O pátio da mansão se transformou em um inferno sonoro. De um lado, os soldados do BOPE, pegos de surpresa pela transmissão do áudio, estavam em um impasse caótico. Alguns gritavam para o Delegado Vasconcelos, outros tentavam encontrar cobertura. Do outro lado, das lajes e vielas que cercavam a mansão, chovia o fogo de supressão dos homens de Miguel. Os tiros dos soldados do morro não eram para matar. Eram para aterrorizar. Batiam no aço do "caveirão", estilhaçavam o calçamento aos pés dos policiais, ricocheteavam nas paredes. Era uma demonstração de força, um aviso claro: "Vocês estão cercados em nosso território." Dentro do bunker, Rebeca, Miguel e Nerd assistiam ao colapso da operação nos monitores. — Eles estão presos — disse Rebeca, a voz firme, analisando o caos tático. — O at

