Max Vladi
Sim, eu realmente isso aquilo olhando nos olhos do irmão do meu pôneizinho, quero deixar claro minhas intenções com o seu irmão, quero que tanto sua família como ele mesmo vejam que não estou brincando quando digo que o quero em minha vida.
— Então você está tentando tirar meu pequeno irmão de mim? — Meu futuro cunhado diz sério, seus olhos como um gavião analisando todas minhas expressões. Mas permaneço calmo, não tenho nada a esconder sobre minhas intenções com Murilo.
— No que depender de mim, sim, vou tirar ele de você. — Ele me olha desconfiado. Sei que Murilo enfrentou algo que o deixou com receio de relacionamentos e posso ver que seu irmão também tem um pé atrás com qualquer um que mostre interesse no seu protegido, mas eu vou mostrar ser diferente. — Como posso ter certeza de que está falando a verdade. — Vejo Murilo revirar seus olhos e focar sua atenção no irmão.
— Sei que quer me proteger, Bruno, mas eu consigo cuidar de mim mesmo, já errei uma vez, não pretendo cometer o mesmo erro duas vezes. — Eu escuto tudo calado, mas quando ele termina sua fala eu complemento.
— Não tem como eu te provar nesse momento o quanto sério eu estou levando isso que está acontecendo entre nós dois. Ainda estamos nos conhecendo, Murilo tem muros que eu preciso ir com calma para ultrapassar. Não estamos com pressa, talvez futuramente você veja o quanto eu aprecio seu irmão e o quero ao meu lado. — Ele parece pensar por alguns segundos, Murilo me olha e me deixa todo bobo com o sorriso lindo que ele me dar, é tão bom e gratificante saber que ele sorri assim por minha causa.
— Vou te dar um voto de confiança, não machuque o meu menino, — Meu pônei faz uma careta engraçado para o apelido do irmão, eu apenas rio, enquanto Bruno bagunça os cabelos que já estavam numa desordem gostosa. — Sempre seja sincero com relação aos sentimentos com ele, se não quiser mais, seja sincero, mas não o machuque de uma forma irreversível.
— Eu sei das minhas responsabilidades. — O homem a minha frente se levanta e estende sua mão para mim, imito seu gesto e fico em pé em sua frente, pegando sua mão.
— Seja bem-vindo a família. — Ele diz com um sorriso caloroso.
— Ele não é da família. — Murilo diz enquanto arruma de forma desorganizada os cabelos bagunçados.
— Ainda. — Sorrio ainda mais com a fala do meu futuro cunhado.
— Torce para que time? Isso vai te ajudar muito em como eu vou falar de você com ele. — Bruno diz voltando a se sentar, eu faço o mesmo rindo. Murilo volta a revirar seus lindos olhos.
— Você não tem vergonha, Bruno, está tentando me vender por futebol? — Meu futuro cunhado rir inocente.
— Dependendo do time dele, sim. — Com um t**a em seu braço, Murilo fala.
— Você é o pior irmão que alguém poderia ter. — Bruno apenas sorrir em deboche.
— Então? Qual time?
Pelos próximos minutos ele me zoou bastante por mim torcer pelo São Paulo e como eu tinha que torcer para o Flamengo o time de coração dele, ficamos mais de trinta minutos ali falando sobre jogos, ele era um homem legal e até foi gentil comigo.
Conhecer o irmão de Murilo foi tranquilo, apesar da nossa conversa no começo, não ficou nada estranho e vejo que ele relaxou um pouco com relação a mim.
Minutos depois a sala é invadida por uma menina de cabelos loiros, quase prateados e olhos mais azuis que eu vi na minha vida, era uma garotinha linda, aparenta ter uns seis anos e logo atrás vem dois pestinhas na carreira, parecem gêmeo, e acho que não passam dos três anos, são negros, cabelos com cachos lindos, mais cacheado que os meus. Eles correm em direção ao Bruno e logo o homem arruma os três de algum modo que caibam todos no colo do homem, olho para a porta quando sinto alguém me observando, estreito os olhos e reconheço ser o mesmo de quando vi meu pônei pela primeira vez no shopping. As crianças fazem a festa para falar e ir por colo do tio pônei, olho tudo aquilo com sorriso carinhoso em meus lábios, posso notar o amor entre essa família.
— Crianças, esse é tio Max. — Bruno fala de repente e olho para os três que me olham atentamente.
— Tio? Ele é namorado do tio Pônei? — A menina diz me analisando.
— Pretendo ser pequena. — Digo com um sorriso a qual ela me retribui.
