Por alguns momentos, nenhum dos dois falou. A luz fraca refletia no mármore, nos olhos de Adrian, que pareciam mais atentos do que ele gostaria de admitir. — Você desceu porque estava com sede? — Eleonora perguntou primeiro, a voz baixa, sem ânimo, mas também sem frieza. Adrian sorriu de canto. — Não exatamente. — Ele apoiou os braços no balcão, olhando-a de lado. — Mas aproveitei a desculpa. Ela soltou um suspiro breve, quase um riso abafado, e olhou para o copo. — Achei que você fosse ficar no seu quarto. A chuva tá horrível. — É — ele concordou, fingindo neutralidade. — Mas… eu imaginei que você pudesse estar acordada. Eleonora desviou o olhar. O coração dela bateu um pouco mais rápido, não pela chuva, mas pelo fato de Adrian, mesmo depois de dias afastados e discussões, ainda re

