Capítulo 10

1550 Palavras
Murilo Ferreira Ele me beijou! Max me beijou e eu correspondi. O quão louco eu posso ser? Mas foi bom, muito bom na verdade, não sei o que faço com essa descoberta, tenho muito medo ainda, mas estou me permitindo continuar a viver todas essas mudanças em minha vida. Saio do banho, acabei de acordar tem alguns minutos e depois de uma noite cheia de sonhos com Max, não pode deixar que o primeiro pensamento ao acordar tenha sido sobre o beijo. Estou me viciando nele, realmente estou, isso me assusta para uma m***a, pois me vejo sendo dependente dele num futuro próximo, mas não um dependente r**m, não mesmo, com Max eu me sinto livre, sinto falta do seu beijo, mas sei que cedo ou mais tarde ele virá até mim sem que eu precise implorar por isso, o que muito aconteceu no meu relacionamento anterior, eu não me sentia como sinto hoje, longe disso. Visto uma regatinha preta, coloco um colar de pedrinhas e uma calça preta e meus sapatos, pego minha mochila e sigo até minha cozinha, coloco o café para passar na cafeteira e preparo algumas torradas para comer com geleia, corto algumas frutas para uma salada e quando estou me sentando para comer minha campainha toca, logo estranho, pois meu irmão deve estar no restaurante, já que marquei com ele lá hoje, meu cunhado tinha uma seção de fotos hoje cedo, as crianças estão na escola, só se aconteceu algo urgente. Mas logo penso que eles teriam ligado. Movido pela curiosidade levanto as pressas e ando até minha porta, quando olho pelo pequeno olho mágico, meu coração dispara em meu peito, o que p***a ele está fazendo aqui? Abro a porta devagar e sou recebido pelo seu sorriso sensual e que estou aprendendo a amar. — Max? — Pergunto em curiosidade e surpresa, seu sorriso cresce ainda mais, ele se aproxima e deixa um selinho em meus lábios. — Oi, Pônei. — Ele usa meu apelido e estranhamento gosto disso. — Não vai me convidar para entrar. — Ele diz e dou um pequeno pulo ao que ele me segura pela cintura e suga meus lábios, isso não é legal, logo estou gemendo em sua boca quando ele aprofunda nosso beijo e coloca sua língua dentro da minha boca, roubando o pouco da sanidade que me sobrava, sinto beijos em meu pescoço e estou totalmente entregue em seus braços. — Sinto cheiro de café. — Ele diz de repente me tirando de seu colo e me puxando pela mão em direção a minha cozinha, logo estou sentado sobre a cadeira na cabeceira da mesa e ele ao meu lado. Pisco os olhos em confusão, estávamos em pé na porta, certo? Como eu sair do colo dele no sofá? Como fui parar lá? Deixo os questionamentos de lado quando ele começa a se servir do meu café da manhã. — Folgado. — Deixo escapar ele sorri em minha direção com a boca cheia de torrada. — Como subiu? O porteiro... — Ele reconheceu meu carro de ontem quando vim te deixar, aí eu disse que iria te fazer uma surpresa para o meu namorado, — Arregalo os olhos. — Então ele me deixou subir. — Namorado? — Pergunto alarmado. — Em breve meu pôneizinho. — Ele diz arrogantemente. Apenas reviro meus olhos para ele. — Sonhe. — Eu sonho, e muito, nos dois casados, uma casa grande cheios de pirralhos remelentos. Ah! — Ele suspira dramaticamente e eu gargalho alto o levando junto comigo. Voltamos a comer juntos, um café da manhã que eu pensava que seria feito sozinho se tornou em uma das minhas manhãs mais feliz e tudo graças a esse homem que está sentado ao meu lado falando feito uma tagarela sobre o irmão dele que enlouqueceu e resolveu que vai pedir a namorada em casamento. Conversamos por mais algumas horas enquanto comíamos calmamente. Quando terminamos o café eu lavo a louça que sujamos e ele me ajuda secando e guardando. Nunca tive uma manhã tão feliz e alegre, e olhe que conheço Vladi á poucas semanas. — Para onde está indo assim tão lindo? — Ele acaba perguntando quando estamos em meu quarto, estou de frente para minha penteadeira passando uma base, máscaras de cílios e um gloss bem clarinho, estou voltando a me aventurar novamente na maquiagem, Diogo não gostava, dizia que eu usava para chamar a atenção dos machos, confesso que me sentir um pouco inseguro em fazer isso na frente de Max, mas o homem