— Amor, esse é o Max, diz ele que futuro namorado do meu irmão. — Bruno continua, me levanto e estendo a mão para o homem que está em pé ao lado de Bruno. — Esse é meu marido, Fernando.
— Acho que já nos vimos antes. Prazer conhecê-lo formalmente. — Sorrio com seu comentário.
— É um prazer, Fernando.
— Como assim já se viram? — Bruno pergunta.
— Seu marido estava comigo no dia que conheci Vladi.
— Vladi? — Bruno pergunta confuso.
— É meu sobrenome.
— Nunca vi mais lerdo. — Fernando implica com o marido e arranca uma risada de todos.
Ficamos ali jogando um papo fora quando noto o olhar sonhador de Murilo sobre os sobrinhos brincando pela sala do pai. Será que ele sonha em um dia ser pai? Eu estou preparado para isso? para ser a pessoa a dividir uma vida com ele?
Bruno nos serve de uma sobremesa maravilhosa do restaurante dele, nos deliciamos com aquilo e logo depois estamos em meu carro voltando para o apartamento de Murilo. Assim que chegamos em frente ao prédio estaciono em uma vaga e ficamos em silencio por alguns segundos.
— Obrigado por te me acompanhado e por me trazer. — Ele diz finalmente algo, quebrando o silencio.
— Não foi nada, sempre um prazer estar ao seu lado. — Digo sincero, seus olhos alcançam os meus, ficamos presos ali. Realmente falo sério quando digo que amo estar ao lado dele, o que me tem dado inspiração para escrever, quando penso nisso sinto meu coração pesar, estamos ficando cada dia mais sério, pelo menos é isso o que eu acho e, ele segue no escuro sobre essa parte da minha vida. Qual seria sua reação ao saber que o escritor dos livros que ele muito ama está bem ao seu lado? Beijando a boca dele? E cada dia mais apaixonado por ele? Sou um mostro por esconder isso? tomo um suspiro e aproximo minha boca da sua, sentindo seus lábios de encontro ao meu, seguro sua nuca com minha mão e aprofundo o beijo, sugo sua língua escutando-o gemer baixinho contra meus lábios, sinto um arrepio por todo meu corpo, o beijo começou calmo, mas agora o beijo com uma urgência do c*****o em ter ele, como se aquilo não fosse durar para sempre, então precisava tomar tudo o que eu pudesse dele naquele momento. Levei minhas mãos aos seus quadris e puxei seu corpo para o meu colo, ele veio sem protestos e suas mãos rodeiam meu pescoço, hora massageando, hora puxando os cabelos em minha nuca, minhas mãos descem pelo seu corpo, encho as mãos em sua b***a gostosa e o puxo para mais perto, sentindo sua ereção contra minha barriga, faço sua b***a encaixar perfeitamente em cima do meu p*u duro. Afasto o banco para trás e tenho mais espaço para explorar o corpo gostoso em cima do meu, chupo a pele de seu pescoço com gosto e escuto seu gemido, sua cabeça pende para trás deixando seu pescoço à mercê dos meus lábios. Encho minhas mãos em suas nádegas novamente, fazendo seu corpo roçar no meu, fazendo nos dois gemer com o t***o e o prazer. Sua boca procura a minha desesperada, o que faz eu soltar seu pescoço e beijá-lo loucamente. Nossas línguas se encontrando e lutando uma com a outra numa dança sensual que me deixa a ponto de quase gozar em minhas calças. Esse homem é gostoso demais! Me perco quando tenho sua boca na minha, me perco com tanta gostosura de t***o acumulado, pois sinto vontade de tê-lo para mim desde o segundo que o vi, que ele trombou em mim.
— p**a que pariu, você está me deixando louco! — Digo soltando sua boca e encostando nossas testas, sinto sua respiração pesada e rápida contra a minha que se encontra igual, nossos narizes se tocando me faz olhar hipnotizado para seus olhos verdes. Ele me olha parecendo se dar conta de algo, como se pela primeira vez estivesse me enxergando ali. E eu apenas me pergunto como pode ser tão lindo, muitas pessoas passaram pela minha vida, mas nenhuma fez eu sentir o que Murilo faz, ele acende meu corpo na mesma proporção em que aquece meu coração, rápido demais me dou conta em como isso vai acabar, eu completamente apaixonado, amando esse pequeno homem.
