Max Vladi
Sinto um leve tremor passar pelo meu corpo, junto àquela sensação que tem alguém te encarando, desviando da tela do meu notebook, eu encaro minha mãe parada na porta, ela faz aquela expressão de “precisamos conversar, tem algumas coisas que quero extrair de você.” Me recosto sobre o encosto da minha confortável cadeira e suspiro, apertando meus dedos e estrelando as juntas.
Silenciosamente ela adentra meu escritório e senta-se na cadeira a minha frente.
— Estava distraído, nem mesmo viu que eu abrir a porta. — Passo as mãos em meus pesados cabelos longos, os perdendo num coque no topo da cabeça com o elástico que sempre carrego no pulso.
— Apenas distraído escrevendo, estava num momento bom. — Tamborilo com meus dedos sobre a mesa de madeira, fazendo um som baixo e abafado.
— Seu irmão chegou a pouco, estava perguntando de você.
— Ele sabe onde me encontrar. — Olho diretamente nos olhos pretos idênticos aos meus. — O que quer saber, mãe? — Deixo um sorriso escapar ao notar ela apertar seus dedos em nervosismo sobre seu colo, as unhas bem-feitos deixando marcas leves sobre a pele. — Vai se machucar. — Digo apontando com a cabeça para suas mãos.
— Vai ficar escondendo até quando essa pessoa que você está saindo? É sério mesmo entre vocês? Estão namorando? — Ela dispara as perguntas. Muitas vezes me sinto incomodado com essa a******a toda que minha família tem, isso de não haver segredos, sempre contamos tudo um para o outro, e me pergunto onde fica a minha i********e, coisas que não quero revelar para eles. Mas depois vejo que se eu conto, é porque me sinto a vontade e confortável em compartilhar cada passo sobre minha vida, meus pais sempre deixaram claro que eu e meu irmão poderíamos sempre contar tudo, que por parte deles não haveria julgamento e, realmente nunca houve, sempre teve compreensão, conforto e abraços quentes junto a palavras de carinho, então eu agradeço pelos pais maravilhosos que tenho, são muito poucos com essa sorte.
— Ainda estamos nos conhecendo, estamos lidando com tudo que sentimos, ele é sensível apesar de me dar respostas afiadas para todas as minhas brincadeiras, ele é carinhoso e nem mesmo se dar conta disso, ama ler, ama gestos simples e pequenas palavras de admiração, ele ama desenhar roupas tanto quanto ama vesti-las com suas maquiagens sutis que apenas realça toda a beleza que ele exala. Alegre mesmo com os olhinhos pesados por um passado triste e traumatizante, mas a admiração com que ele olha a tudo á sua volta, torna ele belo, extraordinário. — Quando acabo meu discurso, exalo, meu peito enchendo com aquela sensação eufórica, paixão, amor, desejo, estou apaixonado, completamente apaixonado, amando, aquele pequeno pônei. Eu o amo!
Tenho meus olhos arregalados e olho com surpresa e desespero, espalmo minhas mãos sobre a mesa e noto o sorriso gigante de mamãe sobre mim. p**a m***a. Estou muito ferrado.
Eu sabia que havia paixão, mas não que chegou a esse ponto, amor. Eu o amo. Isso só me faz querer ainda mais o bem de Murilo, preciso contar toda a verdade para ele, e logo em seguida pedir meu pequeno pônei em namoro oficialmente.
— Você está apaixonado. — Volto a realidade com mamãe falando, aperto meus olhos numa linha fina antes de voltar a olhar para ela.
— Mas como eu falei, é recente, estamos nos conhecendo.
— Traga-o para jantar. — Levanto-me de minha cadeira e vou para as costas de mamãe, apertando seu ombro eu falo.
— Mamãe, não é assim, primeiro quero que ele se sinta confortável comigo, depois eu o apresento a toda família. — Ela vira a cadeira e me encara de baixo.
— Tem certeza de que temos que esperar tanto?
— Sim, mamãe, é tudo muito sensível, ele está reaprendendo a viver, mãe. Eu preciso fazer tudo com calma e cuidado.
— Eu entendo. — Diz segurando minhas mãos e me olhando com um sorriso pequeno. Eu realmente queria que Murilo viesse a minha casa e conhecesse meus pais e meu irmão, mas temo que seja muito cedo para isso.
Nisso Adam adentra minha sala com um sorriso enorme.
— Está tendo reunião de família sem mim e papai?
— Não meu filho, apenas estava tentando tirar algo do seu irmão.
Adam me olha desconfiado, balança a cabeça em positivo, mamãe se levanta e deixa um beijo em mim e outro em Adam quando passa por ele, deixando apenas nos dois no escritório.
— Então, como vai tudo com seu futuro namorado? — Ele pergunta com um sorriso em deboche.
— Vai tudo bem, não se preocupe e, então? Como vai romance? — Ele pergunta e volto a sentar em minha cadeira, ele logo toma o lugar que mamãe estava sentada.
— Estamos dando um passo de cada vez. Ele está mais aberto, conversa comigo, falou sobre seu passado. — Falo com pesar e ele nota.
— E você ainda não falou sobre você, sobre o seu segredo., você tem que falar irmão, isso vai virar uma enorme bola de neve, então quando ele descobrir vai se perguntar o porquê você não confiou nele, ele vai se culpar, é uma coisa intima sua, entendo, mas do jeito que você fala, como seus olhos brilham apenas na menção do nome dele, diz muito sobre ele ser o cara certo. Então não esconda algo importante da sua vida dele.
