No mesmo dia, já à noite, o internato estava recolhido. O clima entre Adrian e Eleonora continuava pesado cada um preso em seus próprios pensamentos, ambos irritados demais para admitir qualquer coisa além do óbvio: queriam distância um do outro. Eleonora, no dormitório feminino, estava deitada na cama com o celular sobre o peito quando ele vibrou. Ela estranhou seus pais nunca ligavam naquele horário. Atendeu. — Mamãe? A mãe dela soou animada, quase ofegante. — Eleonora, querida! O diretor do internato acabou de entrar em contato conosco. Ele liberou você para sair no próximo final de semana. Vai poder participar do lançamento da nossa nova linha de carros. É um evento enorme, você precisa estar lá. Eleonora arregalou os olhos. — Eu… fui liberada? Assim? Mas é um internato… — Nós