— Á quase dois anos atrás, eu pensei que nunca pudesse ser feliz, — Ele fala me olhando diretamente em meus olhos. — Vivi um relacionamento abusivo que não me permitia ser quem eu sou, eu não podia vestir as roupas que eu queria, não podia nem me mesmo usar essa pouca maquiagem que eu coloquei hoje e olhe que antes eu me maquiava muito mais que isso. — Ele sorri triste, meu coração se aperta imaginando tudo que ele deve ter passado nas mãos desse filho da p**a. — Eu não podia nem mesmo me divertir com meus amigos, ele dizia que eu estava indo trair ele. Tudo começou com amor, depois veio as brigas e as cenas de ciúmes, ele nunca tinha me batido, mas chegou o dia que ele levantou a mão e bateu no meu rosto. — Levo minha mão a sua bochecha e acaricio devagar. Ele sorrir e continua. — Depois disso eu apenas terminei tudo e mudei de endereço, ele veio atrás de mim, insistiu, eu o denunciei e ele foi preso, mas não quis mais saber dele, não sei se saiu, se continua preso, ai tomei a decisão de voltar para casa, quase um anos depois de tudo que tinha acontecido, eu peguei um avião e decidir mudar tudo na minha vida, ele ficou para trás, mas as marcas vieram junto comigo, á um ano que eu não usava maquiagem, a um ano que eu não usava roupas “femininas”, a um ano que eu não me arrumava, eu me perdi. — Ele sorri triste e segura minhas mãos entre as suas. — Mas aí, um tempo depois que cheguei aqui, você apareceu, me ajudou a ir aos poucos voltando a ser quem eu era, você viu o verdadeiro Murilo e aos poucos está o trazendo de volta, claro que junto com a terapia online que fiz durante uns bons meses lá em Paris. — Ele rir e o acompanho. — Obrigado por não desistir de mim, obrigado por ainda estar aqui.
— Eu pretendo continuar por muito tempo. — Sorrio e acaricio seus cabelos. — Você fica lindo assim, todo cheio de brilho, combina com você. — Vejo o sorriso lindo que ele dar para mim. Tenho que contar para ele, Murilo se abriu comigo, contou parte do seu medo, uma coisa íntima, preciso me abrir com ele para que nosso relacionamento comece bem. — Tenho que te con... — Ele sorri para mim e beija meus lábios.
— Obrigado por me fazer confiar em alguém novamente. — Sinto o peso de suas palavras, agora seria o momento de contar tudo e começar nosso relacionamento direito, com base a confiança.
— Preciso contar algo sobre minha vida que ainda não sabe Murilo. — Ele me olha apaixonadamente.
— Por hoje apenas me mantenha em seus braços e aproveite que estou sendo bonzinho, se for coisa r**m, me conte uma outra hora. — Suspiro, apertando minhas mãos em sua cintura o sentindo entregue, eu tenho que falar para ele.
— Milagres acontecem, você está me beijando como se não houvesse coisa melhor.
— Estou fazendo isso por caridade, Deus que me livre ser entregue a você. — Olho diretamente para seus olhos que brilham como nunca tinha visto. Toco sua barriga por debaixo da camisa, vendo seus pelinhos se arrepiarem, desço mais minha mãe e alcanço seu volume gostoso, que me faz quase babar, com a crescente vontade de tê-lo em minha boca. Ele fecha os olhos e geme baixinho com o aperto que deixo em seu pênis ainda coberto pelas roupas.
— Seu corpo não te deixa mentir, pônei. — Digo baixinho, beijando sua orelha. — Você ainda será meu, todinho meu. — Sinto seu corpo tremer em cima do meu, ele está prestes a gozar apenas em me ter apertado sua ereção. Beijo seu pescoço cheiroso e me deixo gravar o gosto de sua pele em minha memória.
— Você é um cretino s****o. — Diz com a voz abafada em meu pescoço, por ter soltado seu volume sua respiração encontra descompassada em meu ombro.
— Mas você gosta que eu seja. — Digo passando minha mão por suas costas, tentando o acalmar e a mim mesmo, se não o tomaria e faria dele meu nesse carro, e sinto que nossa primeira vez tem que ser em um local especial. Cheiro seus cabelos e ouço um pequeno bocejo dele. — Você está com sono, suba e descanse, nos vemos amanhã. Beijo seus cabelos e ele volta para o banco do passageiro, tenta arrumar suas roupas amassadas e os cabelos desarrumados numa bagunça gostosa, apenas observo ele, quando se vira para mim e faz um carinho gostoso em meu rosto, deixando um selinho em meus lábios.
— Boa noite.
— Durma bem.
Ele se vai, me deixando sozinho naquele carro, apenas com seu cheiro e seu gosto em minha boca, vejo ele passar pelo porteiro e seguir para a porta de entrada, sobe as poucas escadas e vira para a direção do carro, deixando um pequeno tchau e entrando, sumindo pelas portas, só assim ligo o carro e entro no trânsito agitado, pensando e prometendo a mim mesmo, que logo contaria a ele tudo que escondo.