O silêncio súbito no pátio era mais aterrorizante que o barulho do aríete. A imagem nos monitores de Rebeca era clara: os soldados do BOPE aplicando os blocos de C4 na junção da porta blindada da frente. O Delegado Vasconcelos estava ao lado, cronometrando a operação. — Eles vão explodir a porta da frente — disse Rebeca, a voz fria. Miguel deu um soco na mesa, a raiva o consumindo. A fortaleza dele, sua casa, prestes a ser violada. Ao mesmo tempo, o comunicador interno em sua mesa chiou. — Chefe, tá limpo nos fundos! — Era a voz ofegante de Enrique. — Apagamos os quatro ratos da milícia. Mas tô ouvindo a zona aí na frente. Eles tão vindo com tudo? — Pior — rosnou Miguel de volta. — Estão trazendo explosivos. Segura a sua posição. Ninguém sobe. Ele se virou para Nerd, a urgência t

