Max Vladi
Uma coisa que odeio? Bom, eu diria que mentiras, aí você vem e esfrega na minha cara. “O que está fazendo então com esse belo homem que parece ter saído de um péssimo relacionamento?”, eu não saberia dizer, não porque não confio nele, longe disso, mas ele parece entender demais tudo por trás do Valério, e isso me deixa com medo. Eu sei, também fiz um extenso discurso sobre como ele não poderia deixar o medo o parar, mas são coisas totalmente diferentes você falar e fazer.
— Está pensando demais senhor Vladi. – Saio de meus pensamentos com a fala e o olhar de Murilo sobre mim. Estamos do lado de fora do lindo café, andando em direção ao meu carro.
— Estava pensando sim, em algumas coisas, ideias para os meus livros. – Ela parece pensar um pouco.
— Você escreve? – d***a, tarde demais me dou conta do que falei.
— Eu tento. Mas nunca publiquei nenhum. – Digo apenas, esperando que isso soe verdadeiro e ele não faça mais perguntas, sinto que não vou conseguir esconder por muito tempo dele quem eu realmente sou.
— Entendi. – Ele fica em silencio. – Poderia me mostrar.
— O que? – Pergunto alarmado.
— Seus livros, gostaria de ler. – Ele parece verdadeiro, seus olhos até mesmo brilham. Olho ao redor e seguro sua mão o trazendo para mais perto, tem uma movimentação enorme de pessoas agora, então o mantenho perto, nossas mãos em contato, parece ser o certo. Ele parece meio travado de início, mas depois de alguns segundos relaxa.
— Não sei se acharia eles bons, são apenas ideias e o modo que eu tenho de lidar com algumas situações. – Seu rosto demonstra decepção e meu bobo coração acha que isso não está certo. – Talvez um dia eu te mostre. – Seu sorriso dirigido a mim ilumina tudo, ele realmente se faz feliz com pouca coisa. Mas parece que esses pequenos gestos são grandiosos para o homem charmoso ao meu lado.
— Você já deve ter ido a muitos eventos de livros certo? Nunca viu Valério? – Seus olhos parecem esperançosos, é nesses momentos que me sinto um grande i****a.
— Ele nunca aparece, você deve saber que ele nunca vai em eventos, nem mesmo os das editoras.
— Soube que ele é bem reservado.
— Alguns escritores escrevem porque é o que amam, mas não gostam das coisas que isso traz, a fama principalmente. É difícil lidar com isso, então eles apenas se escondem por trás de um nome falso.
— Já vi casos horríveis de fãs lunáticos, não tiro a razão desses famosos que querem se esconder.
Finalmente chegamos aonde deixei meu carro estacionado, destravo e entro, assim como Murilo faz, ele senta-se ao meu lado no banco do passageiro.
— E sua loja? Quando abre? – Pergunto dando partida no carro depois que me diz seu endereço.
— Falta pouco, estamos apenas organizando algumas coisas e posso abrir.
— Isso é bom, tenho certeza de que irá fazer sucesso. – Deixo que minha mãe vá até sua coxa, deixando um aperto em apoio.
Vamos conversando calmamente até que paro o carro em frente ao seu prédio.
— Chegamos. – Digo virando para olhá-lo.
— Sim. – Segundos se passam com apenas nossos olhos se encarando, esse encontro acabou mais rápido do que eu gostaria. – Olha, muito obrigado por hoje, eu gostei muito do café, o lugar era maravilhoso.
