— Milagre — falei, arqueando a sobrancelha. — Tu levantou cedo. — Alguém tinha que garantir que tu ia comer alguma coisa. Sentei e comecei a beliscar o pão, ainda meio sonolenta. — Sonhou com o quê? — ela perguntou do nada. Quase engasguei. — Como assim? — Você tava mexendo a sobrancelha enquanto dormia no sofá. Sempre sonha quando faz isso. Eu desviei o olhar pro copo de café. — Nada demais. Só coisa aleatória. Não ia contar sobre o Magrão. Ia parecer estranho… e eu mesma não entendia aquele sonho. — Uhum — ela disse, desconfiada, mas não insistiu. Terminei o café e fui pegar minha bolsa. Rafaella fez o mesmo, e quando abrimos a porta, o vento da manhã entrou direto no corredor. — Pronta? — ela perguntou. — Não — suspirei — mas vamos assim mesmo. Saímos. A rua estava movime

