sua pervertida. - riu divertidamente — Pelo tamanho e grossura, com certeza ele estava e******o. — Jura? - indaga surpresa e extasiada. — Sim. - afirmo — Estava bem duro. Coloco o cotovelo em cima da ilha e apoio minha cabeça em minha mão, enquanto a lembrança do p**** dele fica reprisando em minha mente. — Ao vê- ló totalmente e******o, você caiu de boca, né? Ao ouvir, começo a rir. — Você ficou louca, Emma? Eu sou casada! Me olha de um jeito como se não se importasse. — E daí? - responde de um jeito debochado — Isso é só um detalhe. — Você diz isso porque não tem o marido que eu tenho. Ciumento e neurótico. — Desculpa Grace, mas nem queria ter. - diz com sinceridade — Porque, para que que eu ia querer ter um homem ao meu lado que se importa mais com os amigos do que comigo, que só me procura uma vez por mês e só para uma rapidinha, deixando- me na cama frustada e insatisfeita por não ter tido um orgasmo, que prefere sair para jogar futebol e t*****r com qualquer uma por aí, ao invés de arrumar um emprego e dar uma vida melhor a mulher guerreira, batalhadora e maravilhosa, que ele tem dentro de casa, um cara que no dia do nosso aniversário de casamento ou até no meu, fica esperando que eu mesmo me presenteie, se não é passado em branco? Eu ouço algumas palavras que me ferem, que me machucam, mas que lá no fundo, eu sei que ela está me dizendo a verdade. Respiro fundo. — É, você tem toda razão. - concordo cabisbaixa. — Mas é claro que tenho, afinal era eu que estava com você no seu último aniversário, você lembra? - recorda- me — Enquanto eu a levei para se divertir e comemorar em uma balada, para não passar mais um em branco, ele estava transando com uma v**** no quarto de vocês, na cama onde vocês dormem. Eu a olho com os olhos cheios de lágrimas e o canto do nariz contraindo. Prestes a chorar. — É claro que me lembro, não tem nem como eu esquecer. - afirmo — Eu peguei um trauma tão grande de abrir a porta do meu quarto, que quando eu chego da rua, se você não estiver comigo para abri- lá, eu fico em qualquer cômodo da casa até ele aparecer. Aquela cena dele comendo ela por trás enquanto usava o meu vibrador na b***** dela, ficou gravado em minha memória. Tanto que toda vez que ele me pedi para ficar de quatro, no meio do papai e mamãe, as coisas esfriam na hora, me fazendo sair da cama e ir para o banheiro chorar. - as lágrimas começam a escorrer pelo meu rosto — Não porque eu não gosto desta posição, mas porque me faz lembrar do que ele estava fazendo com a outra. - dou um suspiro pesado — Na minha cabeça, é como se ele quisesse me usar para recordar daquele dia, com aquela mulher, entendeu? — Oh, amiga. - me olha com pena segurando em minha mão. — Tudo bem, eu já estou começando a me acostumar com isso. Acostumando a t*****r pela metade. Acostumando a me satisfazer com os meus dedos ou o meu vibrador novo, no banheiro enquanto ele dormi ou não está em casa. — Não, você não deve se acostumar com isso, Grace. Porque isso não é normal em uma relação. - diz firmemente — Você é uma mulher linda, maravilhosa e gostosa, que merece ter um uma relação s****l saudável. Uma relação que a de muitos orgasmos. Há.. há.. há.. - começo a rir. — Só você mesmo Emma, para me fazer rir desse jeito. — Mas é sério c******,.. - ri também — que mulher não merece ter muitos orgasmos? — Ah, sei lá. - continuo rindo — As amantes do meu marido? Há.. há.. há.. (×2) - começamos a rir juntas. — Né??.. - concorda. Os risos e zoeira se arrastam por mais meia hora. Não é sempre que batemos um papo assim tão gostoso, mas quando fazemos a gente abusa ao máximo. — Não, mas agora é sério Grace. - tenta não rir tanto — Se um CEO tão gostoso como esse senhor Price é, te desse algum sinal de interesse em você, você teria mesmo a coragem de recusar só pelo fato de você ser casada? - olhou-me curiosa. — Ah, eu ... De repente o Anthony entra na cozinha interrompe a minha resposta para ela.
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