As palavras do Delegado ecoaram no escritório blindado, pairando sobre eles como uma sentença de morte. Cúmplice... Mandado federal... Entregue a mulher. Rebeca sentiu o sangue sumir do seu rosto. — Cúmplice? — Sussurrou ela, a voz falhando. — Mandado federal? Como... como eles podem...? — Filho da put@! — Rosnou Enrique, batendo o punho na parede. — Ele armou pra você, loirinha! O Breno armou pra você! Miguel permaneceu em silêncio por um segundo, os olhos frios e analíticos fixos no monitor que mostrava o Delegado gritando ao megafone. A fúria em seu rosto era fria, calculista. — Ele não armou pra ela — disse Miguel, a voz baixa, perigosa. — Ele armou pra mim. Rebeca o encarou, confusa. — Ele não quer uma guerra comigo no morro — explicou Miguel, a mente trabalhando rápido.