insistiu em permanecer em minha casa mesmo depois que eu disse que iria terminar de me arrumar para sair, então sentou-se em minha cama e tem me observado desde então, e ao contrário do meu Ex, ele apenas me elogia dizendo que estou bonito. — Vou ficar com ciúmes se for encontrar com algum futuro pretendente. — Reviro meus olhos para a sua fala. — Estou indo ver meu irmão. Apenas isso! — Tendo terminado de me arrumar, me levanto e sigo para a sala com ele me seguindo. — Ótimo, vou com você, quero conhecer seu irmão. — Paro meus passos antes de chegar à porta depois de ter pegado minha mochila no sofá. O encaro quando ele para a minha frente com um sorriso inocente. — Você é muito intrometido. — Não negou, então isso quer dizer que posso ir com você? — Faça o que quiser, sei que não vou poder te parar. — Digo me voltando pela porta e a abrindo, passo por ela e ele também, tranco minha porta e seguimos para o elevador. — Ainda bem que sabe. Quero conhecer as pessoas que você ama, e quero que elas saibam sobre nós. — Para alguém que disse que íamos devagar, você está indo rápido demais. — E você está gostando disso. — Ele me segura pelos ombros e me faz ficar de frente para ele. — Eu posso ser sim intrometido as vezes, mas sempre vou respeitar seus limites, Murilo, entende isso? Caso eu faça algo que você não goste, não hesite em me dizer, não tenha medo de falar por pensar que vai me machucar, pois acima de tudo, eu te respeito. — Meu coração acelera. Ele é tão diferente, como posso não me apaixonar por ele? Sendo que estamos tão envolvidos em apenas alguns dias que estamos ficando? Ele pode falar e falar, mas suas ações me mostram seu caráter, é isso que está me fazendo enxergar ele por outros olhos. — Eu sei, sei que você vai me respeitar acima de tudo, você me dar liberdade, Max, então, não pense que estou fazendo algo para lhe agradar e puramente por isso, se eu deixo você fazer seja lá o que for, não é por medo de dizer não, é porque eu realmente quero. — Digo com sinceridade olhando em seus olhos. Tomo a iniciativa e deixo um beijo demorado em seus lábios. — Quando estou assim com você, sinto que nada de r**m pode chegar até mim. — Eu sempre estarei ao seu lado. Pode contar comigo para tudo. — Ele beija o topo de minha cabeça e passa seus braços ao meu redor, é assim que saímos do elevador, passo pelo porteiro e deixo a entrada de Max liberada ao meu apartamento. Seguimos em seu carro, lhe passo o endereço do restaurante do meu irmão e seguimos com tranquilidade por todo trajeto. Max estaciona o carro e descemos seguindo para o restaurante com o enorme nome família França brilhando na grande placa. Adentramos o local e logo uma moça linda de longos cabelos loiros vem nos atender. — Como posso ajudá-los? — Sou Murilo, meu irmão espera por mim. — Sim, ele espera por você na sala dele, me acompanhem. — Ele segue por um corredor de mesas e chegamos em frente a uma porta um pouco afastada do salão e ao vejo um corredor que presumo que leve a cozinha. — Podem entrar. — Obrigado. — Ela se vai e bato de leve na porta, a abrindo em seguida, vejo a sala bem linda com dois sofás espaçosos e a mesa do meu irmão logo a frente, ele sentado sobre sua cadeira todo lindo, que orgulho tenho dele, ele conquistou muitas coisas e me sinto feliz por ele. — Bruno? — Chamo sua atenção, ele me olha sorrindo e escuto a porta bater quando Max passa, meu irmão olha por sobre meu ombro e tem uma expressão confusa em seu rosto, mas logo ele levanta de sua cadeira e se aproxima de mim, sumo dentro do seu abraço e sorrio contra seu peito. — Que saudades, pônei. Olhe como você está lindo hoje, voltou a ser você. — Ele segura meu rosto me analisando. Beija minha testa e me puxa com ele para o sofá onde nos sentamos. — Quem é ele? — Pergunta olhando para Max que está próximo a nós, mas em pé. — Sente-se. — Diz apontado o sofá a nossa frente e logo Max se põe sentado. — Sou Max Vladi, prazer. — Ele acena com a cabeça para meu irmão. — Bruno França. Seu amigo? — Diz se dirigindo a mim. — Sim. — Digo apenas, mas a voz de Max se sobressai a minha. — Futuro namorado.
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