— Se te faz feliz eu fico feliz. – Digo e num ato impensado eu levo minha mão até suas bochechas. Ele parece surpreso, mas não afasta minha palma. Passado o choque ele até leva sua cabeça de encontro a minha mão, p***a. Eu o quero tão m*l. Mordo meus lábios com força, não me controlando, aproximo nossos lábios, aquele contato superficial, apenas sentindo o calor um do outro, nossas respirações próximas, ele suspira e, quando não me afasta, eu mergulho em sua doce boca, sentindo a carne batendo uma contra a outra, mordo seus lábios fazendo com que ele os abra para mim, então mergulho minha língua em busca da sua, eles se enroscam, brigam, p***a de beijo gostoso, parecendo muito à vontade, Murilo leva suas mão aos meus ombros, seguro sua cintura e o trago para mim depois que o solto do cinto, meu p*u nem preciso falar sobre, ele está em toda sua glória mas sei que seria demais para o nosso primeiro encontro, então o mantenho afastado da minha ereção, mas não de mim, o tenho colado contra meu peitoral enquanto nossas bocas se devoram com abandono, nunca antes um beijo foi tão bom e gostoso.
Passados alguns minutos que estamos nos beijando loucamente, ele dá uma leve rebolada em cima do meu p*u, não posso segurar o gemido que sai de minha garganta, assim como escuto o seu, baixo e rouco, o som mais perfeito que ouvi em toda minha vida.
Mas o ar se faz necessário, então separamos nossas bocas e ele gruda sua testa na minha, nossas respirações descompassadas. Meu corpo todo está trêmulo e pede pelo dele.
— Isso foi maravilhoso, mas tenho que subir. – Ele diz com a respiração já normal.
— Você já está em cima. – Ele revira os olhos quando entende o que digo. Eu sorrio e beijo sua testa o colocando de volta no banco do carona, ele me olha por uns segundos, mas logo saído carro. – Durma bem. – Digo quando ele começa a se afastar, Murilo se volta para mim e me dar tchau.
O portão se abre e logo ele some pela porta do prédio. Recosto minha cabeça sobre a cadeira e suspiro, ainda sentindo meus lábios arderem pelo beijo, com um sorriso b***a no rosto, ligo o carro e sigo para casa. O caminho é feito calmo e estaciono o carro na garagem, logo vendo Leandro vindo em minha direção quando estou andando em direção a porta de casa.
— Sua mãe quase corta minha cabeça por deixá-lo sair sozinho. – Um sorriso se forma em meus lábios.
— Eu cheguei bem, então não se preocupe. – Ele bufa seguindo logo atrás de mim quando entro em casa e me deparo com Carina sentada muito confortável no sofá da minha casa. Leandro para ao meu lado quando o olhar afiado da mulher cai sobre mim. – Por que não avisou que ela estava aqui? – Pergunto baixo.
— Quis te surpreender. – Ele diz em deboche.
A última pessoa que queria ver hoje era Carina, minha editora, ela cuida de todos os meus livros junto de Andreza a CEO da editora de livros a qual eu tenho contrato.
— Boa noite, Max. – Ele diz cheia de elegância. Lhe dou meu melhor sorriso, sentando-me no sofá em frente ao que ele está.
— Boa noite, ao que devo a honra? – Ela sorri em deboche.
— Vim lhe colocar para dormi.
— Sua filha d...
— Nem continue Max, tenha respeito pela sua superior. – Mamãe entra na sala com uma bandeja contendo xícaras de chá e biscoitos. Carina sorri em vitória.
— Vim ver como anda o livro novo, quero saber se tem pelo menos uma página escrita. – Ele diz logo depois de bebericar seu chá e agradecer a mamãe que se senta ao lado dela.
— Tenho dois capítulos prontos. – Digo superior e ela arregala os olhos.
— Duas semanas atrás nem mesmo sabia os nomes dos personagens. O que aconteceu? – Ela pergunta alarmada.
— Tive um rompante de criatividade.
— Isso é bom, melhor do que previ, continue assim, queremos publicar seu próximo livro no começo do próximo ano, então você vai ter um tempo a mais para escrever com tranquilidade.
— Isso é bom.
— Sim, e por favor, não perca o foco, seus leitores estão ávidos por livros novos.
— Eles têm que entender que não é só eu estrelar os dedos e magicamente o livro vai estar todo escrito, não é questão de minutos ou vontade.
— Eu entendo, realmente te entendo, mas por favor, se esforce.