— Eu sei estar bem! Eu sei! Eu apenas não sei como contar, não sei como ele irá reagir.
— E nunca saberá se não contar logo, apenas terá a raiva dele se descobrir por outra pessoa que não seja você.
Apoio meus cotovelos sobre a mesa e cubro meu rosto com minhas mãos, eu estou tão perdido, não sei o que fazer, por onde começar. Sinto a mão de Adam sobre meu ombro direito.
— Encontre uma maneira de falar a verdade para ele e, depois o traga aqui para jantar, sem mentiras, apenas vocês. — Sinto sua mão longe e logo a porta bate aberta e fechada novamente. Me encontro sozinho com meus pensamentos e logo tomo uma decisão, preciso acabar com isso de uma vez por todas, tenho que falar a verdade.
Subo para meu quarto, vendo a prateleira cheias de livros, e uma parte em especial todos os meus livros já lançados. São meu orgulho, a pessoa que sou hoje, tudo que conquistei, foi graças a eles e meus fãs.
Tiro minhas roupas sem pressa e sigo para o banheiro, deixo a banheira enchendo enquanto tiro minha barba, ou o rastro dela.
Desligo a torneira da banheiro e coloco alguns sais de banho, sinto um cheiro agradável subir pelo ar, adentro na banheira e sinto a água morna pelo meu corpo, me sinto relaxado, encosto a cabeça na banheira e deixo meus pensamentos viajarem, Murilo, aqui comigo, completamente nu, aquele corpo molhado encima do meu, seus beijos molhados, encheria aquele pescoço branquinho de marcas, o gemido gostoso deixando sua boca que ficaria vermelhinha, sinto meu p*u inchar, o desejo fazendo com que eu leve minha mão ao meu pênis e o aperte pela base, sigo de olhos fechados, absorvendo aquela sensação gostosa, eu o prepararia com todo o cuidado, o deixaria bem aberto para me receber, os gemidos alto no meu ouvido, seu corpo quente e molhado contra o meu, eu afundo meu pênis em seu cu, o sentindo me apertar. Sinto o g**o vir com tudo, me sinto nas nuvens, abro os olhos e passo a mão molhada por meus cabelos que segue preso, o solto e saio da banheira, a água não serviria mais, deixei que a água descesse pelo ralo e fui para o chuveiro, lavei meus cabelos com meus produtos e sai do banho mais relaxado, pronto para falar com meu pônei.
Enrolei a toalha na cintura e segui para meu closet, enquanto pegava meu celular e mandava uma mensagem para Murilo.
Você:
“Oi, meu Pônei, estará livre mais tarde?”
Escolhi uma calça jeans, uma camisa azul de manga longa e calcei meus sapatos, olhei o celular e tinha uma resposta dele.
Murilo, meu Pônei:
“Estarei livre para ler e descansar, para você? Não!
Gargalhei com sua resposta, esse homem está me testando.
Você:
Se fazendo de difícil nesse momento? Aposto que não vê a hora de me beijar, ou até mesmo arrancar minhas roupas.”
A resposta vem rápida.
Murilo, meu Pônei:
“Você se ilude demais, eu odeio ter que suportar você.”
Leio a mensagem e finalizo meu cabelo sem pressa, o que quase leva horas, sei que ele deve estar se remoendo esperando minha resposta.
Você:
“Terminei meu banho agora pouco na banheira, imaginei umas coisas entre nós dois, foi quente.”
Murilo, meu Pônei:
Para de me mandar esse tipo de mensagem, lhe esperarei para o almoço, se falar algo mais nem mesmo abro a porta para você.”
Solto uma outra gargalhada, passo perfume e corro para fora, são quase meio-dia, passo pela minha mãe e Adam na sala, os dois falavam de algo como duas fofoqueiras.
— Volto antes do jantar. — Falo passando por eles com a chave do carro em mãos.
— Lembre-se de usar c*******a.
— Cuidado na estrada filho.
Os dois gritaram ao mesmo tempo. Revirei os olhos para Adam e apenas segui para a casa do meu pônei.
Quase quarenta minutos depois me encontro subindo para o apartamento de Murilo, já que estava liberado para subir.
Chegando em seu andar, ando pelo corredor até estar de frente a porta que ele me indicou em sua última mensagem. Aperto a campainha e um minuto depois a imagem mais bela aparece em minha frente, só pode ser uma pintura de tão perfeito, sua boca está melada com algo molhado e rosa que brilha, suas bochechas estão mais rosas do que o normal, ele veste uma blusinha rosa curta com uma calça estilo moletom preta.
— Tão gostoso. Você está perfeito, belo. — Encaro seu corpo da cabeça aos pés.
— Encare meus olhos, Max. — Ele diz com um sorriso lindo, quase apaixonado em seus lábios.
— Não posso negar que seus olhos são lindos, mas o corpo todo faz um belo conjunto.
Ele apenas revira os olhos e avança sobre mim, suas mãos me puxam pelo nuca e sinto todo o seu corpo colado contra o meu, corpo pequeno colado contra o meu, quente, chamando por mim, o pego pelas cochas e ele pega impulso, rodeando suas pernas em minha cintura, sua língua adentra minha boca e me deixo ser dominado pelo seu beijo, me encaminho para o sofá depois de fechar a porta com meu pé, estou entregue de corpo e alma, apenas desejo ele, ter o seu corpo, seu coração, todo ele. Nós entregamos num beijo cheio de saudades, e nem mesmo faz 24h que nos vimos, mas temos pressa em ser um do outro, em ter a boca um do outro.