A semana começou tensa não apenas por provas, horários rígidos e a rotina do internato, mas pela presença silenciosa que um exercia sobre o outro. Adrian e Eleonora simplesmente decidiram se ignorar. E fizeram isso com uma frieza tão calculada que os colegas perceberam. Segunda-feira No café da manhã, Eleonora entrou no refeitório com seu perfume doce, cabelos perfeitos e aquele ar naturalmente altivo. Ela passou a poucos metros da mesa onde Adrian estava com os amigos. Ele não levantou a cabeça. Ela não olhou para ele. Mas os dois notaram a presença um do outro era impossível não notar. Os amigos de Adrian estranharam. — Cara… vocês brigaram? — A gente não brigou — Adrian respondeu, seco. — A gente só não conversa. Nada demais. Ele disse com naturalidade, mas suas mãos estavam

