Ele virou o rosto pro lado, irritado, como se escutar isso fosse uma ofensa. — Eu não pedi pra você se importar — rosnou. Aquilo me desmontou por dentro. Dei alguns passos pra perto, mesmo com o medo apertando meu peito. — Magrão… a gente… — eu tentava encontrar palavras, mas ele me cortou. — Não existe “a gente”, Yasmin. Eu engoli seco. Ele continuou: — E outra… — levantou um pouco o queixo, como se estivesse reunindo forças só pra me expulsar — Eu não quero você aqui. Não quero você perto de mim. Se eu tô vivo, beleza. Agradece aí a Deus. Mas agora… vai embora. O ar saiu dos meus pulmões como se alguém tivesse me socado. Eu dei um passo pra trás. — Eu fiquei aqui todo esse tempo — minha voz falhou — eu rezei, eu implorei, eu… — Eu não te pedi nada — ele rebateu, frio como u