— Farei o meu melhor.
— Ótimo. Tenho que ir agora, já passou do meu horário de trabalho. – Ela me lança um olhar suspeito, sei que ela me culpa por não querer mostrar quem realmente é por trás do nome Valério, pois isso faz ela vir aqui muito depois do seu horário de trabalho e ter o dobro de trabalho que qualquer outro editor, pois eu tenho que me manter no anonimato.
— Boa noite. – Digo calmamente quando ela se despede.
— Bom, o senhor chegou bem em casa, vou me retirar, qualquer coisa me ligue. – Leandro diz deixando a sala e seguindo para seu quarto na mansão.
— O que fez hoje? – Mamãe pergunta.
— Fui ver o seu provável futuro genro. – Deixo um beijo em seus cabelos e subo as escadas ouvindo seus gritos chamando por mim para explicar melhor tudo, mas apenas rio e sigo para a porta em frente a do meu quarto. Dou duas batidas e Adam me permite entrar, ele está em sua mesa de frente ao notebook digitando algo. Provavelmente trabalhando em algo da empresa, já que em breve ele que tomará conta de tudo e se tornará o CEO.
— Eae, ele diz ainda concentrado.
— Oi. Se acertou com a Ava.
— Felizmente sim, fiz ela entender que a amo.
— Muito bem, já dá para casar-se. – Ele me olha na hora, parece que estralou alguma chavinha na cabeça dele.
— Até que não é uma má ideia. – Arregalo os olhos.
— Sério? – Me sento sobre sua cama, atrás de sua cadeira e ele se vira para mim. Me olhando.
— Sim, estou falando muito sério, eu a quero como esposa. – Ele diz parecendo decidido.
— Bem, se é isso que quer, vá em frente, mas pense bem, casamento é uma coisa para vida toda, case se tiver a certeza de que ela será a única para o resto da vida, não quero lhe socar a cara caso você a atraia ou fuja quando as coisas apertarem.
— Você me conhece irmão, sabe que nunca faria algo tão sem caráter como isso. – Fala me olhando com seus olhos brilhosos.
— É por te conhecer que estou te dizendo isso, sei que nunca faria isso, mas é sempre eu te lembrar. As pessoas não são objetos para que você brinque com elas. – Ele sorrir para mim.
— Mamãe e papai sempre foram presentes e nos orientaram bem, mas você é diferente, você sempre puxa minha orelha mesmo eu não merecendo, o que fez eu sair de muitos problemas que nem mesmo eu imaginaria que eles chegariam para mim. Obrigado irmão, por está sempre ao meu lado.
— Faço isso porque te amo. – Bagunço seus cabelos e ele reclama, mas logo me olha seriamente.
— Tem saído demais esses dias, o que está aprontando? – Faço minha melhor cara de desentendido. – Vamos, desembucha. – Ele me cutuca na barriga.
— Apenas estou conhecendo alguém. – Ele tem seus olhos arregalados.
— Quando mamãe me falou que você estava com alguém pensei ser uma mentira sua para que ela não pegasse no seu pé. Isso é mesmo real? Quem é a pessoa? Tem foto? – Sorrio com sua curiosidade.
— Não quero te falar agora, me deixe ir. – Falo já me retirando de seu quarto, ele tenta me parar mais corro e me tranco na porta em frente. Ele bate contra a madeira.
— Abre isso, Max.
— Não! – Rio de sua cara, ele logo se irrita deixando um pontapé na madeira e some.
Me deito sobre a cama e penso sobre essa tarde, sobre o beijo deliciosamente doce de Murilo. Jesus! Já me encontro viciado, ansiando por mais daqueles lábios, como posso sentir tanta falta assim de algo que provei a poucas horas? Seria demais dizer que o queria aqui comigo nessa grande cama? Agarradinho a mim com aquele cheiro delicioso que ele tem?
Preciso me acalmar, ou farei que nem Adam e pedirei a mão dele em casamento.
Jesus! O que estou pensando?